Os passos de um Xamã – Terceiro movimento: “Adquirir o Poder”

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Depois de passar um tempo distante do mundo, estou de volta. Um espírito guardião me colocou em uma batalha comigo mesmo, e então pude compreender mais sobre o Poder Xamã. Nas publicações anteriores desta série, abordei por cima o que vem a ser o início da Jornada Xamânica e a Peregrinação, que é um ato sagrado de contato com o seu mundo pessoal. Quando o iniciado “morre” para o mundo profano, e “revive” sob a missão de tornar-se um Xamã – seja ele em específico como um curador, feiticeiro, viajante, guerreiro espiritual, ou tudo isso ao mesmo tempo, ele acumula dentro de si algo que se denomina “O Poder“, e é sobre isso que conversaremos agora.

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Finados Ancestrais

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A xamã organiza o tambor e os objetos de poder de seu falecido marido, no chão de sua casa. Ela está triste por simbolizar sua morte, mas sabe que os preparativos certos permitirão que ouça sua voz. Ela o chama, por uma fraca chama de vela. Ela canta, e então um vento leve entra em sua casa: o espírito de seu amado retornou para vê-la mais uma vez.

A morte não precisa separá-la de ninguém que ela amou.

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Os passos de um Xamã – Segundo Movimento: “Peregrinação”

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As imagens desta publicação, são de um arquivo pessoal de minhas peregrinações pela cidade onde moro. Perceba o chamado do sagrado, sinta a canção da terra.

“Sem mapa, nem bússola, o jovem peregrino deixa a zona de conforto de sua tribo e adentra, determinado, as terras vermelhas do deserto de uma região próxima. Levando apenas uma ferramenta para cavar, ele avança ouvindo o canto de seus ancestrais. Apenas com os sussurros dos ventos em seus ouvidos, ele possui a certeza de que está no caminho certo.”

A intenção de qualquer peregrinação, longa ou curta, é ter contato com o sagrado e retornar cheio de energia e poder gerados pela experiência. O próprio ato de viajar é importante e adquire uma dimensão épica. A jornada pode ser perigosa, literal ou metaforicamente, como por exemplo, para um xamã japonês, uma peregrinação às montanhas sagradas era como morrer e ressuscitar.

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Os passos de um Xamã – Primeiro Movimento: “Nascer”

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Aho! O Grande Espírito que habita em mim, saúda o Grande Espírito que habita em você!

Inicio hoje, mais uma coluna no Colégio Platinorum. Entre outros nomes, aqui serei conhecido como Wäkn, o peregrino. Tenho em mente trazer outros temas, porém, hoje venho trazer o primeiro texto de outros que virão, sobre Xamanismo. Que a Grande Águia guie nossa jornada de conhecimento!

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Seiðr Prático – Mensagem à Todos os Pagãos

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Ao meu lado na prática da magia nórdica e ritualística pagã germânica, tenho Hugbald; e um de seus focos é na reconstrução do seiðr com base em práticas xamânicas. Com os avanços em nossos rituais, conseguimos contatos com entidades nórdicas que nos ensinam muito; e através de técnicas de incorporação, duas delas passam uma mensagem à todos os pagãos, mas que foi gravada para que possa alcançar também os mais diversos magistas. Ouçam aqui a mensagem que entidades ancestrais desejam que chegue a nós.

Imagem destacada: TavenerScholar

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Óðr – Inspiração e Loucura

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O nome “Óðinn” deriva da palavra “óðr”, que pode significar “entendimento”, “senso”, “inspiração” ou mesmo “fúria”, “furor”. Atualmente, autores que buscaram fazer um mapeamento da estrutura da alma do ponto de vista nórdico deram o nome de “Óðr” ao seu aspecto mais elevado, o espírito e a consciência concedidos por Óðinn no momento da criação da humanidade. Este é o meu ponto de vista sobre o Óðr, a forma que ele se manifesta e como podemos entrar em contato com esse aspecto.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Magia Prática Nórdica

Fonte: Ræveðis

Para os nórdicos, a magia era parte do cotidiano. Não tinham ordens e iniciações – era vista como uma habilidade que poderia ser aprendida por qualquer um que tivesse acesso (normalmente, a nobreza ou famílias tradicionais); por isso, ao invés de uma única palavra significando “magia”, seu idioma antigo possui várias descrevendo práticas bem específicas cada (embora alguns pesquisadores assumam que a palavra “fjölkynngi” – algo como “conhecimento” – seria usada para a magia em geral). Hoje, entenderemos um pouco mais sobre algumas dessas numerosas práticas que chegaram até a nossa época.

Imagem destacada: Ræveðis

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