Cabala Judaica #15: A alma, a vida após a morte e o fantasma na máquina

Espiritualidade, Alma, Vida após a morte, Memética

“E o pó volte à terra, como o era;
e o espírito volte a Elohim, que o deu.”
(Eclesiastes 12:7)

Fantasmas. Espíritos. Almas penadas. Nossos ancestrais que vagam pelo mundo mesmo depois de terem falecido. Depois de terem deixado a vida do corpo de carne.

Muito se escreveu sobre o que ocorre com as almas após a morte. É certo consenso sobre as experiências com espíritos de parentes falecidos. Zeitgeist do povoado. Antepassados que cuidam da aldeia. Avós que protegem os netos. Tios jovens que voltam em sobrinhos. Reencarnações de grandes soberanos. Novas chances de ter duas vezes o mesmo filho.

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Cabala Judaica #12: A Criação dos Quatro Mundos e Suas Inconsistências

Gênesis, inconsistências e a criação dos Quatro Mundos

Deixem eu apresentar uma leitura da Criação…

O sistema de criação de 7 dias e 4 mundos é encontrado por cabalistas na leitura de Bereshit/Gênesis. O livro é estudado como base para a cabala judaica. Judeus ainda hoje entendem que este livro codifica a cabala e não que foi codificado por estudiosos dela.

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Perdão, Assassinatos e Azazel

– Como saberei, Rav, que D’us perdoou meus pecados?
– Quando não mais os cometê-los, jovem padawan.

Para os mais religiosos, o ritual do bode expiatório se originou na morte de dois filhos de Aarão, que entraram no Kodesh haKodashim/Santo dos Santos sem permissão. Para os mais céticos, o texto de Vayikrá/Levíticus 16 foi inserido depois da consolidação da Torah por Ezra e Nehemias, por volta de 400 aEC.

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O homem que perdoou D’us

Diz a lenda que Jacó tinha uma fixação o ritual judaico do Kaparot, o ritual de purificação dos primeiros dias do novo ano. Jacó já completara o ritual dezenas de vezes em sua vida, mas nunca conseguira sentir o poder da purificação como deveria sentir. Ou assim ele pensava.

Eis que, então, próximo ao ano novo, um grande rabino veio à cidade de Jacó para dar aulas. A lenda não guardou o nome do rabino, mas registrou que ele era um Baal Shem, um Senhor do Nome, cabalista que havia dominado as técnicas de evocar o poder de D’us através das palavras hebraicas.

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Cabala Judaica #9: As Cascas e A Fome

Dor, prazer e a retificação do mundo.

Aqui e agora.

Vivemos em uma caixa, de onde só sabemos o que há fora através dos sentidos. Ou essa é a descrição corrente nas últimas décadas ao se falar sobre cabala. Não é um solipsismo. A cabala admite a existência do mundo exterior. O que a cabala nega é a capacidade de conhecer o mundo exterior através dos sentidos. Seria necessário um “sexto sentido”, um sentido não ligado ao plano material, para conseguirmos saber o que realmente há lá fora.

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Cabala Judaica #8: A Sabedoria Contemplativa (meditação cabalística)

Chokhmah Nistaroth

A expressão do dia é chokhmah nistaroth: a sabedoria contemplativa. As primeiras letras (chet e nun) formam chen, graça.

Há pouca evidência registrada sobre o funcionamento da meditação no judaísmo, exceto nos círculos fechados de estudos sobre cabala, claro. Especificamente, em grupos com linhagem bem definida. Não é exatamente segredo, é só uma daquelas coisas difíceis de explicar para quem está de fora.

Aqui vemos a cabala em sua essência:

  • Cabala (kabalah: quf, bet, lamed, he) = 137
  • Sabedoria (chokhmah: caf, chet, mem, he) = 73
  • Profecia (nebuw’ah: nun, bet, vav, alef, he) = 64

Cabala = Sabedoria + Profecia

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Cabala Judaica #7: sobre Cabala e Vinhos II – o diário mágico

No outro post, comparei o trabalho de aprendizado da cabala com o treinamento de um enólogo. Repito:

Mas entender isso é como treinar para ser enólogo, esses cheiradores de vinhos. Cada vinho é diferente. Cada esfera é diferente. É quase impossível associar o gosto sorvido em um cálice ao excesso de iodo no solo onde cresceu o carvalho do barril usado para envelhecimento do vinho. Mas esse iodo influencia no gosto final. E o gosto pode ser detectado. Só que ele não vai ser descrito como iodo, mas como metálico, seco, alto.

Assim é com as esferas. É impossível sentir diretamente a harmonia de Tiferet, mas é possível sentir quando nossas ações parecem se encaixar perfeitamente… “em Malkuth”, através do mundo material. Uma música bem executada, uma pintura bem equilibrada. A bola de basquete que sai da mão do jogador e todos têm certeza de que acertará o alvo.

Da mesma forma, nossos sentidos não sabem identificar corretamente as pressões do mundo emocional, mas o descrevem inicialmente com sensações semelhante associadas à onipresença das emoções, à natureza difusa da passagem do tempo, à dificuldade de locomoção, ao fato de estarmos à deriva sofrendo da vontade das outras almas nesse mundo. No caso da magia ocidental, se interpreta, predominantemente, o plano astral como água.

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