Magia Prática: Da Utilização da Linguagem das Flores.

Um bom momento a todos os leitores.

Neste dia que escrevo este texto, a primavera está as portas aqui no hemisfério sul, então pensei ser apropriado compartilhar meus pensamentos sobre incorporar a linguagem das flores em rituais.

A linguagem das flores que me refiro neste texto é a floriografia, a linguagem vitoriana que atribuia significados a cada flor.  

Enquanto a utilização de flores não é novidade em ritos praticados por muitos sistemas, o que proponho aqui é acrescentar este significado atribuído as flores em ritos variados, para somar a força deste símbolo a sua construção mágica.  

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Sacrifícios à Lua no judaísmo

e o D’us hebraico ama perder uma discussão

Eu acho que talvez só os italianos afrontem seu deus de modo comparável aos judeus. Os italianos insultam, gritam, blasfemam até, acusando o deus cristão de ser um obstáculo à felicidade. Deus porco. Deus cão. Já os judeus resmungam de forma insessante, como quem reclama dos desmandos de um irmão mais velho que ficou no lugar do verdadeiro pai.

E a memória judaica traça essa mania de reclamar de D’us desde o quarto dia da criação, para ser exato, quando o Sol e a Lua foram criados.

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Perdão, Assassinatos e Azazel

– Como saberei, Rav, que D’us perdoou meus pecados?
– Quando não mais os cometê-los, jovem padawan.

Para os mais religiosos, o ritual do bode expiatório se originou na morte de dois filhos de Aarão, que entraram no Kodesh haKodashim/Santo dos Santos sem permissão. Para os mais céticos, o texto de Vayikrá/Levíticus 16 foi inserido depois da consolidação da Torah por Ezra e Nehemias, por volta de 400 aEC.

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