Porque estudar oráculos

A habilidade de “prever o futuro” ou “ler a sorte” sobre foi associada com magistas; em certos idiomas a origem de palavras que em português se traduzem para “feiticeiro” ou “bruxo” vêm de algo que designava ou adivinho ou oráculo (como “sorcerer” do inglês, que se deriva de “sors” – palavra latina que designava a resposta de um oráculo). Ainda hoje, é muito comum que um magista iniciante procurando orientação em grupos seja indicado a buscar um oráculo e estudá-lo em profundidade.

Mas por quê afinal esta habilidade é tão importante? Onde ela impacta no desenvolvimento e prática do magista? E afinal: como é que os oráculos funcionam? Irei expor aqui meu ponto de vista sobre essas questões.

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Eliza e o sentido da vida

  • Andando na rua, um pássaro traz uma mensagem.
  • As nuvens te lembram de ovelhas da fazenda da infância, ligas para um amigo com quem não fala há tempos, e ele agora precisa de sua ajuda. Ou companhia para uma conversa.
  • Na dúvida de aceitar um trampo novo, tu vês um ônibus com propaganda de curso de pós-graduação. É o caminho que tu queres seguir. Figurativamente e literalmente, afinal é o ônibus que te leva para casa.
  • Todos nós já lemos cartas de Tarot.
  • Alguns de nós conhecem as Runas.
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Bibliografia Recomendada

Estamos organizando esta página com recomendações de livros para o estudo mágico. Buscamos livros que tenham edição brasileira e estejam disponíveis na Amazon, todos com links (que ajudarão o Platinorum caso seja concluída uma compra iniciada através deles). Também estão incluídos alguns livros cuja edição digital foi disponibilizada gratuitamente pelo autor. Quando estes livros já tiverem sido detalhados em um post de recomendação, também deixaremos o link para ele!

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Magia Mental

Um bom momento a todos os leitores.

Se considerarmos que magia é toda alteração da realidade através do exercício da vontade, então toda oração é magia,  eu sei que é polêmica essa afirmação, mas se enquadra bem, dentro dessa definição.

Isso me faz pensar e compartilhar com vocês a ideia de magia mental, podendo ser dois casos distintos, sendo o primeiro a magia gerada na mente e o segundo a magia que afeta a mente, nesse texto eu vou me focar na magia gerada na mente.

Ela é essencialmente mais difícil que magias de outras vertentes como, por exemplo, a magia cerimonial,  mas porquê disso?

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Da evocação de novas entidades

Um bom momento a todos os leitores.

Nesta primeira peça que escrevo neste distinto espaço, gostaria de expressar meus pensamentos sobre a evocação de entidades, que não são catalogadas em fontes públicas ou facilmente acessíveis deste tipo de conhecimento.

Começo com a dúvida do porque tentar evocar uma entidade nova se existem grimórios e procedimentos religiosos ancorados em tradições e fé, e minha resposta para isso seria a mesma que uma pessoa daria do porque contratar um especialista em uma área e não outro.

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A Força, Hércules, a Bela e a Fera e J-RPG

Os Arcanos do tarot são arquetípicos, podendo se manifestar como personagens específicos, cenas ou mesmo o tema de contos inteiros. O arcano d’A Força possui diferentes formas de representação em todas estas formas, e pode ser visto até mesmo como uma expressão do método de busca de algumas linhas magísticas. Analisaremos aqui alguns destes diversos modos que foi retratado, traçando os paralelos entre eles.

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Cabala Judaica #8: A Sabedoria Contemplativa (meditação cabalística)

Chokhmah Nistaroth

A expressão do dia é chokhmah nistaroth: a sabedoria contemplativa. As primeiras letras (chet e nun) formam chen, graça.

Há pouca evidência registrada sobre o funcionamento da meditação no judaísmo, exceto nos círculos fechados de estudos sobre cabala, claro. Especificamente, em grupos com linhagem bem definida. Não é exatamente segredo, é só uma daquelas coisas difíceis de explicar para quem está de fora.

Aqui vemos a cabala em sua essência:

  • Cabala (kabalah: quf, bet, lamed, he) = 137
  • Sabedoria (chokhmah: caf, chet, mem, he) = 73
  • Profecia (nebuw’ah: nun, bet, vav, alef, he) = 64

Cabala = Sabedoria + Profecia

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Younger Futhark e Magia Rúnica

Como dito em posts anteriores, existiram mais de um alfabeto rúnico (“futhark“) no decorrer da história, além de diversas variações regionais. Através dos Poemas Rúnicos que chegaram até nós e das mudanças nos próprios nomes usados às runas, é possível entender cada alfabeto como um sistema magístico próprio. Hoje, analisaremos o Younger Futhark  e seus usos.

Imagem destacada: série Vikings/History Channel

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Morte, Pós-Vida e Reencarnação na China

 

 

 

Ao falarmos do oriente, imediatamente nos vem à mente a ideia da reencarnação. Para alguns, conceitos mais complexos – como a roda das reencarnações – também acompanham essa ideia.

Ainda assim, continuando com nossa série sobre as diferenças conceituais entre o oriente e o que se fala do oriente e visto a necessidade de escrever um pouco mais longamente sobre esse tema antes de adentrar no material especializado de medicina tradicional chinesa, decidi escrever um texto introdutório quanto a como as diferentes religiões chinesas interpretam a morte, pós-vida e reencarnação.

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Wyrd&Ørlög – O Destino na Concepção Nórdica

Prostradas na Fonte de Urðr, onde se fincam as raízes da Yggdrasill, estão as três Nornir (singular: Norn) – deusas fiandeiras, regulando e servindo forças tão grandes e absolutas que os próprios deuses estão submetidos à elas. Para os Nórdicos, o Destino era visto de uma forma um tanto diferente da visão que o ocidente está acostumado hoje; ao compreendê-lo, percebemos a forma que os pagãos se relacionam com seus próprios atos e lidam com conseqüências.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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