BANIMENTOS!!!

pentagrams

Terceira e última parte da análise do “Liber O”, do nosso querido e amado Therion. Passamos pela Forma Deus e pela Vibração dos Nomes, e agora vamos para os famosos banimentos.

Primeiramente é necessário que o estudante saiba de uma coisa: os rituais de banimento, por mais diversos e específicos que sejam, são convenções, isso mesmo, são apenas uma fórmula pré-estabelecida que determinada egrégora utiliza para preparação de um ritual ou atividade específica, na grande maioria das vezes realizar um ritual de banimento sem fazer parte da egrégora de nada adianta, é mero exercício de visualização.

Para sermos mais específicos devemos entrar nos conceitos de Realidade Objetiva e Realidade Subjetiva, ou “Realidade Objeto” e “Realidade Sujeito”. Mas esse não é o objetivo desse texto, basta saber que um trabalha a realidade exterior do mago, ou do objeto que ele exerce influência e a outra trabalha sobre a realidade interior do mago, ou seja, sobre seu sujeito. Boa parte do trabalho mágico ocidental é voltado para o interior do mago, tudo para causar mudanças em seu Ser, construir e preparar seu universo interior, dar-lhe unidade e controle em suas diversas facetas da mente e inflamando, iluminando e glorificando sua totalidade mental. Eu sei que para os iniciantes isso é difícil de entender. Mas a alegoria da pedra bruta e polida vale muito aqui: suponha que sua psique seja uma pedra bruta, um pedaço de rocha retirado de uma enorme montanha, dinamitado de lá. Sua consciência é o escultor, capaz de realizar a mais bela obra de arte com essa pedra, e as técnicas mágicas e ocultas são as ferramentas utilizadas e a Grande Obra é todo o processo até a arte final. E a escultura seria a Iluminação. Quanto melhor o escultor, melhor a escultura final, e as ferramentas devem ser adequadas ao escultor para atingir-se o resultado final desejado. Muitos magos do caos falam sobre a melhor versão de si.

Após a escultura pronta ela pode começar a influenciar os que estão em torno dela, causando admiração, medo, tesão…

E onde entram os rituais de banimento?

Exatamente ai! No trabalho interior do mago. Primeiramente ter o banimento como uma rotina diária vai desenvolver o hábito da disciplina e principalmente tornar o treinamento mágico parte da vida.

A disciplina irá desenvolver a Força de Vontade, ou simplesmente Vontade. E é ela que faz toda a diferença.

Os rituais de banimento também irão preparar a mente do mago. Através da Assunção de Formas Divinas, Vibração de Nomes Sagrados, Visualização de Símbolos Sagrados e Gestual Sagrado, ocorre a preparação da mente do mago para a realização de um ritual. Também é comum a invocação dos elementos de acordo com a necessidade do ritual. Então o banimento preliminar é invocando! ( Procura ai no Google) Tudo para preparar a mente do mago para que ele possa realizar qualquer que seja seu objetivo, ou pequena obra. Por isso banimentos são tão comuns em manuais modernos de ocultismo.

No fim da cerimônia, quando os objetivos já foram atingidos, o mago irá realizar o banimento banindo, se o preliminar tem por objetivo desligar a mente do mundo profano e preparar toda a mente para o que está por vir, o banimento no fim tem o objetivo de desligar a mente e o emocional da cerimônia realizada, para não ficar “carregando” nada para onde não deve.

Mas qual é o valor de um Ritual de Banimento?

O valor que atribuímos a ele. Diferente da Magia Natural, onde os elementos e atos possuem valores por si mesmos, na Magia Cerimonial muito do valor dos atos são aqueles que atribuímos, acreditamos. Rituais são hábitos mais refinados, esse é o motivo de termos de treinar e repetir várias vezes para que um ritual seja realmente efetivo, estamos criando um hábito. Pessoas que possuem grandes sucessos em cerimônias poderosas e evocações são aquelas que criaram o hábito de realizar os pequenos passos. Entenderam o banimento como treinamento?

E o Ritual Menor do Pentagrama RMP?

O RMP é todas as suas variantes, adaptações e corrupções são modernas, acredito que não há nada disso antes da Golden Dawn. Então como era feito antes? Sinceramente não sei, mas existem pistas por ai, exemplos:

  • Abertura e fechamento de trabalhos na Umbanda, com seus pontos, invocações e defumações.
  • Saudações a Exu em Xirês de Candomblé. Não sendo incomuns sacrifícios ao mesmo Orixá para que ele permita e garanta o trabalho a ser realizado.
  • Chamada dos Exus na Kimbanda.
  • Abertura e fechamento das reuniões maçônicas.
  • Limpezas de chão e cumieira também nas religiões de origem afro.
  • Meditações específicas.
  • Preparação do corpo de luz.
  • Círculos de sal, giz, pemba…

Existem várias maneiras, os oito exemplos acima são somente aqueles que eu lembro agora. O uso de elementos naturais como o sal, enxofre, carvão e outros são comuns, podendo evoluir para verdadeiras armadilhas. Em Kimbanda existem certos assentamentos ou firmezas preparadas para “isolar” a Tronqueira ou Cafôa de qualquer energia indesejada, alguns são verdadeiros “tiros de bazuca”.

O RMP e seus afins são excelentes treinamentos e preparações da mente, emocional e vontade do mago, sendo essa última verdadeira responsável pelo resultado final, sim a VONTADE é o grande responsável por todo o sucesso dos banimentos e principalmente do RMP.

Atualmente o RMP está muito popular, provavelmente esse fortalecimento de sua egrégora acabe por ajudando no sucesso de seus operadores.

Em momento algum eu falo que o RMP é inútil, eu mesmo fiz e ainda faço, porém acredito que o banimento deve ser algo pessoal.

É possível criar o próprio RMP?

Sim é! Mas não é assim tão simples, dê uma olhada no Liber Null para começar. Acredito que um banimento pessoal, ou específico para egrégora que se faz parte, com símbolos que realmente “falem” com o indivíduo e com o grupo fechado, é muito mais efetivo e eficaz.

A prática é a chave mestra.

Só há uma maneira de saber o que realmente é bom para si, fazendo, buscando e testando, assim encontra-se o melhor para sua lapidação.

Meus respeitos

Akin (@jmaximiliano)

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