Cabala Judaica #9: As Cascas e A Fome

Dor, prazer e a retificação do mundo.

Aqui e agora.

Vivemos em uma caixa, de onde só sabemos o que há fora através dos sentidos. Ou essa é a descrição corrente nas últimas décadas ao se falar sobre cabala. Não é um solipsismo. A cabala admite a existência do mundo exterior. O que a cabala nega é a capacidade de conhecer o mundo exterior através dos sentidos. Seria necessário um “sexto sentido”, um sentido não ligado ao plano material, para conseguirmos saber o que realmente há lá fora.

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Jötnar, Þursar – Sobre Gigantes

Na cultura pop, os gigantes costumam a ser retratados como os inimigos dos deuses, que desejam levar caos e destruição a Miðgarðr; porém, um olhar atento sobre a mitologia mostra que este nem sempre é o caso. Analisaremos algumas formas que aparecem nos mitos, e também veremos alguns aspectos práticos sobre estes seres que sempre desempenham um papel importante entre os nórdicos.

Todas as ilustrações deste artigo são de autoria de Nataša Ilinčić

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Landvættir e o culto à natureza

O paganismo considera a Terra (que pode ser chamada de “Jörð” em nórdico antigo, nome também dado à giganta mãe de Þórr) como sagrada, vendo a existência em Miðgarðr como uma dádiva e voltando-se à natureza em culto. Em uma das manifestações mais básicas estão as oferendas aos Landvættir, um dos principais espíritos naturais das tradições germânicas.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Óðr – Inspiração e Loucura

O nome “Óðinn” deriva da palavra “óðr”, que pode significar “entendimento”, “senso”, “inspiração” ou mesmo “fúria”, “furor”. Atualmente, autores que buscaram fazer um mapeamento da estrutura da alma do ponto de vista nórdico deram o nome de “Óðr” ao seu aspecto mais elevado, o espírito e a consciência concedidos por Óðinn no momento da criação da humanidade. Este é o meu ponto de vista sobre o Óðr, a forma que ele se manifesta e como podemos entrar em contato com esse aspecto.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Younger Futhark e Magia Rúnica

Como dito em posts anteriores, existiram mais de um alfabeto rúnico (“futhark“) no decorrer da história, além de diversas variações regionais. Através dos Poemas Rúnicos que chegaram até nós e das mudanças nos próprios nomes usados às runas, é possível entender cada alfabeto como um sistema magístico próprio. Hoje, analisaremos o Younger Futhark  e seus usos.

Imagem destacada: série Vikings/History Channel

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Morte, Pós-Vida e Reencarnação na China

 

 

 

Ao falarmos do oriente, imediatamente nos vem à mente a ideia da reencarnação. Para alguns, conceitos mais complexos – como a roda das reencarnações – também acompanham essa ideia.

Ainda assim, continuando com nossa série sobre as diferenças conceituais entre o oriente e o que se fala do oriente e visto a necessidade de escrever um pouco mais longamente sobre esse tema antes de adentrar no material especializado de medicina tradicional chinesa, decidi escrever um texto introdutório quanto a como as diferentes religiões chinesas interpretam a morte, pós-vida e reencarnação.

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Magia Prática Nórdica

Fonte: Ræveðis

Para os nórdicos, a magia era parte do cotidiano. Não tinham ordens e iniciações – era vista como uma habilidade que poderia ser aprendida por qualquer um que tivesse acesso (normalmente, a nobreza ou famílias tradicionais); por isso, ao invés de uma única palavra significando “magia”, seu idioma antigo possui várias descrevendo práticas bem específicas cada (embora alguns pesquisadores assumam que a palavra “fjölkynngi” – algo como “conhecimento” – seria usada para a magia em geral). Hoje, entenderemos um pouco mais sobre algumas dessas numerosas práticas que chegaram até a nossa época.

Imagem destacada: Ræveðis

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Wyrd&Ørlög – O Destino na Concepção Nórdica

Prostradas na Fonte de Urðr, onde se fincam as raízes da Yggdrasill, estão as três Nornir (singular: Norn) – deusas fiandeiras, regulando e servindo forças tão grandes e absolutas que os próprios deuses estão submetidos à elas. Para os Nórdicos, o Destino era visto de uma forma um tanto diferente da visão que o ocidente está acostumado hoje; ao compreendê-lo, percebemos a forma que os pagãos se relacionam com seus próprios atos e lidam com conseqüências.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Vamos falar sobre Assentamentos

Fala-se muito sobre os assentamentos de guias espirituais. No Brasil o termo é bastante difundido através das religiões de matriz africana como o Candomblé e a Umbanda.

A definição mais comum para o assentamento é a de um conjunto de objetos que carregam simbolicamente elementos arquetípicos que correspondem à alguma entidade, deidade ou egrégora. Sabemos que um altar mágicko, ou mesmo uma pequena estátua, também responderia a esta definição, mas estes costumam ser reconhecidos como “firmeza” pois não carregam todos os signos correspondentes àquela energia que se deseja assentar. Coloca-se desta forma uma diferença sutil entre os termos firmeza e assentamento, mas a grosso modo a sua finalidade é a mesma.

“Assentamento é o local onde são colocados alguns elementos com poderes magísticos, com a finalidade de criar um ponto de proteção, defesa, descarrego e irradiação. Pode ser destinado a uma só força ou poder, ou a várias.” (SARACENI, Rubens. 2014 )

As pessoas falam que os assentamentos pertencem àquelas forças que estão aglomeradas naquele local, ou àquela consciência que se deseja dedicar este ponto de energia, servindo de ponte entre o magista e a energia que ali se firmou. Muito se diz “este é o assentamento de meu orixá de cabeça” ou também “esta é a firmeza de meu Caboclo”. Vamos buscar transcender e aprofundar essa definição, pois ela ainda é superficial.

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