Vamos falar de Quimbanda – Parte 2.

Vamos continuar nossa série de textos sobre Quimbanda, anteriormente vimos um pouco da minha história e vivência neste sistema de magia, agora vamos analisar uma das maiores injustiças cometidas no cenário nacional: dizer que as entidades de Quimbanda são os mesmos daemons da Goécia. Primeiramente temos de buscar um autor, Aloísio Fontenelle, que em seu livro EXU afirma que os Exus de Quimbanda são os mesmos demônios presentes no Grimorium Verum, trazendo por exemplo:

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Vamos falar de Quimbanda??

Muita besteira tem sido dita e feita em nome dos Orixás, e principalmente em nome dos Exus de Quimbanda, pessoas sem preparo algum, sem fonte histórica e principalmente com intenções nefastas estão sujando o nome Quimbanda. Por isso resolvi escrever sobre a Quimbanda, um assunto que pouco escrevia, para manter em privado minhas práticas mais ativas. Porém não posso ficar quieto vendo essa Arte sendo explorada por indivíduos sem caráter, viciados e abusadores.

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A Wyrd e a Responsabilidade Coletiva

Wyrd, Kharma, Destino… Todos conceitos metafísicos sobre a passagem do tempo e a forma que nossos atos impactam a sucessão de acontecimentos. Como sempre, aqui nos atentaremos à wyrd – este conceito germânico que acabou sendo personificado através das Nornir e permeou histórias do período medieval inglês. É marcante para muitos autores da Bruxaria Tradicional, de Orapello&Maguire até Gary e Frisvold. Mas para entender profundamente esse conceito, precisamos ir além do metafísico e torná-lo uma lente para enxergar o cotidiano; e para isso, observaremos o nosso contexto pandêmico.

Imagem destacada: Centro de São Paulo em reabertura, mesmo com a pandemia

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Lag b’Omer e uma epidemia 1900 anos atrás

Há 1900 anos, os alunos de Rabi Akiva morriam de uma epidemia de askalá, o que hoje se acredita ser difteria. A descrição talmúdica nos conta que se morria “enforcado”. A garganta era o alvo real e simbólico da morte. Simbolicamente, morreram os alunos que não aprenderam a demonstrar respeito por seus colegas. Foram 24.000 estudantes mortos em 33 dias. Foram mais de 700 mortes por dia. Ou muito mais, se considerarmos que não foram apenas os alunos de Rabi Akiva os atingidos.

Rabi Akiva ficou conhecido por ensinar que “ama o próximo como a ti mesmo, essa é a grande regra da Torah”. Como então seus alunos não se respeitavam?

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