Práticas Pagãs e a Religião Popular Chinesa

(Texto retirado do site Benebell Wen, de autoria da própria e traduzido por Ravn. Assim como Wen, também me sinto fascinado com as semelhanças entre as religiões pagãs européias e as populares asiáticas e gostaria muito que o painel de debate proposto no texto ocorresse. A visão de paganismo da autora é enviesada principalmente por correntes modernas, podendo conflitar com a apresentada por mim aqui no Platinorum – conforme é avisado por ela, trata-se de um ponto de vista externo.)

Eu não tenho os graus acadêmicos que me qualificariam para escrever sobre qualquer uma dessas coisas, então por favor entendam que estou escrevendo minhas observações dentro de um contexto não-especializado. Recentemente tenho estado fascinada com sistemas de crença pagãos e neo-pagãos, principalmente por como o paganismo é surpreendentemente similar a religião popular chinesa baseada no taoísmo.

(Imagem destacada: uma Roda do Ano neo-pagã e um calendário astrológico chinês)

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Os Vikings nunca foram a linhagem pura de raça superior que os supremacistas brancos gostam de retratar

(Este texto é de autoria de Clare Downham e publicado originalmente em inglês no site “The Conversation“, traduzido por Ravn com permissão da própria)

A palavra “viking” entrou no Inglês Moderno em 1807, em uma época de nacionalismo crescente e construção de império. Nas décadas que se seguiram, estereótipos duradouros sobre os vikings se desenvolveram, como que usavam elmos chifrudos e pertenciam a uma sociedade onde apenas os homens possuíam prestígio social.

Durante o século 19, vikings eram exaltados como protótipos e figuras ancestrais aos colonialistas europeus. A ideia se enraizou como uma raça superior germânica, alimentada por teorias científicas rudimentares e nutrida pela ideologia nazista na década de 1930. Estas teorias já foram derrubadas a muito tempo, apesar a noção de pureza étnica dos vikings ainda parece ter apelo popular – e é abraçada por supremacistas brancos.

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O Dao

O que é o Dao (Tao)?

Porquê se chama Dao?

Como o alcançar?

Essas são algumas das perguntas que o interessado em esoterismo chinês pode se fazer, logo que houve as primeiras palavras a respeito do Daoismo.

É importante compreenser que esse sistema religioso/magístico surgiu como uma reação. Uma reação à perseguição e destruição de toda uma Era.

Entendamos, e talvez possamos responder a essas perguntas.

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O Sagrado na Natureza

Estamos em uma época de altíssima ameaça à Natureza, com líderes que negam o aquecimento global e eventos resultando da nossa negligência como os rompimentos de barragens. Um dos principais focos que alicerçam o heathenismo é o culto à Natureza, e uma preocupação diante toda a situação atual (junto de uma mudança de postura) é essencial dentro de uma prática pagã. Porém, o que queremos dizer com este “culto”? Como é que enxergamos a manifestação do Sagrado dentro da Natureza, e como uma postura mais tradicionalista pode se diferir de uma moderna? Vamos discutir.

Imagem destacada: o “Espírito da Floresta” de Princesa Mononoke, filme que apesar de ser asiático reflete muito da relação pagã com a Natureza.

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Levítico 18 e o sexo

Alguns pontos rápidos:

Primeiro: é um texto de — pelo menos — 25 séculos atrás.

Segundo: não se lê Levítico 18 sozinho (ou Vaiykrá 18). O capítulo faz parte da Parasha Acharê, na qual fazem parte os capítulos 16, 17 e 18. Esses capítulos apresentam uma série de mandamentos (mitzvot) positivos e negativos. Ou seja, diz o que um judeu deve e não deve fazer.

Terceiro: “Ein apotropos le arayot— ninguém é guardião da sexualidade de ninguém.

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O Ragnarök nosso de cada dia

Desta vez falaremos sobre um tema popular da mitologia: o Ragnarök (“Crepúsculo dos Deuses”). Temos inúmeras adaptações do mito tanto em modelos de contos quanto na cultura pop, sempre como um evento assombroso e apocalíptico e muitas vezes assumindo um tom parecido com o do “Mito de Édipo” grego; os deuses teriam medo dessa profecia, e atos que visavam a evitar são justamente o que a desencadeiam. Vamos debater um pouco esta visão em relação ao que é apresentado nas Eddas e tentar extrair algo dele para o nosso cotidiano.

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