Onde Descansa a Alma

Partamos do pressuposto de que possuímos, todos, almas. Se elas se separam do corpo após a morte, então resta a questão – antes da morte, onde ficam?

No texto de hoje explorarei a constituição esotérica do ser humano, e procurarei explicar o mecanismo por detrás de algumas das “leis” herméticas e espíritas no que diz respeito ao posicionamento desses corpos durante os momentos de vigília e o que isso significa em nossas vidas diárias.

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Uma via Draconiana

 

Supostos praticantes do Caminho da Mão Esquerda usam este rótulo apenas para suprir alguma necessidade emocional. Tentam criar uma imagem falsa de si mesmo para o mundo, buscam relevância, mostram-se como malvados e poderosos. Pobres almas… apenas estão projetando os buracos do seu subconsciente. Eu apenas digo, este é o caminho do silêncio, pois na busca da imortalidade da mente, pouco importa o que o outro pensa de você.

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Arte&Magia #1 – Lupe Vasconcelos

A Arte é Magia; ou, Magia é uma Arte. As artes visuais estão repletas de obras dedicadas ou referenciadas às mais diversas áreas do ocultismo, e para divulgá-las começamos agora com a coluna “Arte&Magia”, com galerias dedicadas ao tema. Inaugurando, conheçam alguns dos incríveis trabalhos de Lupe Vasconcelos, artista brasileira nitidamente influenciada pelo oculto e pela magia.

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Mitos e Lendas: O Negrinho do Pastoreio

O Brasil recebeu povos de diversos pontos do mundo como parte de sua comunidade. Como não poderia deixar de ser, a alquimia das relações humanas tratou de misturar nessa nossa plaquinha de Petri crenças para as mais singulares lendas germinarem. O sincretismo é culturalmente evidente nos mais distantes pontos do Brasil. Sendo espaço recente de migrações, comparado com os lugares de onde estes migrantes vieram, as diferentes referências religiosas e espirituais ainda são opacas entre si. A leitura de qualquer lenda de formação dos nossos Estados e Regiões mostra a riqueza das influências simbólicas sobrepostas em sua criação. É disso que trata este texto.

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O que caracteriza o Paganismo Germânico?

Muitas pessoas procuram as diretrizes que compõem o paganismo germânico (ou “Ásatrú“, “Forn Sed“, entre muitos outros nomes), aquilo que o estrutura e guia, e assim se voltam para as Nove Nobre Virtudes. Cunhadas na década de 1970 pelo grupo Odinic Rite a partir do Hávamál, considero-as muito gerais e universais para serem tomadas como autenticamente pagãs. Por isso, discutirei aqui o que para mim são as características principais do paganismo germânico, que o diferenciam não apenas de outras religiões como também de outras manifestações pagãs.

Imagem destacada: lemuren

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O homem que perdoou D’us

Diz a lenda que Jacó tinha uma fixação o ritual judaico do Kaparot, o ritual de purificação dos primeiros dias do novo ano. Jacó já completara o ritual dezenas de vezes em sua vida, mas nunca conseguira sentir o poder da purificação como deveria sentir. Ou assim ele pensava.

Eis que, então, próximo ao ano novo, um grande rabino veio à cidade de Jacó para dar aulas. A lenda não guardou o nome do rabino, mas registrou que ele era um Baal Shem, um Senhor do Nome, cabalista que havia dominado as técnicas de evocar o poder de D’us através das palavras hebraicas.

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A VIBRAÇÃO DOS NOMES DIVINOS.

Vamos continuar a dissecar o Liber O Vel Manus et Sargitae. Vimos anteriormente a Assumção de Forma Deus e sua importância para o magista, o assunto ainda não foi completamente explorado, porém temos de ir adiante.

Lembrando o que Crowley disse:

Existem três importantes práticas conectadas a todas as formas de cerimônia ( mais dois métodos que discutiremos posteriormente ):

a- Assunção de Formas-Deus.

b – Vibração dos Nomes Divinos

c – Rituais de Banimento e Invocação.

 

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Cabala Judaica #9: As Cascas e A Fome

Dor, prazer e a retificação do mundo.

Aqui e agora.

Vivemos em uma caixa, de onde só sabemos o que há fora através dos sentidos. Ou essa é a descrição corrente nas últimas décadas ao se falar sobre cabala. Não é um solipsismo. A cabala admite a existência do mundo exterior. O que a cabala nega é a capacidade de conhecer o mundo exterior através dos sentidos. Seria necessário um “sexto sentido”, um sentido não ligado ao plano material, para conseguirmos saber o que realmente há lá fora.

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Jötnar, Þursar – Sobre Gigantes

Na cultura pop, os gigantes costumam a ser retratados como os inimigos dos deuses, que desejam levar caos e destruição a Miðgarðr; porém, um olhar atento sobre a mitologia mostra que este nem sempre é o caso. Analisaremos algumas formas que aparecem nos mitos, e também veremos alguns aspectos práticos sobre estes seres que sempre desempenham um papel importante entre os nórdicos.

Todas as ilustrações deste artigo são de autoria de Nataša Ilinčić

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Cabala Judaica #8: A Sabedoria Contemplativa (meditação cabalística)

Chokhmah Nistaroth

A expressão do dia é chokhmah nistaroth: a sabedoria contemplativa. As primeiras letras (chet e nun) formam chen, graça.

Há pouca evidência registrada sobre o funcionamento da meditação no judaísmo, exceto nos círculos fechados de estudos sobre cabala, claro. Especificamente, em grupos com linhagem bem definida. Não é exatamente segredo, é só uma daquelas coisas difíceis de explicar para quem está de fora.

Aqui vemos a cabala em sua essência:

  • Cabala (kabalah: quf, bet, lamed, he) = 137
  • Sabedoria (chokhmah: caf, chet, mem, he) = 73
  • Profecia (nebuw’ah: nun, bet, vav, alef, he) = 64

Cabala = Sabedoria + Profecia

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