Magia Prática: Caso 1 – Da Evocação e Invocação de Patinhas McPato.

Um bom momento a todos os leitores.

Desde sua criação por Carl Barks, no final da década de 40, o personagem Tio Patinhas, tem sido um exemplo de capitalista bem sucedido, de um vencedor por seus próprios esforços e uma propaganda para gerações de crianças, sobre a meritocracia.

Ele é o pato mais rico do mundo, um negociante bem sucedido em quaisquer áreas que se aventure, tornando o conjunto de ideias que responde pelo título de Tio Patinhas uma força poderosa se evocada.

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A Prática do Altar Pessoal

Vocês já estudaram os Quatro Instrumentos conosco e ainda aprenderam como consagrar um objeto. Agora, vamos juntar estas práticas e analisar o Altar Alquímico (ou “Pessoal”), um importante Instrumento de prática e desenvolvimento que incorpora em si os Quatro clássicos herméticos.

Imagem destacada: “O Mago” do tarot de Waite, que trabalha sobre um altar alquímico

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O último spoiler

Antes de começarmos, quero propor um exercício.
Imagine uma pedra na mão.
Feche a mão.
Guarde a pedra imaginada ali por uns instantes.
Voltaremos mais tarde.

Ok. Este é o último spoiler. A última frase da última monografia. A última troca de faixa. O último segredo no último portal. O último guia que abre a última porta.

Você se senta para ler a última carta, escrita à mão por um Mestre Que Veio Antes e endereçada diretamente a você.

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Divindades e Patrões Exigentes

Nos mais diversos meios pagãos hoje, é muito comum vermos pessoas falando sobre terem se dedicado a alguma divindade (ou mesmo um grupo delas) ou alegando possuir algum tipo de patronato; mas seria assim tão comum ou tão simples obter um contato tão profundo com os deuses? Após escrever sobre o impacto que alguns aspectos de Óðinn podem ter sobre um devoto, decidi falar de forma mais ampla sobre a construção da relação entre as pessoas e os deuses com enfoque no paganismo nórdico.

Imagem destacada: Shadow e Mr.Wednesday na adaptação em seriado de Deuses Americanos, lembrando vocês que ter uma divindade por perto o tempo todo pode não ser exatamente bom…

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Uma Não-Amarração de Dia dos Namorados

Bom dia, meus caros e caras!

Como sabem, amarrações são um tópico execrado na maior parte das ordens e tradições magisticas ocidentais – basicamente por ser magia negra do pior tipo, onde uma pessoa é usada de objeto pela outra por conta dos desejos e obsessões da segunda.

Não muito diferente de forçar alguém à escravidão amorosa e sexual!

Mas, ainda assim, muitos buscam esse tipo de serviço em casas de umbanda ou de pessoas que praticam magia em geral.

A todos que se sentem inclinados a buscar essa prática, ou até mesmo àqueles que, nesse dia especial, se sentem apenas solitários e em busca de amor, o Colégio Platinorum oferece um ritual de amor sincero, não para prender os outros, mas sim para libertar a você mesmo!

Oferecemos a vocês, o poderoso ritual da não-amarração!

 

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Verbos declarativos, o jussivo e o coortativo

Não, isso não é aula de português. Até porque isso é matéria que todo mundo deveria aprender na escola. Só vamos repassar um pouco a ligação do tema com cabala…

Não confundam com PNL, na mesma linha do post sobre Saussure e a conexão entre magia e linguagem, alguns verbos se distinguem do uso comum da língua por não apenas simbolizarem algo, mas serem essa ação. Essas são formas especiais de verbos declarativos.

Verbos declarativos são fáceis de identificar. Quando usados na primeira pessoa (eu), o uso do verbo indica uma ação e é essa ação ao mesmo tempo. Por exemplo, se eu digo “eu juro“, o verbo indica meu juramento e é o juramento em si. O juramento se executa no momento em que eu pronuncio o verbo.

Também pode ser: eu prometo, eu confirmo, eu aceito, eu nego, eu confesso, eu concordo, eu desculpo, eu insisto, eu proclamo.

Falar e agir são a mesma coisa.

De forma semelhante, o verbo jussivo é o uso do verbo para fazer um pedido. Em hebraico, o verbo é conjugado no chamado “imperfeito”; em português, a tradução normalmente é feita colocando o verbo no modo subjuntivo. Em ambos os casos, o contexto é que auxilia na identificação do verbo jussivo. Ele aparece como reforço de um desejo ao se dirigir a quem pode satisfazer esse desejo.

São exemplos: lembre-te de tua promessa, queira o Rei ser piedoso, tragas* dinheiro e prosperidade.

*diferente do imperativo, que é uma ordem, o jussivo se mantém no presente do subjuntivo.

Já o verbo coortativo é aquele que indica a vontade do falante em fazer uma ação. No hebraico, ele aparece na primeira pessoa, não raro, no plural. Na tradução ao português, é comum colocar o verbo no futuro. “Desçamos e confundamos” é coortativo (Genesis/Bereshit 11). O plural costuma confundir. O verbo pode ser interpretado como uma ordem (“vocês desçam e vocês confundam”) ou como uma indicação de promessa de que o falante tomará tal ação (“eu descerei e eu confundirei”). Por isso, o papel dos anjos na confusão das línguas em Genesis/Bereshit 11 sempre foi um problema.

São exemplos de uso coortativo: observarei tuas leis, firmaremos uma aliança, chegarei em casa antes da meia-noite.

Algumas vezes, as traduções colocam o verbo “quero” (“quero observar tuas leis”), mas isso me parece enfraquecer o uso do verbo. Eu posso querer alguma coisa e nunca tomar nenhuma atitude a respeito. Mas o verbo coortativo claramente tem o objetivo de garantir as ações futuras, seja de si ou de outras pessoas. E, diferente do imperativo, não é uma ordem, mas uma declaração de vontade.

Para que servem?

Parece óbvio, mas eu vou escrever assim mesmo. No uso da palavra em rituais, é necessário precisão. Eu sei que muito já se disse sobre como a vontade é importante e sobre como a emoção basta e sobre como o amor salvará a todos no final e blá blá blá. Então, tomem este texto como uma ferramenta. Ou melhor, como uma forma de calibrar as ferramentas.

Há diferença entre dizer:

  • Eu quero ter sucesso.
  • Eu juro que terei sucesso.
  • Eu terei sucesso.

Ou entre:

  • Eu quero que me tragas sucesso.
  • Queiras tu, ó entidade, que eu seja bem sucedido.
  • Teremos sucesso nesta empreitada.

A escolha do verbo altera o modo como a ação toma forma no mundo material. Ou, se tu não acreditas nisso, muda como ela é projetada para fora de ti. A atenção dispensada nesse planejamento de como a ideia se transformará em ação retorna em energia para o ritual.

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