Os passos de um Xamã – Segundo Movimento: “Peregrinação”

As imagens desta publicação, são de um arquivo pessoal de minhas peregrinações pela cidade onde moro. Perceba o chamado do sagrado, sinta a canção da terra.

“Sem mapa, nem bússola, o jovem peregrino deixa a zona de conforto de sua tribo e adentra, determinado, as terras vermelhas do deserto de uma região próxima. Levando apenas uma ferramenta para cavar, ele avança ouvindo o canto de seus ancestrais. Apenas com os sussurros dos ventos em seus ouvidos, ele possui a certeza de que está no caminho certo.”

A intenção de qualquer peregrinação, longa ou curta, é ter contato com o sagrado e retornar cheio de energia e poder gerados pela experiência. O próprio ato de viajar é importante e adquire uma dimensão épica. A jornada pode ser perigosa, literal ou metaforicamente, como por exemplo, para um xamã japonês, uma peregrinação às montanhas sagradas era como morrer e ressuscitar.

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Cabala Judaica #18: da profecia à exegese

Na narrativa do Talmud sobre uma discussão interminável entre os grandes Hillel e Shammai, D’us precisou interferir diretamente para solucionar a disputa. Nem cem anos mais tarde, em outra disputa insolúvel, agora entre Eliezer e Yehoshua, D’us foi impedido de se pronunciar. A narrativa marca a vitória da interpretação e do diálogo sobre a profecia e imposição religiosa.

A história foi registrada no Talmud como tendo ocorrido ainda no primeiro século da Era Comum e, em tempos de ameaças ao estado laico, vale a leitura.

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Os Corvos de Óðinn e a Alma Humana

Os povos germânicos desenvolveram seus próprios conceitos a respeito de uma estrutura para a alma humana, hoje debatida por diversos autores. Enquanto alguns apresentam estruturas complexas com muitas subdivisões outros apresentam mais simples, sendo possível encontrar até mesmo fazem esquematizações ilustradas. Este estudo pode ser uma boa ferramenta para autoconhecimento, por isso apresento aqui em uma versão mais sucinta e prática.

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BANIMENTOS!!!

Terceira e última parte da análise do “Liber O”, do nosso querido e amado Therion. Passamos pela Forma Deus e pela Vibração dos Nomes, e agora vamos para os famosos banimentos.

Primeiramente é necessário que o estudante saiba de uma coisa: os rituais de banimento, por mais diversos e específicos que sejam, são convenções, isso mesmo, são apenas uma fórmula pré-estabelecida que determinada egrégora utiliza para preparação de um ritual ou atividade específica, na grande maioria das vezes realizar um ritual de banimento sem fazer parte da egrégora de nada adianta, é mero exercício de visualização.

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