Mediunidade e Magia

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É muito comum aos iniciantes na magia, se confundirem com o campo da Mediunidade e dos Poderes Psíquicos. Eu preciso ver auras? Preciso conseguir fazer projeção astral? Ou ver espíritos? Em outras palavras: Preciso ser médium para ser mago?

Bem, no texto de hoje pretendo lançar um pouco de luz sobre a questão.

Vamos nessa!

 

 

Ser Mago, Fazer Magia

Afinal, o que é um mago?

O que é magia?

Como toda questão fundamental de qualquer campo de estudo (por exemplo, para a física: o que é matéria? o que é energia?; ou para a sociologia: o que é o indivíduo? o que é a sociedade?), essa é uma pergunta deveras capciosa.

Cada maldito bendito sistema de magia desse planeta vai te dar uma resposta diferente e crucificar todas as outras definições. Então fiquemos na simplicidade. Digamos que magia é o ato básico de qualquer mago. E que mago é aquele que faz magia.

Brincadeira. Isso funcionou com a física (energia é a capacidade de executar um trabalho; trabalho é a medida da energia transferida pela aplicação de uma força ao longo de um deslocamento), mas não vamos nos limitar ao que funciona na ciência material. Afinal, no nosso campo de estudos, definições são deveras importantes.

Pois bem. Comecemos analisando os magos então. “Mago” é uma palavra que deriva do persa “Magus”, que significa “Sábio”. Os Magus persas conheciam um pouco de química rudimentar, além de estudarem astrologia, física e, acima de tudo, religião. Eram uma mistura de Acadêmicos e Sacerdotes, fazendo parte da elite da época. Assim, seria fácil dizer que Magos são aqueles que são ao mesmo tempo cientistas e religiosos.

Porém, as tradições modernas (por exemplo, as herméticas, que adoram falar de magia e denominar seus seguidores magos) também remontam ao Egito antigo e a civilizações até anteriores, traçando uma suposta herança. De fato, essa herança se manifestaria no Renascimento, na figura do homem sábio, aquele que conhecia as ciências naturais, a arte, a retórica e também as ciências ocultas.

Nesse ponto, nossa retrospectiva se torna excruciantemente difícil de conciliar, pois no Egito antigo os Sacerdotes não necessariamente estudavam Arte, e definitivamente o Conhecimento Oculto era muito diferente daquele do Renascimento. Isso sem falar de retórica ou matemática, desenvolvidas principalmente pelos gregos.

Nesse sentido, o único fio condutor que une todas essas pessoas é a ideia de uma herança compartilhada de algum conhecimento ancestral — ou melhor dizendo — de um modo de vida e de uma visão de mundo, passados da Suméria à Babilônia ao Egito. Do Egito à Grécia, da Grécia à Pérsia, da Pérsia a Veneza, de Veneza ao resto da Europa. E, claro, nesse enorme telefone sem fio, transformado e mudado inúmeras vezes. Que é justamente a definição mais ou menos vigente no último século, adotada de Blavatsky a Sarrasceni — a dos recebedores da Herança Ancestral de um povo muito antigo e sábio (atlântidas, lemurianos, etc) — e que teria sido dada também a outros povos em outros tempos.

Mas se “ser mago” é uma “herança de um povo antigo muito sábio”, o que é a “magia” que fazem os magos? Bem, os autores tendem a ser razoavelmente parecidos nesse sentido. Desde a Grécia, ao menos, e até mesmo na Pérsia, o objetivo parece ser o de “elevar o ser humano além de si mesmo, em direção à Perfeição”. Afinal, entre os Magus persas, o nível superior de iniciação era o de “homem perfeito”. Já entre os Egípcios… bem, não podemos afirmar com tanta certeza.

Certo! Chegamos a um ponto bom.

Magos são aqueles que herdam um estilo de vida, uma visão de mundo e um conhecimento ancestral que advém de povos muito antigos. Já magia é uma prática qualquer que, derivada desse conhecimento, permite ao ser humano tornar-se mais-que-humano: Um ser perfeito. Correto? Nem tanto.

 

A iniciação (como no caso, a maçônica de alguns séculos atrás) é a forma normalmente associada com a passagem do Conhecimento Ancestral de uma pessoa para a outra.

 

Vamos dar um basta no materialismo por aqui. Magia de verdade é uma coisa fenomenal. Você, leitor, já viu uma pessoa com 5 graus de miopia simplesmente não precisar de óculos, porque uma entidade baixou nela e curou os olhos? Já viu essa mesma entidade ir embora e botar os 5 graus de miopia de volta no lugar, só porque era desnecessário curar a pessoa naquele momento? Já viu um ritual feito cujo efeito fosse a morte de alguém? Magia faz tudo isso, e é por isso que as pessoas que estão pouco se fodendo para “melhorar a si mesmas” procuram pela magia, porque assim como os Magus persas e assim como os famosos Atlantes, o que realmente faz as pessoas excitadas com a ideia de magia é a pura capacidade dela de quebrar as barreiras do senso comum, mostrando que o impossível é mera questão de opinião.

Então, se nas ordens iniciáticas herméticas magia vai ser aquele conhecimento ancestral, aquele estilo de vida que, teoricamente, te leva a se tornar perfeito no final, no dia-a-dia, magia é a capacidade de conhecer segredos sobre o universo que permitem à pessoa, sem o uso de truques e tecnologia, moldar o que as pessoas chamam realidade ao seu bel prazer – mostrando que o buraco no fim é mais pra baixo. Bem mais pra baixo. Magos, claro, são as pessoas capazes de fazerem isso.

Os bruxão pira nas luzinha.

 

Então vamos combinar aqui. Para não sermos totalmente alheios ao fato de que muito da primeira definição (conhecimentos ancestrais que trazem perfeição) se encontra na segunda (capacidade de alterar o mundo sem tecnologia, mostrando que a realidade não é o que se pensa), encontremos uma síntese. A síntese desses dois conceitos, leitor, será para nós, a seguinte:

Magia é a capacidade de, conhecendo algo além do comum, usar esse conhecimento para moldar a realidade de modo a expandir os potenciais e horizontes humanos além daqueles determinados pelo mero senso comum ou conhecimento de época.

Mago é aquela pessoa que, conhecedora da magia e imersa em um determinado sistema de vida e filosofia pessoal, trilha um caminho onde a magia é utilizada para buscar o melhoramento de si, geralmente em busca de um ideal de perfeição.

Definido isso, sigamos adiante!

 

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Mediunidade e Ser Médium

O termo “mediunidade” é amplamente divulgado no território Brasileiro, principalmente devido à Doutrina Espírita. Erroneamente, contudo, classifica-se qualquer tipo de Poder ou Capacidade Psíquica de mediunidade. E para entendermos o porquê, é necessário observarmos no centro dessa doutrina, no Livro dos Médiuns.

Diz o Livro dos Médiuns, Capítulo XIV, questão 159:

“Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada, que se traduz por efeitos patentes de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.”

Assim, fica claro que Mediunidade, lato sensu, é qualquer espécie de sensibilidade às coisas espirituais. Possuída por todas as pessoas, mesmo que extremamente baixa. Já em strictu sensu, é aquela sensibilidade que demonstra efeitos intensos. Notemos um fator importante nessa classificação: A influência dos espíritos. Na questão 163, contudo, Kardec descreve, ao falar dos médiuns de Efeitos Físicos:

“163. É a esta categoria mediúnica, ao que parece, que deviam pertencer às pessoas dotadas de uma certa carga de eletricidade natural (…) . Seria errôneo, entretanto, considerá-las como médiuns, porque a verdadeira mediunidade supõe a intervenção direta de um Espírito. (…)”

Ainda no quesito da mediunidade, Kardec pergunta diretamente aos espíritos sobre a chamada Dupla-Vista, que é :

 

“447.0 fenômeno designado pelo nome de dupla vista(1) tem relação com o sonho e o sonambulismo?

— (…) A dupla vista é a vista da alma.”

 

E mais, recebe até mesmo certa instrução ao que diz respeito a desenvolvê-la:

 

“450. A dupla vista é suscetível de se desenvolver pelo exercício?

— Sim, o trabalho sempre conduz ao progresso, e o véu que encobre as coisas se torna transparente.”

 

Em outras palavras, para o Espiritismo, Mediunidade e Poder Psíquico são duas coisas diferentes. A mediunidade é o grau de sensibilidade de uma pessoa à interferência dos espíritos, sendo os efeitos mediúnicos aqueles que são derivados da influência dos espíritos. Já os poderes psíquicos, como as vidências e capacidades de atuar fisicamente no mundo a partir das chamadas “potências elétricas” presentes no corpo de certas pessoas, são faculdades inerentes às pessoas, que delas partem, sem a influência dos espíritos. É de sumária necessidade que o estudante de ocultismo entenda isso.

 

Não se deve confundir segunda-vista ou Vidência com o Terceiro Olho ou Clarividência. A primeira vê espíritos. A segunda faz outras coisas tipo captação psíquica.

O mesmo poder psíquico, como por exemplo a vidência, quando recebido por interferência de um espírito, é um efeito mediúnico, que jamais poderá ser recebido por outros que não sejam ao menos tão sensíveis ao mundo espiritual quanto o próprio médium que o recebe. Logo, os famosos “pactos” por poderes psíquicos, como já vi relatos de ocorrerem, só são possíveis segundo o grau de sensibilidade da pessoa aos efeitos e influências dos espíritos — só funcionam com médiuns de tal ou qual grau.

Já o despertar da Consciência e Lucidez que permitem à alma relativa frouxidão com relação ao corpo físico, coisa que pode ser mais ou menos difícil de se obter segundo a constituição desse corpo, são Poderes Imanentes, pertencentes à Alma, ao Espírito que é dono do corpo, podem ser desenvolvidos por conta própria e também independem da mediunidade, isso é, da sensibilidade à influência dos espíritos na pessoa.

Em uma visão um pouco mais técnica, os médiuns são aqueles cujos corpos etéricos, também chamados duplo-etéricos, possuem maior maleabilidade por espíritos outros que o próprio possuidor daquele corpo, sem que necessariamente possuam “frouxidão” que permita se esquivar das limitações do corpo físico.

Já os poderes psíquicos advém ou da capacidade da pessoa de resistir e ~malandramente~ se esquivar dos efeitos limitadores desse corpo (como no caso dos videntes naturais) ou do próprio desenvolvimento de qualidades e faculdades desse mesmo corpo (como no caso daqueles que possuem capacidade inata de gerar efeitos físicos).

Respondido isso, voltemos à nossa pergunta inicial.

 

Aceita um pito misifí?

É Necessário ser Médium para fazer Magia ou ser Mago?

A resposta é um simples “não”.

Mas esse é um “não” enganador. Por um lado, podemos claramente ver que, para descobrirmos segredos sobre o universo que independem de tecnologia, não é necessário a influência de espíritos ou ser sensível a espíritos. A astrologia, a numerologia, a geometria sagrada, a sigilação, a criação de servidores, a capacidade de visualização, os processos de auto-conhecimento e, em certo nível, até mesmo os rituais e práticas herméticas, de bruxaria e da alquimia, independem da presença de espíritos. Até certo nível, pois havemos que nos lembrar do aspecto de Herança da magia e adicionar ainda o aspecto dos Poderes Psíquicos e das Entidades.

 

Quando a Porra Fica Séria

Durante muitos anos, me revoltei com o mundo da magia. Por que raios as ordens não abriam suas portas para todo mundo? Por que as burocracias celestes não simplesmente vinham logo para a terra e começavam a fazer de tudo?

Do lado “trevoso” da magia, dizem os deuses negros que querem que portais sejam abertos na nossa realidade e que um novo Aeon de Ubermensch se inicie. Que os fracos sejam escravizados e os fortes transcendam.

Do lado “brilhante” da magia, dizem os Espíritos Superiores e Divindades que querem que a humanidade evolua e cresça, buscando se tornar mais luminosa, moral e bela.

E ainda assim ninguém me publica o raio do Ritual Fodão de Abertura das Porra Tudo?

Por quê?!

Bem, a resposta é simples. Ele é inútil para você. E para mim, e para todos que não tiverem seus Poderes Psíquicos desenvolvidos.

Ao adentrar qualquer ordem esotérica razoavelmente séria, algumas capacidades magísticas básicas serão requeridas daquele que está nos graus iniciais, isso é, daquela pessoa que sequer é parte dos círculos internos da ordem ainda. Da Rosacruz à Ordem dos Nove Ângulos, passando pelo caminho pelo espiritismo, wicca, umbanda, candomblé, maçonaria, quimbanda, luciferianismo, igreja católica, igrejas pentecostais, dragon rouge e temple of seth. A pessoa deve ser capaz de Evocar. Deve ser capaz de Invocar. Deve ser capaz de Projetar sua Consciência no Astral. Deve ser capaz de realizar atos mágicos simples. Por que? Por que sem isso o Conhecimento não virá.

É bem simples, na realidade. Atos mágicos básicos e bobos, como fazer um sigilo para atrair namoradas, uma amarração ou até mesmo alguns tipos de exorcismo, independem de a pessoa ter qualquer grau  relevante de poder psíquico. Não é necessário Ver, Ouvir, Sentir, Falar ou Caminhar por outros planos que não sejam o Terrestre. Mas, já nos primeiros níveis de qualquer dessas ordens, aqueles com Poder são diferenciados daqueles sem.

Lembro-me que, certa vez, tive acesso a uma monografia rosacruz. Nela, o estudante era guiado a sair de seu corpo e projetar-se para o Fim do Universo.

Exatamente.

O estudante deveria fazer uma projeção (não especificada se mental ou astral), levitar a nível onde ainda pudesse ver o universo físico, e ver o que existia onde ele Terminava.

Claro, muitos não fazem isso. A VASTA maioria dos estudantes rosacruz fará uma leve meditação. Ou irá meramente fazer um misto de captação psíquica e visualização, enviando sua consciência o mais longe o possível. Mas não em Projeção Astral ou Mental. E isso faz toda a diferença, pois ao fazer isso de fato o Conhecimento se torna mais Profundo, e o Segredo só se torna passável àqueles que são capazes de realizar esse exercício. Sejam médiuns cujos espíritos guias ou guardiões o levem a esse local em desdobramento, ou uma pessoa com a capacidade projetiva de facto desenvolvida, apenas aqueles que possuam tais dons conseguirão realizar esse nível de exercício.

E o mesmo se aplica às demais ordens, inclusive às consideradas “bobas” como a Maçonaria. Um maçom dedicado vê inúmeras camadas de significados nos exercícios e estudos maçônicos, e é levado a explorar planos que lhe trarão um elemento necessário — o contato com a Fonte dos Segredos — isso é, as experiências místicas. É impossível mover os braços quando não sabemos que eles existem. O mesmo acontece com a magia – é impossível fazê-la se não reconhecemos e treinamos em nós os órgãos ou estruturas sutis necessárias para isso. Os grandes rituais e as grandes organizações místicas, na realidade, dependem fortemente de que as pessoas estejam prontas, isto é, desenvolvidas espiritualmente, ou ao menos munidas de poderes espirituais emprestados por alguém, para que elas possam agir e passar seus conhecimentos — ou eles se tornarão inúteis pelo simples fato de que, ao invés de “ir até o fim do universo” a pessoa simplesmente gastou 30 minutos viajando na batatinha cósmica. Claro, nisso ainda o poder emprestado é sempre um poder que não pertence à pessoa.

Mesmo os médiuns puros, isso é, sem poder próprio, raramente passam dos primeiros níveis de qualquer ordem (ainda que se sagrem 33º grau fodão templário max da rosa com um twist satanista draconiano fodão das qliphot), pois os rituais de iniciação lhes dão credenciais — mas os poderes meramente emprestados, mais das vezes, lhes permitem usar pouco ou nada do acesso às ferramentas sutis que essas credenciais permitem. Nesse quesito, as portas para a Iniciação permanecem insonsas.

 

Algumas “magos” são como cosplayers. Usam roupas e títulos lindos – mas magia continua só ficção e metáfora.

De que adianta ser o Grande Iniciado, Ipissimus Supremo, se você mal mal consegue fazer uma viagem astral? Kardec, nada alardeador das faculdades das pessoas ao seu redor, ainda assim conseguia evocar o espírito de Weber para que ele inspirasse uma peça de ópera que estava vendo! Basta ler a questão 169 do Livro dos Médiuns:

“Assistimos certa noite à representação da ópera Obéron ao lado de um excelente médium vidente. (…)

Evocamos depois o Espírito de Weber, autor da ópera, e lhe perguntamos o que achava da representação. “Não foi muito má, — respondeu, — mas fraca. Os atores cantam, eis tudo. Faltou inspiração. Espera, — acrescentou, — vou tentar insuflar-lhes um pouco do fogo sagrado”! Vimo-lo então sobre o palco, pairando acima dos atores. Um eflúvio parecia se derramar dele para os intérpretes, espalhando-se sobre eles. Nesse momento verificou-se entre eles uma visível recrudescência da energia.”

Os verdadeiros Segredos só estão disponíveis àqueles que possuem o Poder para chegar até eles. Por isso, não importa quantas vidas se tenha sido Maçom, ou Mago, ou Bruxo. Sempre é necessário reaprender tudo desde o começo. E quando isso ocorre, eventualmente nenhum dos Livros ou Ordens presentes no planeta é útil mais, pois o aprendizado começa a vir diretamente da sua Fonte.

Os cristãos começam a ser arrebatados de seus corpos, e a conversar com Jesus e com os Apóstolos, ou até mesmo com Deus. Os judeus são levados às Alturas e guiados por YHWH. Os umbandistas conversam com os Orixás e são enviados em trabalhos fortes com seus Guias. Os espíritas entram em contato com Espíritos cada vez mais Elevados, em fim se tornando de certa forma, eles também, novos Codificadores. E os magos?

Bem, eles irão conversar com Blavatsky, Crowley, Spare, Dion Fortune, Aiwass, Levi, Papus, Agrippa, Abramelin, Sarrasceni, com o Cavaleiro da Estrela Guia, com seu SAG, Eu Superior, Greys, Atlantes, Capelinos ou com qualquer outra pessoa que procurem e por cujos métodos se interessem. Os resultados, claro, não serão os mesmos para cada pessoa. Tanto que seguir diversas linhas diferentes trará desenvolvimentos também diferentes em campos diferentes. Mas o importante é saber que a morte não será mais um empecilho, nem o tempo, o espaço, o sono ou a matéria e suas necessidades. No fim, o mago receberá sua Herança Ancestral não do Telefone Sem Fio que é uma linhagem física de magos, mas sim diretamente da boca dos Ancestrais ou Mestres Ocultos e Veneráveis.

Claro, depois dizer tudo isso sobre a importância de ter poder psíquico para poder ser mago, obviamente que preciso ir….

 

Paninho doutor? Doutora? Paninho?

 

Botando Uns Panos Quentes

Isso significa que a busca desenfreada por poder psíquico é saudável? Que porque queremos ser Magos, Iluminados, Sábios ou o caralho a 4 que seja, devemos sair por aí usando todo e qualquer método possível para projetar no astral, ver espíritos e manipular energias? Não. Já que citei Kardec esse post inteiro, citarei novamente:

 

“171. A faculdade de ver os espíritos pode sem dúvida se desenvolver, mas é uma dessas faculdades cujo desenvolvimento deve processar-se naturalmente, sem que o provoque, se não se quiser expor-se às ilusões da imaginação. Quando temos o germe de uma faculdade, ela se manifesta por si mesma. Devemos, por princípio, contentar-nos com aquelas que Deus nos concedeu, sem procurar o impossível. Porque então, querendo ter demais, arrisca-se a perder o que se tem.”

 

O que significa deixar que o desenvolvimento se processe naturalmente? Ao observarmos as chamadas “reuniões de desenvolvimento mediúnico”, os métodos e formas passadas por entidades elevadas, tanto do espiritismo quanto de outras vertentes, e assim em diante, significa evitar os meios brutos e danosos de desenvolvimento dessas faculdades, como por exemplo se colocar por querer em risco de vida, ou em situações de enorme stress e danos a si mesmo, como o uso excessivo de alucinógenos. Significa frequentar os locais e passar pelos exercícios de desenvolvimento que estimulam, mas não super-excitam, as faculdades e poderes latentes a nós mesmos, evitando também os famosos “pactos” e outrem semelhantes.

Por quê? Porque ao realizarmos ações extremas em busca de poder, acabamos por danificar as estruturas que permitem a manifestação natural desse poder. Não são raros os casos de não-médiuns que desenvolvem sensibilidade aos espíritos a nível importante (isso é, tornam-se médiuns), ou de não-possuidores de poder psíquico que se tornam levemente psíquicos, por caso de doenças ou abuso de drogas. Também não são raros os casos de ordens e seitas que exigem rituais extremos para o desenvolvimento rápido de faculdades, ou evocam entidades para que elas “presenteiem” seus membros com “poderes paranormais”.

 

Um dos chakras humanos, em um espécime adulto. Saudável e bonitinho.

 

O fato é que, vindos esses poderes das conexões do corpo etérico com a alma, tanto no caso dos abusos e traumas quanto nos casos de “recebimento de poderes”, o que ocorre é um desequilíbrio, muitas vezes grave e com presença de lesões, nos corpos sutis. Como nos casos de inúmeras pessoas que se tornam esquizofrênicas ou desenvolvem outras psicoses e neuroses por causa de abusos nesse sentido.

 

Lesões comuns nos chakras.

Não adianta usar esteroides anabolizantes para crescer músculos mais rápido. Você pode até ficar com um bíceps grande, mas, além de falso, inúmeros danos à sua saúde ocorrerão — como danos ao fígado e ao sistema reprodutor. Em termos do desenvolvimento de poderes psíquicos, mesmo que ele seja a fundação para o desenvolvimento mágico, é necessário ser disciplinado, moderado e constante. De outra maneira, um desenvolvimento explosivo pode levar a reações extremas, como rompimentos de chakras, danos às telas búdicas, vampirismo, consumo da vontade e até mesmo morte prematura. Todos fatores que farão do apressado uma pessoa incapaz de se tornar maga ou fazer magia.

É construindo fundações sólidas em primeiro lugar que se pode ter acesso a galgar os degraus da escada de Jacó.

 

A maioria toma.

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6 Comentários

  1. Hey Des… Certa época também fui uma pessoa revoltada com as ordens por serem fechadas da forma que são.
    Certa vez fiquei “fissurado” para projetar bem quando aprendi sobres outros planos, fiquei cerca de quase um ano tentando com as técnicas do Saulo Calderon, acabei por desistir, depois de um tempo chego cedo em casa cansado do trabalho noturno, com dificuldade para dormir, tomei uma cerveja ( contando que estava “limpo” esse tempo todo) me deitei e saí em projeção. Isso me fez repensar muita coisa sobre o imediatismo.
    Só acho um tanto confuso, que geralmente não se tem um manual de instruções e para quem está disposto a disciplina uma ordem pode vir a calhar.
    Mas… “Quando o trabalhador está pronto, o serviço aparece fío”.

    Continuem com os post, o Face baniu meu fake no face, e mais uma vez fiquei fora do grupo PA.. :@

  2. Platinorum, não entendi essa parte do artigo: ” Magia de verdade é uma coisa fenomenal. Você, leitor, já viu uma pessoa com 5 graus de miopia simplesmente não precisar de óculos, porque uma entidade baixou nela e curou os olhos? Já viu essa mesma entidade ir embora e botar os 5 graus de miopia de volta no lugar, só porque era desnecessário curar a pessoa naquele momento?”

    Diante do observador, uma entidade “baixou” em alguém, que tem 5 graus de miopia. A entidade faz o que tem que fazer, e “vai embora”, “desocupa” o corpo do médium.
    Talvez o médium continue curado da miopia.
    Talvez não.

    É isso?

    _/\_ José Elias

    1. Olá José.

      O fenômeno que presenciei foi um médium com 5 graus de miopia incorporar uma entidade e, durante a incorporação, ficar curado dela. O médium é consciente, e durante a incorporação viu normalmente sem o óculos. Antes de ir embora, a entidade passou a mão pelos olhos do médium e a miopia voltou. Só daí a entidade foi embora.

  3. Oi Jose, já vi alguns casos onde as pessoas tem problemas de saúde que gera uma limitação, e quando estão incorporadas simplesmente não apresentam sintomas, quando o trabalho terminado e a entidade vai embora, os sintomas voltam. São uns casos muito interessantes.

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