Cabala Judaica #12: A Criação dos Quatro Mundos e Suas Inconsistências

Gênesis, inconsistências e a criação dos Quatro Mundos

Deixem eu apresentar uma leitura da Criação…

O sistema de criação de 7 dias e 4 mundos é encontrado por cabalistas na leitura de Bereshit/Gênesis. O livro é estudado como base para a cabala judaica. Judeus ainda hoje entendem que este livro codifica a cabala e não que foi codificado por estudiosos dela.

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Jól

O jól (ou yule) era um dos mais importantes festivais (“hátíð” em nórdico antigo) germânicos. Tomava um período de 12 noites e era centrado no solstício de inverno (21 de dezembro no hemisfério norte), sendo depois apropriado pelo cristianismo e transformado no Natal como conhecemos hoje; para os pagãos contemporâneos do hemisfério sul, o festival é deslocado para 21 de junho, sincronizando com a estação. A partir da comparação com o que sabemos da celebração original do jól com a forma que é feita na época atual, vamos refletir sobre os diversos significados que esta importante data nos passa.

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Onde Descansa a Alma

Partamos do pressuposto de que possuímos, todos, almas. Se elas se separam do corpo após a morte, então resta a questão – antes da morte, onde ficam?

No texto de hoje explorarei a constituição esotérica do ser humano, e procurarei explicar o mecanismo por detrás de algumas das “leis” herméticas e espíritas no que diz respeito ao posicionamento desses corpos durante os momentos de vigília e o que isso significa em nossas vidas diárias.

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O que caracteriza o Paganismo Germânico?

Muitas pessoas procuram as diretrizes que compõem o paganismo germânico (ou “Ásatrú“, “Forn Sed“, entre muitos outros nomes), aquilo que o estrutura e guia, e assim se voltam para as Nove Nobre Virtudes. Cunhadas na década de 1970 pelo grupo Odinic Rite a partir do Hávamál, considero-as muito gerais e universais para serem tomadas como autenticamente pagãs. Por isso, discutirei aqui o que para mim são as características principais do paganismo germânico, que o diferenciam não apenas de outras religiões como também de outras manifestações pagãs.

Imagem destacada: lemuren

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O homem que perdoou D’us

Diz a lenda que Jacó tinha uma fixação o ritual judaico do Kaparot, o ritual de purificação dos primeiros dias do novo ano. Jacó já completara o ritual dezenas de vezes em sua vida, mas nunca conseguira sentir o poder da purificação como deveria sentir. Ou assim ele pensava.

Eis que, então, próximo ao ano novo, um grande rabino veio à cidade de Jacó para dar aulas. A lenda não guardou o nome do rabino, mas registrou que ele era um Baal Shem, um Senhor do Nome, cabalista que havia dominado as técnicas de evocar o poder de D’us através das palavras hebraicas.

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Cabala Judaica #9: As Cascas e A Fome

Dor, prazer e a retificação do mundo.

Aqui e agora.

Vivemos em uma caixa, de onde só sabemos o que há fora através dos sentidos. Ou essa é a descrição corrente nas últimas décadas ao se falar sobre cabala. Não é um solipsismo. A cabala admite a existência do mundo exterior. O que a cabala nega é a capacidade de conhecer o mundo exterior através dos sentidos. Seria necessário um “sexto sentido”, um sentido não ligado ao plano material, para conseguirmos saber o que realmente há lá fora.

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Jötnar, Þursar – Sobre Gigantes

Na cultura pop, os gigantes costumam a ser retratados como os inimigos dos deuses, que desejam levar caos e destruição a Miðgarðr; porém, um olhar atento sobre a mitologia mostra que este nem sempre é o caso. Analisaremos algumas formas que aparecem nos mitos, e também veremos alguns aspectos práticos sobre estes seres que sempre desempenham um papel importante entre os nórdicos.

Todas as ilustrações deste artigo são de autoria de Nataša Ilinčić

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Landvættir e o culto à natureza

O paganismo considera a Terra (que pode ser chamada de “Jörð” em nórdico antigo, nome também dado à giganta mãe de Þórr) como sagrada, vendo a existência em Miðgarðr como uma dádiva e voltando-se à natureza em culto. Em uma das manifestações mais básicas estão as oferendas aos Landvættir, um dos principais espíritos naturais das tradições germânicas.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Óðr – Inspiração e Loucura

O nome “Óðinn” deriva da palavra “óðr”, que pode significar “entendimento”, “senso”, “inspiração” ou mesmo “fúria”, “furor”. Atualmente, autores que buscaram fazer um mapeamento da estrutura da alma do ponto de vista nórdico deram o nome de “Óðr” ao seu aspecto mais elevado, o espírito e a consciência concedidos por Óðinn no momento da criação da humanidade. Este é o meu ponto de vista sobre o Óðr, a forma que ele se manifesta e como podemos entrar em contato com esse aspecto.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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