Os Corvos de Óðinn e a Alma Humana

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Os povos germânicos desenvolveram seus próprios conceitos a respeito de uma estrutura para a alma humana, hoje debatida por diversos autores. Enquanto alguns apresentam estruturas complexas com muitas subdivisões outros apresentam mais simples, sendo possível encontrar até mesmo fazem esquematizações ilustradas. Este estudo pode ser uma boa ferramenta para autoconhecimento, por isso apresento aqui em uma versão mais sucinta e prática.

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Elder Futhark e Magia Rúnica

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Retornando à magia rúnica, hoje falaremos do Elder Futhark – o alfabeto rúnico mais popular entre os praticantes contemporâneos. Composto de 24 runas, foi estruturado a partir dos significados dos nomes de cada uma em proto-germânico e do poema anglo-saxão. Esta é uma rápida apresentação das principais propriedades associadas às runas deste alfabeto.

Imagem destacada: série Vikings/History Channel

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O sofrimento por uma perspectiva pagã

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Muitos estão tocando no ponto do sofrimento e dos desafios que as religiões propõem às pessoas. Embora muitos autores contemporâneos façam sua própria lista de “atitudes” que um pagão deva tomar, discorrem muito pouco sobre o sofrimento ou por que ele existe no mundo – mesmo possuindo algumas fontes antigas girando em torno do tema. Esta é uma reflexão à partir da minha vivência como pagão.

Imagem destacada: “A Morte de Baldr”, por Nataša Ilinčić

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Um conto de Þorrablót

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O Þorrablót é um festival de inverno normalmente posicionado após a temporada do Jól, que atualmente acabou sendo dedicado à Þórr em seu aspecto de protetor de Miðgarðr. Uma poderosa divindade climática, Þórr era cultuado amplamente pelas camadas mais baixas da sociedade escandinava, sendo um patrono para os fazendeiros e pescadores. Este pequeno conto foi obtido durante uma celebração de Þorrablót, e nos fala não só da natureza do deus como também de questões de fé.

Imagem destacada: Cara Nilsen

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Platinorum Recomenda #3 – O Último Reino

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Primeiro volume da série “As Crônicas Saxônicas”, O Último Reino se destaca não apenas por suas cena de batalha como também pelo cuidado que seu autor, Bernard Cornwell, teve ao retratar os costumes das sociedades dinamarquesa e saxã convivendo na Inglaterra do século IX. É muito recomendado para aqueles que querem uma perspectiva histórica sobre o paganismo e um período que ficou gravado em lendas posteriormente.

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O Caminho às Runas

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Uma polêmica presente no meio Ásatrú é se existe algum tipo de “iniciação” necessária para usar magia nórdica, especificamente as runas. Normalmente quando falam sobre isso estão pensando em um ritual passado por outra pessoa – algo mais característico de ordens herméticas que do paganismo. Na minha opinião, existe um processo iniciático porém não desta forma; é algo interno, que nos é descrito na sessão do Hávamál chamada de “Rúnatál” (“Canção das Runas”, o trecho entre os versos 138 e 145 do poema). Discutirei aqui o meu ponto de vista sobre o assunto.

Todas as ilustrações deste artigo são de autoria de Nataša Ilinčić (Sim, vemos muito ela por aqui…)

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Jól

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O Jól (ou Yule, em anglo-saxão) era um dos mais importantes festivais (“hátíð” em nórdico antigo) germânicos. Tomava um período de 12 noites e era centrado no solstício de inverno (21 de dezembro no hemisfério norte), sendo depois apropriado pelo cristianismo e transformado no Natal como conhecemos hoje; para os pagãos contemporâneos do hemisfério sul, o festival é deslocado para 21 de junho, sincronizando com a estação. A partir da comparação com o que sabemos da celebração original do Jól com a forma que é feita na época atual, vamos refletir sobre os diversos significados que esta importante data nos passa.

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Seiðr Prático – Mensagem à Todos os Pagãos

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Ao meu lado na prática da magia nórdica e ritualística pagã germânica, tenho Hugbald; e um de seus focos é na reconstrução do seiðr com base em práticas xamânicas. Com os avanços em nossos rituais, conseguimos contatos com entidades nórdicas que nos ensinam muito; e através de técnicas de incorporação, duas delas passam uma mensagem à todos os pagãos, mas que foi gravada para que possa alcançar também os mais diversos magistas. Ouçam aqui a mensagem que entidades ancestrais desejam que chegue a nós.

Imagem destacada: TavenerScholar

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O que caracteriza o Paganismo Germânico?

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Muitas pessoas procuram as diretrizes que compõem o paganismo germânico (ou “Ásatrú”, “Forn Sed”, entre muitos outros nomes), aquilo que o estrutura e guia, e assim se voltam para as Nove Nobre Virtudes. Cunhadas na década de 1970 pelo grupo Odinic Rite a partir do Hávamál, considero-as muito gerais e universais para serem tomadas como autenticamente pagãs. Por isso, discutirei aqui o que para mim são as características principais do paganismo germânico, que o diferenciam não apenas de outras religiões como também de outras manifestações pagãs.

Imagem destacada: lemuren

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Jötnar, Þursar – Sobre Gigantes

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Na cultura pop, os gigantes costumam a ser retratados como os inimigos dos deuses, que desejam levar caos e destruição a Miðgarðr; porém, um olhar atento sobre a mitologia mostra que este nem sempre é o caso. Analisaremos algumas formas que aparecem nos mitos, e também veremos alguns aspectos práticos sobre estes seres que sempre desempenham um papel importante entre os nórdicos.

Todas as ilustrações deste artigo são de autoria de Nataša Ilinčić

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