O Holobionte e a Practognose

Holobionte: ser vivo (teórico) formado pela soma de organismos (micro e macro) que estão em simbiose. Nós, nossas bactérias e nossos vermes.

A discussão sobre o conceito não é tanto se a teoria está correta, mas, sim, se ela é necessária. Não vale a pena simplesmente aceitarmos que consciência e decisão não são tão individuais assim?

Practognose: conhecimento prático e corporal que precisa ser acessado sem a consciência/cognição, porque é interrompido por processos cognitivos conscientes. Quem dança ou pratica artes marciais entende bem o conceito.

O termo foi cunhado por Merleau-Ponty, mas não costuma ser muito utilizado fora de estudos específicos. É mais fácil encontrar o termo “apractognose”: incapacidade de por em prática habilidades motoras, como vestir as roupas. Diferente de falta de coordenação motora ou falta de cognição, a apractognose aparece na aplicação da ação nessas habilidades do dia-a-dia, que deveríamos ser capazes de fazer sem problemas, mas que, por algum motivo, quem sofre de apractognose não é capaz de completar.

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O Despertar ao Amanhecer

O equinócio de primavera marca o despertar da terra e o início da semeadura. Dentro de uma ritualística sazonal, observar o início dessa estação também significa o momento em que a energia telúrica tomará seu espectro diurno e conduzirá tudo à uma postura ativa. Discutiremos as bases dos rituais sazonais e dos mistérios da movimentação natural com base nas Libações de Primavera.

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O Orvalho da Yggdrasill, o Dragão e o Destino

Existe um mito sobre as Nornir (a tríade do Destino no panteão nórdico) onde além (ou “ao invés”) do papel de fiandeiras seria de sua ocupação regar as raízes da Yggdrasill. Embora já tenhamos analisado a Wyrd em textos anteriores, discutiremos os símbolos usados por esse mito para explicar este conceito que muitas vezes pode soar confuso. Recomendo (re)ler o texto anterior, para se familiarizar não apenas com a noção nórdica de Destino como também com os termos que serão usados.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić. Sim, a mesma do artigo anterior; porque não achei nenhuma outra que me agradasse tanto quanto…

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A Canção Silenciosa das Runas

Quando lemos a palavra “runa” atualmente, logo pensamos nos antigos alfabetos germânicos e na sua atual associação com forças magísticas. É atribuído um caráter sagrado e mistificado aos caracteres, muitas vezes se alegando um embasamento em lendas e poemas. Porém, quando olhamos estes textos em seu idioma original e verificamos usos antigos para a palavra “rún”, podemos obter uma nova interpretação que vai além de uma ideia sobre “letras mágicas” e abre muitas possibilidades.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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