David, o perigoso – ou como desobedecer o rei

E ele mudou sua fala diante seus olhos, e ele fingiu insanidade em suas mãos. E ele arranhou as portas e deixou a saliva escorrer em sua barba. (1 Shemuel/Samuel 21:13)

A interpretação comum é que David, com medo de ser morto pelo rei, fingiu estar louco. Se jogou contra a porta e babou. Dizem que esses gestos se assemelhariam a um ataque epilético. E, na época (como hoje), as pessoas têm medo de se aproximar de epiléticos. O rei, assim, em vez de considerar David uma ameaça, manda apenas que o expulsem do palácio.

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Adão como Primeiro Xamã

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Retomo um tema que passamos rapidamente em outro post.

Na interpretação ortodoxa de Bereshit/Genesis, D’us criou o mundo em 6 dias, mas os “dias” não eram o que conhecemos até o nascimento de Adão. O tempo só nasce com o primeiro ser humano, pois o tempo não precisa ser contado por nenhuma outra criatura. E o primeiro humano não é um judeu, mas o primeiro sacerdote, ou antes, o primeiro xamã.

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O último spoiler

Antes de começarmos, quero propor um exercício.
Imagine uma pedra na mão.
Feche a mão.
Guarde a pedra imaginada ali por uns instantes.
Voltaremos mais tarde.

Ok. Este é o último spoiler. A última frase da última monografia. A última troca de faixa. O último segredo no último portal. O último guia que abre a última porta.

Você se senta para ler a última carta, escrita à mão por um Mestre Que Veio Antes e endereçada diretamente a você.

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Sacrifícios à Lua no judaísmo

e o D’us hebraico ama perder uma discussão

Eu acho que talvez só os italianos afrontem seu deus de modo comparável aos judeus. Os italianos insultam, gritam, blasfemam até, acusando o deus cristão de ser um obstáculo à felicidade. Deus porco. Deus cão. Já os judeus resmungam de forma insessante, como quem reclama dos desmandos de um irmão mais velho que ficou no lugar do verdadeiro pai.

E a memória judaica traça essa mania de reclamar de D’us desde o quarto dia da criação, para ser exato, quando o Sol e a Lua foram criados.

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Comparativos e superlativos

Comparativos

Comparativos em hebraico bíblico são uma curiosidade por causa da ambiguidade de sua construção. A palavra que marca o comparativo é “min” (mem-nun), que se traduz literalmente como “desde, a partir de”. De forma bem mundana: “José veio da cozinha.” Então, aquele “da”, tendo sentido de “desde, a partir de”, é o “min” em hebraico. Em alguns casos, “min” pode ser contraído para “m” (mem). Por exemplo, “vindo do Egito” ou “desde o Egito” é m’Mitzrayim (se pronuncia “mi-mitizráim”).

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