Um conto de Þórrsblót

O Þórrsblót é um festival de inverno normalmente posicionado após a temporada do Jól, que atualmente acabou sendo dedicado à Þórr em seu aspecto de protetor de Miðgarðr. Uma poderosa divindade climática, Þórr era cultuado amplamente pelas camadas mais baixas da sociedade escandinava, sendo um patrono para os fazendeiros e pescadores. Este pequeno conto foi obtido durante uma celebração de Þorrablót, e nos fala não só da natureza do deus como também de questões de fé.

Imagem destacada: Cara Nilsen

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Platinorum Recomenda #3 – O Último Reino

Primeiro volume da série “As Crônicas Saxônicas”, O Último Reino se destaca não apenas por suas cena de batalha como também pelo cuidado que seu autor, Bernard Cornwell, teve ao retratar os costumes das sociedades dinamarquesa e saxã convivendo na Inglaterra do século IX. É muito recomendado para aqueles que querem uma perspectiva histórica sobre o paganismo e um período que ficou gravado em lendas posteriormente.

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O Caminho às Runas

Uma polêmica presente no meio Ásatrú é se existe algum tipo de “iniciação” necessária para usar magia nórdica, especificamente as runas. Normalmente quando falam sobre isso estão pensando em um ritual passado por outra pessoa – algo mais característico de ordens herméticas que do paganismo. Na minha opinião, existe um processo iniciático porém não desta forma; é algo interno, que nos é descrito na sessão do Hávamál chamada de “Rúnatál” (“Canção das Runas”, o trecho entre os versos 138 e 145 do poema). Discutirei aqui o meu ponto de vista sobre o assunto.

Todas as ilustrações deste artigo são de autoria de Nataša Ilinčić (Sim, vemos muito ela por aqui…)

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Jól

O jól (ou yule) era um dos mais importantes festivais (“hátíð” em nórdico antigo) germânicos. Tomava um período de 12 noites e era centrado no solstício de inverno (21 de dezembro no hemisfério norte), sendo depois apropriado pelo cristianismo e transformado no Natal como conhecemos hoje; para os pagãos contemporâneos do hemisfério sul, o festival é deslocado para 21 de junho, sincronizando com a estação. A partir da comparação com o que sabemos da celebração original do jól com a forma que é feita na época atual, vamos refletir sobre os diversos significados que esta importante data nos passa.

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O que caracteriza o Paganismo Germânico?

Muitas pessoas procuram as diretrizes que compõem o paganismo germânico (ou “Ásatrú“, “Forn Sed“, entre muitos outros nomes), aquilo que o estrutura e guia, e assim se voltam para as Nove Nobre Virtudes. Cunhadas na década de 1970 pelo grupo Odinic Rite a partir do Hávamál, considero-as muito gerais e universais para serem tomadas como autenticamente pagãs. Por isso, discutirei aqui o que para mim são as características principais do paganismo germânico, que o diferenciam não apenas de outras religiões como também de outras manifestações pagãs.

Imagem destacada: lemuren

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Jötnar, Þursar – Sobre Gigantes

Na cultura pop, os gigantes costumam a ser retratados como os inimigos dos deuses, que desejam levar caos e destruição a Miðgarðr; porém, um olhar atento sobre a mitologia mostra que este nem sempre é o caso. Analisaremos algumas formas que aparecem nos mitos, e também veremos alguns aspectos práticos sobre estes seres que sempre desempenham um papel importante entre os nórdicos.

Todas as ilustrações deste artigo são de autoria de Nataša Ilinčić

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Landvættir e o culto à natureza

O paganismo considera a Terra (que pode ser chamada de “Jörð” em nórdico antigo, nome também dado à giganta mãe de Þórr) como sagrada, vendo a existência em Miðgarðr como uma dádiva e voltando-se à natureza em culto. Em uma das manifestações mais básicas estão as oferendas aos Landvættir, um dos principais espíritos naturais das tradições germânicas.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Óðr – Inspiração e Loucura

O nome “Óðinn” deriva da palavra “óðr”, que pode significar “entendimento”, “senso”, “inspiração” ou mesmo “fúria”, “furor”. Atualmente, autores que buscaram fazer um mapeamento da estrutura da alma do ponto de vista nórdico deram o nome de “Óðr” ao seu aspecto mais elevado, o espírito e a consciência concedidos por Óðinn no momento da criação da humanidade. Este é o meu ponto de vista sobre o Óðr, a forma que ele se manifesta e como podemos entrar em contato com esse aspecto.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Younger Futhark e Magia Rúnica

Como dito em posts anteriores, existiram mais de um alfabeto rúnico (“futhark“) no decorrer da história, além de diversas variações regionais. Através dos Poemas Rúnicos que chegaram até nós e das mudanças nos próprios nomes usados às runas, é possível entender cada alfabeto como um sistema magístico próprio. Hoje, analisaremos o Younger Futhark  e seus usos.

Imagem destacada: série Vikings/History Channel

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Magia Prática Nórdica

Fonte: Ræveðis

Para os nórdicos, a magia era parte do cotidiano. Não tinham ordens e iniciações – era vista como uma habilidade que poderia ser aprendida por qualquer um que tivesse acesso (normalmente, a nobreza ou famílias tradicionais); por isso, ao invés de uma única palavra significando “magia”, seu idioma antigo possui várias descrevendo práticas bem específicas cada (embora alguns pesquisadores assumam que a palavra “fjölkynngi” – algo como “conhecimento” – seria usada para a magia em geral). Hoje, entenderemos um pouco mais sobre algumas dessas numerosas práticas que chegaram até a nossa época.

Imagem destacada: Ræveðis

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