Fases da Lua e Ritualística

Os ciclos temporais e seus usos magísticos são reverenciados em tradições antigas e estudados pelas novas, com diversos meios de se encontrar um momento favorável a um ritual ou uma decisão. Entre eles, as fases da lua sempre foram usadas como indicador, sendo a base de calendários de muitas culturas e havendo estudos que vão desde grimórios medievais até um capítulo do Psiconauta de Peter Carroll. Confiram aqui um guia rápido de como aproveitar esta energia em suas práticas e rituais.

Imagem destacada: w1tchbones

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Um Nome para o Universo

Nomes possuem poder, e inúmeras histórias de todas as épocas nos lembram disto; desde contos folclóricos onde pronunciar o nome verdadeiro de um leprechaun detém suas artimanhas, até livros de fantasia onde certos nomes evocam poderes mágicos. Os magistas estão sempre buscando compreender o macrocosmo ao seu redor – aquela somatória de tudo o que existe, que também se remete a onde tudo se originou. Isto não necessariamente possui um nome, porém nós o demos vários; e hoje, discutiremos de que forma o nome que utilizamos para o macro cria nossa relação com ele.

Imagem destacada: capa de “O Nome do Vento” por Marc Simonetti, mais uma história sobre o poder dos nomes

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Sacrifícios à Lua no judaísmo

e o D’us hebraico ama perder uma discussão

Eu acho que talvez só os italianos afrontem seu deus de modo comparável aos judeus. Os italianos insultam, gritam, blasfemam até, acusando o deus cristão de ser um obstáculo à felicidade. Deus porco. Deus cão. Já os judeus resmungam de forma insessante, como quem reclama dos desmandos de um irmão mais velho que ficou no lugar do verdadeiro pai.

E a memória judaica traça essa mania de reclamar de D’us desde o quarto dia da criação, para ser exato, quando o Sol e a Lua foram criados.

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Calendário Magista – Janeiro 2018

Como uma nova iniciativa para 2018, postaremos calendários mensais com alguns marcos que podem ser aproveitados para diversas ritualísticas. Os posts virão no final de cada mês, para que possam ter algum tempo para se programar; e embora nenhuma celebração pagã aconteça comumente em janeiro, os meses que as possuírem também terão as datas indicadas (além de solstícios, equinócios e eclipses). Todas as horas informadas consideram o horário de verão.

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Como começar a estudar o Talmud

Um jovem estudioso cheio de titulações bate à porta de um velho leitor do Talmud.

– Rabino, gostaria de estudar o Talmud.

– Tu sabes ler aramaico?

– Não.

– Hebraico?

– Não.

– Tu já estudaste algo sobre a Torah?

– Não, rabino. Mas eu me graduei em Harvard summa cum laude em filosofia e já recebi o título de PhD em Yale. Eu gostaria de tentar completar minha educação com um pouco de Talmud.

– Eu duvido que tu estejas pronto para o Talmud. É o maior e mais completo dos livros. Se assim desejares, no entanto, posso examinar seus conhecimentos de lógica e, se passares, eu mesmo te ensino sobre o Talmud.

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Comparativos e superlativos

Comparativos

Comparativos em hebraico bíblico são uma curiosidade por causa da ambiguidade de sua construção. A palavra que marca o comparativo é “min” (mem-nun), que se traduz literalmente como “desde, a partir de”. De forma bem mundana: “José veio da cozinha.” Então, aquele “da”, tendo sentido de “desde, a partir de”, é o “min” em hebraico. Em alguns casos, “min” pode ser contraído para “m” (mem). Por exemplo, “vindo do Egito” ou “desde o Egito” é m’Mitzrayim (se pronuncia “mi-mitizráim”).

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Os Chakras, Uma Visão Holística

Eu, tentando fazer sentido de tanta informação esotérica e mistificada….

 

Como vimos no texto sobre os chakras na tradição do tantra clássico, os chakras hindus não são nada daquilo que fomos ensinados. Não são “centros de força universal” que “transmutam” ou de alguma forma “fazem a troca das energias”.

Ou será que são?

 

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Galdrastafir – Sigilização Nórdica

Muitos já viram imagens de complexos sigilos, normalmente organizados de forma circular, e imediatamente associaram com os povos nórdicos e suas práticas de feitiçaria. Chamados de “galdrastafir” (algo como “bastão mágico” em islandês antigo), esta técnica foi muito característica de uma Islândia tardia (e já convertida), sendo erroneamente ligados a Era Viking pela cultura-pop. Analisaremos seu contexto histórico e a forma que influenciam praticantes contemporâneos de magia nórdica.

Imagem destacada: parte do Manuscrito de Huld, importante

fonte preservada sobre os galdrastafur

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