Purim, os barulhos para espantar o mal e os presentes aos pobres

Dia de beber até ficar bêbado

Beber até não saber a diferença entre bendito seja Mordechai e amaldiçoado seja Haman.

Dia 17 de março de 2022 foi Purim (como vocês já devem saber, o “dia” de Purim foi do anoitecer do dia 16 até o fim da tarde do dia 17). Alguns pensamentos sobre esse dia que passou.

Ainda acho curioso essa necessidade de unir um herói e um vilão. Por que esquecer a diferença entre essas duas personagens se a função de Purim é exatamente lembrar dessa história?

Penso em hishtavut. Seria a bebida um caminho para a equanimidade? Ou apenas uma metáfora para o estado contemplativo de equanimidade esperado por aquele que ouve a história de Purim. Equanimidade é não pensar mal de quem lhe fez mal, mas também é não pensar bem de quem lhe fez bem. Mordechai e Haman seriam iguais para alguém equânime?

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Ano novo, novas promessa

Rosh Hashana é a “Cabeça do Ano”, onde tudo que vai acontecer no ano é decidido.

Essa crença se repete em diversos níveis no judaísmo. Há quem acredite que o clima dos 12 primeiros dias ditam o clima para os 12 meses do ano. Se o primeiro dia é seco, o primeiro mês será sem chuvas. Se no segundo dia temos uma tempestade, o segundo mês será de temporais e inundações. E assim por diante.

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A pronúncia das letras hebraicas

Tarot com as letras em Hebraico disposto para indicar onde são formados os sons das letras no sistema fonador humano. Em vermelho e laranja, os contorno do sistema fonador com a boca virada para a esquerda.

Faz um tempo que estou devendo esse esquema para a pronúncia das letras hebraicas. Sugiro que façam o exercício com um baralho próprio ou desenhando as letras enquanto experimentam pronunciá-las. O objetivo é articular os sons em seus devidos lugares, compreender as distinções e, se possível, anotar as diferenças sensíveis entre eles. Algumas letras serão muito parecidas, outras completamente diferentes. Algumas diferem pelo momento em que a voz é projetada, outras não têm voz alguma.

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Purim, 25/26 de fevereiro

Quando precisamos nos esconder

Usar máscaras já teve um significado mais feliz.

Não só no Carnaval, mas, séculos antes, em Purim.

Alguns dizem que as máscaras servem para lembrar que houve uma época em que judeus precisaram se disfarçar para sobreviver — isso ocorreu várias vezes na história, na verdade. Outros dizem que servem especificamente para simbolizar o oculto, que nada é apenas sua aparência.

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Onde estamos?

É sempre difícil enxergar todo o caminho quando estamos bem no meio dele.

Em uma das muitas versões sobre a sabedoria de Salomão, conta-se que um viajante muito muito rico pediu conselho ao Rei Salomão sobre como fazer um anel para si. Qual inscrição seria perfeita para fazer em um anel perfeito. Uma frase tão verdadeira que traria sabedoria em todos os momentos da vida, não importando o quão bons ou ruins fossem, e não importando onde ele estivesse, em sua própria terra ou em países distantes.

O Rei Salomão sugeriu a frase “Gam zeh ya’avor“, isso também vai passar.

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Anotações sobre a criação e os seres humanos na Cabala, estudos do mês

Os elementos fundamentais da cabala são três. Fogo, ar e água.

A descrição do início do universo, em Gênesis/Bereshit tem ainda a “escuridão”. Uma vez que a “luz” não havia sido criada ainda, os cabalistas desde sempre registram que “escuridão” obviamente não é uma expressão literal. A escuridão é descrita como quente.

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