A magia mais poderosa do mundo

No mundo ocultista, todos os magos buscam o poder. Grimórios antigos, rituais milenares, armas mágicas, túnicas, sacrifícios, deuses, religiões. Apesar de todo o teatro purista que muitas correntes espalham por aí, todas as questões acabam levando ao mesmo lugar: como obter esse poder?

As pessoas costumam acreditar que um ritual é descoberto, após isso qualquer pessoa pode usá-lo da mesma maneira e sempre terá o mesmo resultado. Quando se atinge um patamar avançado, os magistas percebem que tudo sempre esteve a sua disposição. O poder nunca esteve na descoberta de uma fonte poderosa.

As grandes religiões do mundo tiveram origem em algum lugar, alguns dizem que consciências que sempre estiveram latentes na criação, através de seus sacerdotes encarnados, revelam o poder do Universo para eles e isso é guardado como segredo. Esse segredo é passado para aqueles que tem as mesmas condições e estão aptos a seguirem as regras impostas pelos seus sacerdotes. Acatam essas leis como forma de sacrifício para que tenham acesso a esse poder, numa espécie de tecnocracia.

 

Aquele profeta que escreveu o alcorão, nada mais fez do que materializar a sua própria Verdade. Aquele que escreveu a Torá, o mesmo. Aquele cara maluco e porra-louca que escreveu o livro da Lei, também. Fazendo uma analogia com as teorias socias de produção e consumo, nós podemos trazer para o aspecto metafísico esta visão, sem precisar falar de algo muito sobrenatural para que se possa abrir os olhos e enxergar uma coisa que não parece, mas é muito óbvia.

Alguém produz para que alguém consuma. A natureza produz tudo que os animais precisam para sua sobrevivência, como ela apenas é, todos eles estão sujeitos as leis naturas que a regem. O homem, com sua capacidade intuitiva desenvolvida, consegue entender o funcionamento da natureza, e com isso, pode tirar dela a exclusividade de produção. Então temos a tecnologia. Atualmente, nossa natureza humana está mais atrelada as tecnologias que o homem criou do que os sistemas biológicos da própria natureza. Se o sinal de internet deixa de funcionar, nossa sociedade colapsa.

Trazendo essa perspectiva para o mundo do oculto, aquele que cria as religiões é o detentor do verdadeiro poder delas, pois todos os ritos que são usados pelos outros, não são de quem os usa. Se você entra na melhor lancheria do mundo e paga para comer o melhor cheeseburger do Universo, você é apenas um consumidor, você não criou nem nunca criará esse cheese burger. Com muito estudo e prática você até poderia conseguir replicá-lo, mas ele não é fruto do seu conhecimento próprio, da sua Imaginação, Desejo ou Vontade.

Você comprou, mas você não criou. Você é consumidor, não cozinheiro.

O mundo ocultista se resume a busca de resultado. A visão dos magos está em conseguir o resultado. Nisso, buscam incessantemente o melhor ritual, o melhor demônio, deus, anjo e até outros magos pra conseguir ter seus anseios atendidos. Não cabe a mim dizer que exista algo de errado nisso, pois de fato tanto faz,  todos tem a liberdade e direito de fazer o que quiser com ela. Só não de se chamarem de feiticeiros, ou senhores de alguma coisa.

É bruxona-master-lhp-das-trevas mas tem medo de escuro e jamais entraria numa floresta sozinha a noite.

Minha única crítica, é que ninguém que busca tudo que está fora, estará de verdade sendo senhor de si mesmo e do seu Universo. “Todo homem e toda mulher é uma Estrela“, todos tem a capacidade de brilhar sem depender de nada. O resultado a partir do próprio poder. A verdadeira busca do poder, acontece quando há transformação, o encontro com a singularidade, daí, pode-se criar o próprio Universo a própria luz e Vontade.

O verdadeiro poder está no Magus. Quando Crowley, codificou o arcano I do tarô, ele não recriou outro desenho pro mesmo significado, ele o modificou. O mago do Rider Waite é um ilusionista, ou no máximo, alguém que entende os 4 elementos e manipula eles, há ali um potencial infinito, mas não há criação. O Magus do Tarô do Crowley é senhor do Universo, com potencial criador.

Quando um magista atinge o patamar do Magus, seu simples pensamento, alimentado pela Imaginação, inflamado pelo Desejo e direcionado pela Vontade, tem potencial de criação, pois ele é Senhor do próprio Universo, conhece o seu Verdadeiro Deus. O verbo, a partir de então, será a magia mais poderosa do mundo.

kass

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