Porque estudar oráculos

A habilidade de “prever o futuro” ou “ler a sorte” sobre foi associada com magistas; em certos idiomas a origem de palavras que em português se traduzem para “feiticeiro” ou “bruxo” vêm de algo que designava ou adivinho ou oráculo (como “sorcerer” do inglês, que se deriva de “sors” – palavra latina que designava a resposta de um oráculo). Ainda hoje, é muito comum que um magista iniciante procurando orientação em grupos seja indicado a buscar um oráculo e estudá-lo em profundidade.

Mas por quê afinal esta habilidade é tão importante? Onde ela impacta no desenvolvimento e prática do magista? E afinal: como é que os oráculos funcionam? Irei expor aqui meu ponto de vista sobre essas questões.

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Eliza e o sentido da vida

  • Andando na rua, um pássaro traz uma mensagem.
  • As nuvens te lembram de ovelhas da fazenda da infância, ligas para um amigo com quem não fala há tempos, e ele agora precisa de sua ajuda. Ou companhia para uma conversa.
  • Na dúvida de aceitar um trampo novo, tu vês um ônibus com propaganda de curso de pós-graduação. É o caminho que tu queres seguir. Figurativamente e literalmente, afinal é o ônibus que te leva para casa.
  • Todos nós já lemos cartas de Tarot.
  • Alguns de nós conhecem as Runas.
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O Ragnarök nosso de cada dia

Desta vez falaremos sobre um tema popular da mitologia: o Ragnarök (“Crepúsculo dos Deuses”). Temos inúmeras adaptações do mito tanto em modelos de contos quanto na cultura pop, sempre como um evento assombroso e apocalíptico e muitas vezes assumindo um tom parecido com o do “Mito de Édipo” grego; os deuses teriam medo dessa profecia, e atos que visavam a evitar são justamente o que a desencadeiam. Vamos debater um pouco esta visão em relação ao que é apresentado nas Eddas e tentar extrair algo dele para o nosso cotidiano.

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Galdrastafir – Sigilização Nórdica

Muitos já viram imagens de complexos sigilos, normalmente organizados de forma circular, e imediatamente associaram com os povos nórdicos e suas práticas de feitiçaria. Chamados de “galdrastafir” (algo como “bastão mágico” em islandês antigo), esta técnica foi muito característica de uma Islândia tardia (e já convertida), sendo erroneamente ligados a Era Viking pela cultura-pop. Analisaremos seu contexto histórico e a forma que influenciam praticantes contemporâneos de magia nórdica.

Imagem destacada: parte do Manuscrito de Huld, importante

fonte preservada sobre os galdrastafur

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Divindades e Patrões Exigentes

Nos mais diversos meios pagãos hoje, é muito comum vermos pessoas falando sobre terem se dedicado a alguma divindade (ou mesmo um grupo delas) ou alegando possuir algum tipo de patronato; mas seria assim tão comum ou tão simples obter um contato tão profundo com os deuses? Após escrever sobre o impacto que alguns aspectos de Óðinn podem ter sobre um devoto, decidi falar de forma mais ampla sobre a construção da relação entre as pessoas e os deuses com enfoque no paganismo nórdico.

Imagem destacada: Shadow e Mr.Wednesday na adaptação em seriado de Deuses Americanos, lembrando vocês que ter uma divindade por perto o tempo todo pode não ser exatamente bom…

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A Má Sorte dos Seguidores de Odin

Entre certos grupos europeus, muitos voltados à bruxaria, é comum dizer que os seguidores de Óðinn teriam má sorte. O áss é visto como um trickster, pouco atento às necessidades daqueles que se voltam a ele, sempre disposto a testar as estruturas que entra em contato. Analisaremos a divindade partindo deste ponto de vista, apontando também como isto impactaria sobre aqueles que decidem buscá-la.

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Espíritos Domésticos e Práticas Diárias

Diversos lugares no mundo possuem folclore sobre entidades que afetam ou mesmo habitam os lares das pessoas – antigas histórias que são comuns na zona rural aqui no Brasil, ou um hábito de tempos pagãos que se tornou um ícone hoje na Europa. Partindo destes contos e de princípios ritualísticos, podemos construir uma prática diária que visa principalmente a proteção das pessoas que moram conosco.

Imagem destacada: arte de um “domovoi”, do folclore do leste europeu

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Magia Rúnica – Ontem e Hoje

O uso das runas como um alfabeto magístico hoje em dia é muito amplo, não sendo incomum sua apropriação para contextos que diferem muito do paganismo germânico e desconsiderem por completo sua utilização história. Os sistemas que as utilizam atualmente, mesmo dentro de um meio pagão, são construções contemporâneas que divergem do que os resquícios históricos nos mostram. Agora, vamos comparar ambas as formas que a magia nórdica escrita se manifesta no decorrer dos séculos.

Imagem destacada: parte do Codex Runicus, escrito por volta de 1300 para

registrar a lei nórdica, preservado na Dinamarca.

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A hamr como um Modelo de Magia

Anteriormente, conhecemos um mapeamento para a alma humana (hamr) baseado na simbologia nórdica – dividido na mente, na aura e na Consciência. Agora, cruzaremos estes conceitos para criar um modelo de magia, com um enfoque para o autoconhecimento. Para isto, discutiremos formas de se obter um entendimento prático dos símbolos apresentados.

Imagem Destacada: RAIDHO

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Um Banimento Germânico

Algo comum na magia prática e em certas linhas pagãs porém muitas vezes negligenciado no paganismo germânico é o ritual de banimento. Com a função de abrir trabalhos, gerar uma fonte de energias e criar barreiras de proteção, entre os mais famosos praticados hoje em outras linhas magísticas podemos citar o “Ritual Menor do Pentagrama” do hermetismo (base para muitos outros) e o “Rubi-Estrela” de Aleister Crowley. Apresentarei aqui o banimento que eu utilizo em meus rituais dentro da egrégora, modificado a partir do “Ritual do Martelo” proposto pelo autor Edred Thorsson.

Imagem Destacada: Jerome/Yggdrasill

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