Acher, o outro

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Um dia, o grande rabino Elisha ben Abuya decidiu deixar o judaísmo. É aparente nos escritos judaicos um certo rancor com essa escolha. Mas, apesar de deixar claro o descontentamento com o caminho tomado por ben Abuya, o judaísmo não conseguiu esquecê-lo.

Nascido pelo ano 70 EC, pouco se sabe sobre sua vida. Ou talvez os registros tenham sido apagados. Sabe-se que nasceu na região da Palestina provavelmente em uma família muito rica. O jovem Elisha teve chance de dedicar-se ao judaísmo, mas também de viajar e conhecer outros povos.

Sabemos que foi um grande rabino, pois há ao menos uma decisão rabínica registrada em seu nome no Talmud. Talvez, outras decisões tenham sido posteriormente atribuídas a seus alunos ou de outros rabinos.

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Crescimento, tolerância e abundância

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Tolerância é uma palavra difícil. Muita tolerância, e somos indiferentes. Não nos importamos se as outras pessoas percorrem caminhos que consideramos errados. Pouca tolerância, e somos extremistas. Não permitimos que outras pessoas percorram caminhos diferentes do nosso.

Tolerância é o respeito a um espaço coletivo para o crescimento individual. Está no reconhecimento de que o outro precisa de espaço para crescer; mesmo que esteja errado, deve haver espaço para que a pessoa melhore. Acima de tudo, deve haver confiança de que, se nosso caminho é correto, a outra pessoa virá nos encontrar nesse caminho.

Como viver nesse paradoxo?

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Divindades e Patrões Exigentes

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Nos mais diversos meios pagãos hoje, é muito comum vermos pessoas falando sobre terem se dedicado a alguma divindade (ou mesmo um grupo delas) ou alegando possuir algum tipo de patronato; mas seria assim tão comum ou tão simples obter um contato tão profundo com os deuses? Após escrever sobre o impacto que alguns aspectos de Óðinn podem ter sobre um devoto, decidi falar de forma mais ampla sobre a construção da relação entre as pessoas e os deuses com enfoque no paganismo nórdico.

Imagem destacada: Shadow e Mr.Wednesday na adaptação em seriado de Deuses Americanos, lembrando vocês que ter uma divindade por perto o tempo todo pode não ser exatamente bom…

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A Má Sorte dos Seguidores de Odin

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Entre certos grupos europeus, muitos voltados à bruxaria, é comum dizer que os seguidores de Óðinn teriam má sorte. O áss é visto como um trickster, pouco atento às necessidades daqueles que se voltam a ele, sempre disposto a testar as estruturas que entra em contato. Analisaremos a divindade partindo deste ponto de vista, apontando também como isto impactaria sobre aqueles que decidem buscá-la.

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O Que Está Dentro e o Que Está Fora

Aprendemos coisas impressionantes com os espíritos.

Sempre foi de minha opinião, tanto enquanto terapeuta holístico quanto enquanto pessoa, que a primeira coisa que via ao olhar para alguém era aquela pessoa em si. É óbvio, não?

Você olha para alguém, você conhece aquele alguém. Olhe lá o Cláudio. Você viu a cara do Cláudio, se você for falar do Cláudio, claro que você vai saber quem é o Cláudio, certo? Errado.

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O Bombeiro de Rosh Hashanah

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Durante o último mês do calendário judaico, tocamos o shofar. O shofar é um instrumento de sopro, feito de chifre de carneiro. Pode ser de diversos formatos e tamanhos. A maioria das pessoas crê que o shofar é algum tipo de fetiche, objeto mágico capaz de dar poder a quem o segura. Não deixa de ser verdade. Mas, dentro do judaísmo, o shofar tem um significado mais forte e mais mundano.

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A Verdadeira História dos Chakras

Esse post é uma tradução do post original por Christopher Wallis (Hareesh), de seu blog Tantrikstudies.

Eu pessoalmente não conheço as técnicas aqui apresentadas, mas já tive experiências que comprovam a validade do uso do mantra “LAM” em outros chakras além do primeiro, incluindo em todos os chakras (para um efeito de ancoramento no plano físico e redução de dores/desconfortos).

Para ler o texto no original, basta seguir esse link.

 

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E quem é você para ter a audácia de se declarar um nada?

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Em pleno Dia do Perdão, o presidente da sinagoga, em meio ao coro de preces que pediam pela retificação dos erros, se levantou visivelmente emocionado e confessou:

— Meu Deus! Quem sou eu? Eu sou um nada.

Logo depois, seguindo seu exemplo, levantou-se o diretor cultural da sinagoga, que também admitiu:

— Meu Deus! O que sou eu? Eu sou um nada. — voltando a sentar-se com um ar constrito.

Na sequência, o chazan, o cantor da sinagoga, levantou-se e proclamou com sua bela voz:

— Meu Deus, o que sou eu, então? Eu sou mais um nada.

Animado pela seqüência, o shamash, o zelador da sinagoga, fica de pé e confessa:

— E eu, Meu Deus, quem sou eu? Eu sou um nada.

De imediato, várias pessoas protestam:

— E quem ele acha que é para se declarar um “nada”?

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AUNTAMAN

Acordem os antigos

Pois o Rei da Morte foi coroado,

As pragas despertaram

Em seu zunido nefasto;

Os coveiros sua sentença irão cumprir,

O celestial perecerá

Até o novo Sol Vermelho, surgir!

AUNTAMAN!

Gritaram todos os devassos

AUNTAMAN!

Todos os ritos estão mortos

AUNTAMAN!

A besta cega grita no céu estrelado!

AUNTAMAN!

A Estrela da Morte brilha sua luz negra.

AUNTAMAN!
Tudo será destruído!

 

kass

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