Como fazer sigilos e influenciar pessoas

Sigilos

O que são sigilos

Da palavra latina para “selo”. Não tem a ver com fechar, mas com assinatura. Ou seja, um sinal específico que referencia alguém ou alguma coisa. Podem ser sigilos pictóricos, mantras ou palavras.

Um sigilo pictórico é uma imagem, desenho, rabisco ou traço usado de veículo para a vontade.

Um sigilo em forma de mantra é basicamente um som escolhido para carregar a vontade.

Como a palavra é um conceito mais complexo, é importante pensar que, enquanto sigilo, ela pode ser tanto o traçado das letras quanto o som das palavras. Tanto um sigilo pictórico quanto do tipo mantra. Pode ser vista, olhada, pensada ou entoada. A diferença, de forma simples, é que o processo de sigilização de uma palavra começa a partir de um vocabulário compartilhado com outras pessoas.

Então, precisamos ter em mente que a palavra já terá significados associados a nossa revelia. Quero dizer, outra pessoa já escolheu o que aquela palavra significa, e isso vai afetar o sigilo.

O uso de vocabulário próprio de um grupo menor, como um jargão de seita, profissão ou grupo de amigos pode ajudar. Por isso, palavras que venham do estudo da Torah, por exemplo, parecem ter maior poder. São palavras utilizadas em contextos muito específicos. Mas a mesma força é esperada de palavras de jargões profissionais, grupos de estudos de seitas ou aquele apelido que só dois ou três amigos de infância conhecem

Como já falamos quando falamos sobre a quebra da relação entre significante e significado (entre a palavra e a coisa a que ela se refere) e o nascimento da mentalidade da Magia do Caos, a arbitrariedade do significado de um símbolo é o grande trunfo da criação de um sigilo. Podemos deixar o sigilo o mais “denso” possível, carregando de forma redundante os significados que queremos, mesmo que os pedaços a partir dos quais criamos o símbolo sejam fracos sozinhos. Juntos, são um labirinto para a mente e, consequentemente, para a vontade.

Pela internet, vocês podem encontrar vários métodos mais ou menos práticos. Tudo depende, na verdade, da formação que cada um tem em relação à magia (ou à religião que permita usar essa magia).

O método mais comum – graças às legiões de fãs de A. O. Spare – não varia muito: “densificar” a vontade através da condensação de símbolos. Tem algo de alquímico aí? Talvez.

Alguns métodos vão sugerir diminuir o número de letras. Outros métodos vão sugerir aumentar a quantidade de símbolos. Outros métodos ainda vão propor um meio de redundância. Ou seja, fazer com que um mesmo símbolo tenha vários significados (a letra é um número, que é uma carta do Tarot, que é uma história da Torah, que é um anjo e que é em si um outro selo para uma parte de D’us ou do Diabo).

Sigilos em hebraico se prestam muito bem a isso: têm significado, pronúncia e gematria. Seu uso, em especial, é restrito pequenos grupos de historiadores, linguistas e religiosos. Tudo isso aumenta a “densidade” dos significados.

Vale notar que sigilos e outros símbolos “cabalísticos”, em geral, não possuem origem judaica. Mesmo aqueles usados por judeus. Pelo menos, não temos o registro judaico de tais usos, exceto o registro de explicações judaicas de porque esse ou aquele símbolo funciona. E essas explicações judaicas costumam vir com avisos de que “na verdade” o judeu não precisa de tais símbolos para atingir o mesmo objetivo.

Por outro lado, acreditamos no judaísmo que a Gematria é inerente ao objeto, não sugere a criação de um objeto para qualquer finalidade. Quem criou foi D’us, embora possamos tentar usar os objetos como melhor soubermos fazer.

Teorias sobre como agem

Para mim: o sigilo é uma armadilha para a mente. É uma forma de pender o cérebro (esse demônio) em um conjunto de imagens e sentidos específicos. Ao tentar “decifrar” o sigilo, o cérebro fica entra em ciclo e é remetido de volta ao centro do labirinto. Um bom sigilo não tem saída.

Pense em um bom paradoxo. Pense em representar fome com um pedaço de pão. O pão está dentro de um círculo feito por pratos vazios e migalhas. Os talheres estão apontando de volta para o centro do círculo. É proibido mexer nos pratos e talheres. Há mel e vinho ao lado do pão, que representa a fome. Há fome e fartura, mas não há solução. Nem a fome é saciada, nem a comida acaba. O movimento circular e repetitivo é um quebra-cabeças que o cérebro não consegue solucionar.

Quem segue A. O. Spare entende que se deve “evitar a luxúria do resultado” (péssima tradução minha, lust of result é um desejo excessivo pelo resultado; significa se preocupar demais com o resultado; usa a palavra lust/luxúria para tratar esse desejo como falhar, comparando-o com o pecado da luxúria).

Em resumo, como na história do gênio da lâmpada, o desejo pode tomar caminhos tortos para se realizar. Evitar a tal lust of result significa deixar que o objetivo seja atingido sem se importar com o caminho. É dinheiro que queremos? Ele pode vir de um bom emprego ou da herança deixada na morte por um parente próximo. O desejo vai se concretizar pelo percurso de menor resistência, se não o atrapalharmos pensando a respeito…

Crenças adjacentes

  • As palavras (e a essência das coisas) podem ser decompostas em letras, que possuem em si significado individual.
  • O mundo é linguagem (dvar, logo, razão): a essência da coisa está na palavra: só podemos nomear – falar sobre – algo, porque a palavra toca a essência da coisa.
  • Rashi (1040 EC ~ 1105 EC) já indicava que a reconstrução das letras poderia produzir palavra que eram ininteligíveis para o próprio conjurador (1).
  • Ou seja, embora o conjurador tenha intenção de criar palavras com propósito e poder específicos, essas palavras podem não ser compreensíveis racionalmente e, às vezes, até impronunciáveis. Na prática, parece que Rashi está descrevendo a criação de uma palavra nova. Mas criar palavras novas era impensável para um judeu do século IX, para quem D’us criou todas as palavras…

(1) Na verdade, é uma interpretação exagerada de Sotah 22a, “Assim como o feiticeiro fala o encantamento, mas não sabe o que diz; também o estudioso da Torah ensina, mas não sabe o que ensina.”

Influenciar pessoas

O que é influenciar pessoas

A segunda parte da equação é: o que significa “influenciar pessoas”?

Influenciar é a capacidade de causar efeito no caráter, no desenvolvimento ou no comportamento de alguém. Isso não explica nada, eu sei.

Ok. Causar efeito… Significa alterar, mudar. Do contrário, não teríamos como saber se aconteceu alguma coisa, certo? Se o efeito é “deixa como está”, como saberíamos que “fez efeito”?

O que nos leva a uma definição cíclica, porque se queremos definir influência como algo que é feito por querer, por vontade própria, não seria qualquer coisa que influencia pessoas “magia” por definição? É uma tautologia – outro tipo de círculo que ao qual o cérebro adora se prender…

O que queremos com a “influência”? Queremos conseguir nos comunicar com pessoas. Na prática, queremos que nossa vontade seja ouvida. Queremos deixar de ser irrelevantes. Queremos não ser simplesmente animais, mas alterar a realidade de forma criativa. Influência é uma tentativa de não ser Adão e Eva no Paraíso. É fugir do Paraíso. É mudar o Mundo. Alterar a Criação.

Ser humano, não animal.

Para que influenciar pessoas?

Claro que temos explicações muito mais mundanas para querer “influenciar pessoas”. Poder, por exemplo.

  • Poder: relação de poder; necessidade de se sentir poderoso; relação imediata e temporária. Poder é uma relação efêmera. Quer dizer que “poder” é algo que acontece agora e só agora. A pessoa não “é poderosa”, ela está em uma relação em que pode exercer poder. Hoje. Agora. O poder está sempre mudando. Às vezes por um instante, mas muda. O que importa é saber aproveitá-lo.
  • Controle: definir o que vai acontecer ou como outros vão se comportar.
  • Autoridade: ser reconhecido como a pessoa que sabe, que pode, que tem, que é referência
  • Segurança: garantir que o resultado é favorável, conhecido; garantir que não vai haver nada de ruim; evitar perdas; evitar dores

Como influenciar

  • Vontade: poder direto da vontade sobre outras pessoas ou coisas. Algumas vezes estamos em relações em que somos a pessoa “com poder”. Nesse caso, é só querer. É só aproveitar aquela fração do tempo em que o poder está conosco e decidir para o nosso lado. É, por exemplo, a hora de barganhar o salário: precisa de alguém para trabalhar durante os jogos do Brasil? Eu faço, mas preciso de um aumento. Precisa de isso pra ontem? Não dá, só se receber hora-extra em dobro (o Uber do tempo não tá barato, não). Perdão? Não posso, só se me tratar melhor de agora em diante…
  • Força: poder físico, força bruta, mundo material, bloqueio de possibilidades. Por força bruta estamos falando de força física, claro, mas também de não desistir. É pedir o aumento todos os dias. É lembrar que está fazendo um bom trabalho. É repetir que está ali sempre para o que precisar. É dizer que ama repetidamente. É perguntar se precisa de ajuda sempre que ver a pessoa mal. E, claro, é segurar no braço o amigo que quer voltar para casa dirigindo bêbado.
  • Inteligência: controle lógico das possibilidades, saber definir as opções de todos e escolher o que pode influenciar emocional ou logicamente. É ter mais informações e saber usar as informações. É responder uma pergunta com uma respostas que direcione a pessoa ao resultado que nós queremos, não o que ela quer. Também é saber argumentar, embora hoje em dia pareça que “argumentar” não leva a nada e nunca ninguém muda de opinião por argumentos…
  • Magia: se tudo mais falhar, é dobrar a realidade – sigilos para prender a vontade e mover a balança de poder. Um sigilo pode e deve prender a mente de quem o cria, mas também as mentes de outras pessoas que têm contato com o sigilo. Ele pode, então, ser usado para alterar outras pessoas e fazê-las mudar de atitude. Indiretamente: podemos, então, fazer o sigilo mudar nossa mente e fazer com que nossa mente sozinha crie o resultado em outra pessoa. Diretamente: podemos fazer outras pessoas terem contato com o sigilo para mudar a mente delas e fazer com que criem resultados diretamente nelas mesmas.

A finalidade importa

Importa qual a finalidade de um sigilo? A resposta judaica (que eu vou dar) é sempre “depende”.

  • Não importa: Balaam era um poderoso profeta – no sentido de que o que ele falava era verdade. O interessante de Balaam é que ele não era israelita, judeu ou sequer acreditava no D’us dos judeus. O poder dele vinha de si mesmo. Balaam amaldiçoou e causou a destruição de exércitos israelitas. A finalidade “má”, destruidora de sua magia não era um problema.
  • Importa: Por outro lado, tanto as lendas judaicas quanto as histórias de árvores dos desejos, lâmpadas mágicas, espadas abençoadas, pó disso, chapéu daquilo… confirmam que não podemos pedir coisas fora de um caminho pré-estabelecido. Geralmente, o caminho da divindade da religião de quem conta a história. Mas, o que todas concordam, é que, da mesma forma que a energia elétrica ou os líquidos em canos, a Magia também procura o caminho de menor resistência. Podemos mudar tudo, mas até certo ponto.
  • Boas finalidades: para os judeus, esse caminho é D’us. Se, por um lado, nos é ensinado a não ir “contra” D’us, por outro, se pedíssemos outra coisa que não se parece ser o que D’us quer, só vai acontecer se D’us quiser assim. Como facilitar que um sigilo funcione? Peça algo alinhado com suas crenças.

Como fazer

Como fazer um sigilo, então?

Pictórico

Se um sigilo pictórico é uma imagem, desenho, rabisco… como criar sentido em um rabisco?

O primeiro passo seria projetar um sentimento sobre o traço. Traçar o risco com raiva ou carinho. De certa forma, o traço vai carregar esse sentido e outras pessoas seriam capazes de ver esse sentimento no traço. E nós mesmos seríamos capazes de lembrar desse sentimento ao ver o traço.

O segundo passo seria estabelecer um sentido entre imagem e objeto. Poderia ser pela representação – mesmo que simplista – do objeto, poderia ser pela representação de uma relação, de uma ação, de um movimento.

Para deixar um sigilo pictórico mais “denso”, o princípio é possível unir essas etapas. Um movimento desenhado com raiva, um objeto traçado com delicadeza e cuidado, um risco que limboliza união em forma de labirinto contorna dois desenhos de palito de pessoas de mãos dadas, um sol que é um sorriso, um pássaro que traz uma carta num voo ligeiro tracejado com desleixo…

Mantra

Se um mantra é um som arbitrário, como escolher esse som?

Mais fácil, dizem, é usar uma palavra. Eu sugiro pensar nas letras, ou antes, nos sons de cada letra. O que significam para nós?

Alguns sons são calmos e constantes, como o som do M e o som do L.

Outros sons são abertos, em um movimento para fora, como o som do A (ah!) e do O (óh!).

Temos sons de corte, abruptos, repentinos como um C e um K.

Em Português, temos prefixos e sufixos com significados específicos que também podemos usar. Por exemplo, IN e EN podem indicar um movimento em direção ao interior, RE pode indicar repetições.

O significado da palavra criada nem sempre é importante. Lulshafan anigeron anirdafon, por exemplo, onde “anigeron” é uma palavra sem significado. Provavelmente, uma palavra vinda de outra língua e agora perdida. Assim como “magos” que falam outras línguas usam palavras em hebraico como palavras mágicas, magos que falavam hebraico usavam palavras em grego ou aramaico como palavras “mágicas”.

Outras construções comuns são feitas por acrósticos. Um acróstico é uma palavra formada pelas letras (ou sílabas) iniciais de outras palavras. São uma referência às palavras originais, mas cifradas em um novo som.

AGLA (אגלא – atah gibor l’olam adonai) é um exemplo, embora o significado real das letras se tenha perdido em possíveis interpretações através de diversas religiões.

LOBO – BOLO

Uma formulação curiosa é o uso do mantra em Chapeuzinho Amarelho, um livro infantil escrito por Chico Buarque em 1970. Nele, a Chapeuzinho tem medo do Lobo e, para vencer o medo, usa a repetição da palavra que a amedronta até que a palavra perca o significado.

No caso, ela repete LOBO.

LOBOLOBOLOBOLOBOLOBOLOBOLOBOLOBOLOBOLOBO

Até que a palavra se transforma em BOLO.

…BOLOBOLOBOLOBOLOBOLOBOLOBOLOBOLOBOLO…

Como ninguém vai ter medo de um BOLO, Chapeuzinho perde o medo que sentia do LOBO.

Palavras

Podemos ver a palavra, então, como sigilo pictórico e mantra. Como regra geral, funciona em qualquer esquema espiritual ou religioso. Mas vou, obviamente, pegar o exemplo do judaísmo. No judaísmo, a palavra teria sua forma (seu desenho), seu som, seu número e, em alguns casos, um nome de anjo poderia ser associado, através da adição do final -el ou -on.

“Rafael”, por exemplo. O anjo Rafael tem seu nome da palavra refuah, curar, recuperar-se. Carrega o -el, em referência a D’us, então, “cura de D’us” é uma de suas traduções. Seu valor é 311, igual ao de Ish (“homem”, usado em referência a Adão em Bereshit/Gênesis). Também é o valor de Shebet, cajado, bastão, cetro e tem a conotação de ajudar, sustentar. A cura pode ser atraída pelo nome de Rafael, mas também pelas palavras Ish e Shebet, porque são intercaláveis através da gematria. Se Rafael tem a força de -el em seu final, Shebet tem a tripartição da letra Shin em seu início. Cabe escolher o que parece simbolizar melhor a ideia que queremos atrair.

Posso usar nomes de anjos?

Pode. Deve. Como judeu, acho que seria uma opção óbvia.

Algumas pessoas acham “complicado”. Outras têm uma visão mais cautelosa quando ao uso de anjos para qualquer fim. Pessoalmente, não vejo anjos como capazes de fazer Mal. O que acontece é que, às vezes, é como invocar/evocar uma locomotiva. É difícil mudar de direção depois de pô-las em movimento.

Como eu uso?

  • סַנְוֵרִי – Sanviri (o demônio Shabriri, no imaginário). É a palavra para cegueira ou, antes, uma espécie de cegueira repentida. Provavelmente, uma das doenças que eram comuns, mas que hoje são difíceis de reconhecer a partir dos relatos bíblicos.

A palavra está em Bereshit/Gênesis 19:11. Indica uma punição pela cegueira. O Talmud indica seu uso como uma proteção contra a cegueira, mas discussões medievais dirão o contrário. Na Europa medieval, a palavra se transformou no “Anjo da Cegueira” que punia pessoas más com a perda de visão.

A indicação judaica seria o uso da palavra em repetição, removendo-se uma letra por vês. É a origem de uma formulação fácil de reconhecer pelo triângulo que forma:

SHABRIRI
SHABRIR
SHABRI
SHABR
SHAB
SHA
SH
S

Ou, hebraico:

סַנְוֵרִי (Sanviri)
סַנְוֵרִ (Sanvir)
סַנְוֵ (Sanv)
סַנְ (San)
סַ (Sa)

Na formulação judaica, a doença da cegueira seria enfraquecida a cada letra removida da palavra.

Na formulação cabalística medieval, poderíamos enfraquecer a visão de uma pessoa até deixá-la cega seguindo o mesmo padrão.

Dica do dia: E se, em vez de usar as palavras סַנְוֵרִי ou SHABRIRI, usarmos o nome de uma pessoa com a qual queremos cortar relações?

Como “carregar” um sigilo?

Sempre siga o planejamento. “Intuir” um processo diferente do planejado é furada (acho que é esse o termo técnico, talvez, não sei…).

Sentado em uma cadeira baixa ou no chão, os pés devem tocar o chão,

Ler em voz alta o sigilo, repetir o mantra ou fazer o traçado. Se possível, fazer os três.

Compartilhar, com emoção. Se puder dançar, ficar feliz, fisicamente feliz…

É interessante, na visão judaica, que o judeu é proibido de utilizar certos tipos de magia, não porque não funcionem, mas porque violam a soberania de D’us. Pra ser exato, “tentam” violar, porque não seria possível violar a soberania de D’us, se enxergamos D’us como todo-poderoso (ou assim garante o rabino mais confiante).

Dito isso, grandes rabinos, como Maimonides, entendiam que aquele que acha que uma Mezuzah é um “amuleto” que afasta o mal é um tolo. Ao mesmo tempo, dizem que é permitido andar na rua com amuletos, como a Chamsa, durante o shabat. De forma geral, amuletos para “cura” são permitidos.

O que isso significa? Se eu quisesse sugerir um sigilo da perspectiva judaica, indicaria uma escrita em hebraico, com sentido de cura e proteção, utilizando uma Chamsa (uma mão, uma palma aberta), as palavras escritas na palma.

Usar a Chamsa em público seria suficiente para carregar o sigilo? Não sei. O melhor seria utilizar os Salmos com a intenção ao traçar o sigilo. Mesmo sem saber o que os Salmos significam? Sim. A tradição judaica diz que, mesmo que não soubermos o que as palavras dos Salmos significam, elas trazem a energia correta.

Você gostaria de um pedaço de papel com a palavra “SIM” ao qual se agarrar durante os tempos difíceis que virão?

Como “perder” um sigilo?

Deixar em um lugar em que o sigilo possa permanecer sendo carregado, visível, audível, tocável… Seria possível que funcione se ficar escondido debaixo de uma pedra com centenas de pessoas pisando em cima? Sim. Mas visível, na altura dos olhos, onde todos possam ver todos os dias é muito melhor.

Eu deixaria debaixo do banco da Sinagoga. Vocês podem querer fazer isso na Igreja ou do Templo.

Parece ser uma escolha comum solar sobre o cartaz de propaganda do show da sua banda favorita. Aqui em Porto Alegre temos

Uma alternativa curiosa é fazer um folheto – daqueles com os telefones de eletricistas e tutores de gatinhos perdidos – e pendurar em um poste. Em vez do número de telefone destacável abaixo, coloque “leve este papel para… boa sorte, dinheiro, beber o sangue dos inimigos”. Não esqueça de imprimir o sigilo em cada papelzinho.

Shbaa.

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2 Comentários

  1. tradicionalmente o sigilo com o nome do demonio é utilizado como um amuleto ou é feito algum processo de “lançamento” como queimar no fogo ?

    Obrigado pelo post!

    1. Tradicionalmente, no judaísmo, o sigilo com nome de demônio seria usado para proteção. Então, o amuleto absorveria a energia do demônio até que seja inutilizado pelo usuário ou até sofrer algum “acidente”.

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