Cabala Judaica #3: Mesmos números, mesmas energias

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Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. (Bereshit/Gêneses 17:15)

A maioria das pessoas fica imediatamente curiosa, intrigada com a ideia de manipulação de energias através da combinação dos valores numéricos. Há duas coisas a serem ditas a respeito:

  1. Não foi para isso que o sistema gemátrico foi criado.
  2. Apesar disso, funciona.
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Yggdrasil – Os Nove Mundos da Tradição Nórdica Parte.2

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No primeiro post, conhecemos os princípios básicos a cerca da Yggdrasill, a Árvore do Mundo no qual a cosmogonia nórdica está apoiada. Agora, iremos conhecer um pouco mais sobre os Nove Mundos que são usados para compreender a realidade. Tomaremos uma abordagem que introduz tanto um ponto de vista mais próximo do mitológico, quanto o daqueles que preferem a visão psicológica.

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Cabala Judaica #2: Sefirat haOmer, contando esferas

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Sefirat, SFR, esfera, conta, cálculo, pedra, rolo.

A vida do judeu é uma estrada circular.

Sefirat vem da raiz S-P-R. Dela se originaram as palavras esfera, safira. O sentido se estende para conta, cálculo. Ambos com sentido de pedra e de operações matemáticas. Com S-F-R também se escreve sefer, rolo, especialmente no sentido de pergaminho enrolado, a forma como se guardavam os “livros” de antigamente e, até hoje, é a forma adotada para a Torah nas sinagogas.

O sentido de “contar pedrinhas” sobrevive em mitos muito antigos, alguns até ensinados em colégios hoje em dia. “Como o homem começou a contar?” “Ele pegava uma pedra para cada ovelha. Colocava as pedras em um saco e sabia quantas ovelhas tinha contando as pedras no saco, em vez de contar as ovelhas.” Parece mais trabalhoso do que só contar ovelhas, mas ainda assim é uma explicação aceita. O nome para a “numerologia grega” segue a mesma tradição: isopsefia (igual + pedregulho).

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O Grande Erro do Yin-Yang No Ocidente

É muito comum hoje em dia. Em todos os lugares, vemos pessoas falando sobre o conceito chinês do yin-yang.

Comparam-no com o binarismo maniqueísta ocidental, falando de bem e mal. Alguns dizem que são energias fundamentais da criação, das quais outras derivam. Outros ainda dizem que são inseparáveis.

É hora de colocar um basta nesses erros conceituais. Yin e Yang não são energias. Não são o bem e o mal. Não são inseparáveis. Não são sequer um elemento essencial da existência como um todo – são tão somente um elemento primordial de nossa existência enquanto seres que existem “entre a terra e o céu”.

Mas vamos explicar isso direito. E para explicar direito, é necessário sabermos o contexto e as ideias que permeiam o conceito de yin-yang.

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Yggdrasil – Os Nove Mundos da Tradição Nórdica Parte.1

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A Tradição Nórdica interpreta o Universo na forma da “Árvore do Mundo”, com os Mundos da existência dispostos em seu tronco, raízes e galhos; chamada de “Yggdrasill”, seu nome significa “Cavalo de Ygg” – uma referência ao deus Óðinn (que possui muitos nomes, sendo “Ygg” um deles) e sua autoimolação na Árvore, obtendo o conhecimento das runas e da magia no processo. Em nossa exploração da Magia Nórdica, começaremos entendo sua cosmogonia tanto do ponto de vista da mitologia quanto magístico.

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Boa noite! E vamos falar o que ninguém quer falar?

Willy Wonka

Esse é o primeiro texto desse portal, e antes de tudo vou avisar: NÓS SOMOS PERIGOSOS. Não é pelo nosso elevado nível e conhecimento (não mesmo!), o motivo é: nós não devemos nada para ninguém! Então em um belo dia de chuva e ventos fortes foi decidida a criação desse portal, e a missão dele, simples: Falar da Prática Mágica e do Ocultismo de maneira séria e educativa, ser um espaço de real livre expressão e da busca do Humano Divino, a busca de ser o melhor. Uma missão difícil, mas que valerá cada segundo.

E como início, e provar que não estamos de brincadeira, vamos falar daquilo que ninguém falou para você sobre Magia:

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Cabala Judaica #1: Cabala é mera poesia

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Cabala, sod, raz. Torah, instrução. Cabala, tradição.

Um estudante ficou de pé diante da turma e perguntou: “Meu mestre, os acadêmicos de hoje insistem que os textos da Torah são só contos e que o que preservamos é só um conhecimento anedótico de gerações e gerações perdidas na história. Podes responder, meu mestre, se cabala é mera poesia?”

Diz a lenda que, uma vez, há muito, muito tempo, todos sabiam o que o cajado de Moshé simbolizava, assim como hoje todos sabem que três luzes de cores vermelha, amarela e verde formam um semáforo. Ou uma sinaleira, ou um farol. Mesmo que discordassem do nome pelo qual chamar o cajado, a “coisa de bronze”, nechosheth, era algo do cotidiano.

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