Cabala Judaica #15: A alma, a vida após a morte e o fantasma na máquina

Espiritualidade, Alma, Vida após a morte, Memética

“E o pó volte à terra, como o era;
e o espírito volte a Elohim, que o deu.”
(Eclesiastes 12:7)

Fantasmas. Espíritos. Almas penadas. Nossos ancestrais que vagam pelo mundo mesmo depois de terem falecido. Depois de terem deixado a vida do corpo de carne.

Muito se escreveu sobre o que ocorre com as almas após a morte. É certo consenso sobre as experiências com espíritos de parentes falecidos. Zeitgeist do povoado. Antepassados que cuidam da aldeia. Avós que protegem os netos. Tios jovens que voltam em sobrinhos. Reencarnações de grandes soberanos. Novas chances de ter duas vezes o mesmo filho.

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Elder Futhark e Magia Rúnica

Retornando à magia rúnica, hoje falaremos do Elder Futhark – o alfabeto rúnico mais popular entre os praticantes contemporâneos. Composto de 24 runas, foi estruturado a partir dos significados dos nomes de cada uma em proto-germânico e do poema anglo-saxão. Esta é uma rápida apresentação das principais propriedades associadas às runas deste alfabeto.

Imagem destacada: série Vikings/History Channel

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Mitos e Lendas: Tirésias, nem lá, nem cá

Sábio, profeta, louco. Estereótipos literários, arquétipos mágickos. A figura de Tirésias é uma figura liminar. Ele é uma sombra que habita entre mundos. Entre o sexo, entre os deuses, entre a cegueira e a previsão, entre os vivos e os mortos.

Mitos, quando lidos corretamente, trazem na semiótica, na linguagem hermética, segredos codificados sobre o pensamento de um povo. Dos vários povos que contribuíram para a criação daquela narrativa. O mito de Tirésias traz o caminho de um xamã. Um xamã civilizado, mas ainda assim um xamã.

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O sofrimento por uma perspectiva pagã

Muitos estão tocando no ponto do sofrimento e dos desafios que as religiões propõem às pessoas. Embora muitos autores contemporâneos façam sua própria lista de “atitudes” que um pagão deva tomar, discorrem muito pouco sobre o sofrimento ou por que ele existe no mundo – mesmo possuindo algumas fontes antigas girando em torno do tema. Esta é uma reflexão à partir da minha vivência como pagão.

Imagem destacada: “A Morte de Baldr”, por Nataša Ilinčić

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Cabala Judaica #14: Por que D’us permite o sofrimento no mundo?

É sempre uma boa pergunta. E ela tem tantas respostas quantos temos grandes rabinos estudiosos da cabala.

Os rabinos mais focados na cosmogonia judaica baseada na Árvore da Vida (Akiva, Luria, Vital) diriam que D’us escolheu se “remover” de partes do Mundo para que o Mundo tivesse forma, tivesse liberdade.

Mas a resposta mais comum nos círculos cabalísticos é outra pergunta: “Saber a resposta muda o modo como tu enxerga o sofrimento?” Quer dizer, se houvesse um motivo para o mendigo passar fome, isso mudaria o fato de ele estar precisando ajuda para comer? Isso mudaria o sentimento que tu tens ao ver um mendigo faminto?

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Um conto de Þórrsblót

O Þórrsblót é um festival de inverno normalmente posicionado após a temporada do Jól, que atualmente acabou sendo dedicado à Þórr em seu aspecto de protetor de Miðgarðr. Uma poderosa divindade climática, Þórr era cultuado amplamente pelas camadas mais baixas da sociedade escandinava, sendo um patrono para os fazendeiros e pescadores. Este pequeno conto foi obtido durante uma celebração de Þorrablót, e nos fala não só da natureza do deus como também de questões de fé.

Imagem destacada: Cara Nilsen

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Platinorum Recomenda #3 – O Último Reino

Primeiro volume da série “As Crônicas Saxônicas”, O Último Reino se destaca não apenas por suas cena de batalha como também pelo cuidado que seu autor, Bernard Cornwell, teve ao retratar os costumes das sociedades dinamarquesa e saxã convivendo na Inglaterra do século IX. É muito recomendado para aqueles que querem uma perspectiva histórica sobre o paganismo e um período que ficou gravado em lendas posteriormente.

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