A Essência da Tradição

A palavra “tradição” nos remete a um apego a um cânone de um determinado grupo, que é passado de geração em geração. Atualmente ela se vê manchada por uma relação com o conservadorismo (que visa tornar este cânone imutável, o que muitas vezes o faz ficar obsoleto quanto a mudanças sociais e gerar problemas), e dentro do meio ocultista protagonizando embates (sobre a necessidade de um cinto de couro de leão) entre magos que se debruçam sobre pantáculos salomônicos e aqueles pragmáticos e pós-modernistas que se denomeiam “caotes”. Tudo isso são reflexos do aspecto mais superficial da “tradição”; buscaremos aqui um mais profundo, que por falta de termos adequados será referido como “Tradição” (com inicial maiúscula).

Imagem destacada: Obon Matsuri, festival tradicional japonês

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Demônios imaginados: os Shamashim

Em Chanuka, o costume judaico é acender um candelabro, chamado chanukiah, com oito velas. Chanuka é uma festividade de 8 dias. A cada noite acendem-se o número de velas do dia respectivo. Uma na primeira noite, duas na segunda noite, três na terceira… Mas, se você prestar atenção, verá que as representações da chanukiah têm 8 velas. A chanukiah de verdade tem 9 velas. A nona vela é chamada de shamash.

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Médium ou Adepto?

Se tem algo que me irrita no hermetismo é como ele desfaz daquilo que desconhece ou que pode potencialmente diminuir seu valor auto-percebido.

Por isso, tomei alguns minutos para, assim como fiz com Blavatsky (que, aliás, estava a toda nessa onda), comentar um pouco sobre a visão hermética da mediunidade.

Como estudante de hermetismo por um bom período, acupunturista e médium, tenho algumas coisas a falar a respeito – afinal, frequentei ambos os meios.

Vamos a isso.

 

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Vou buscar fama entre deuses esquecidos…

As pessoas buscam fama na internet, porque, no fundo, não acreditam.

Não acreditam que seus crochês são bem costurados, que suas sobrancelhas foram bem desenhadas, que leram os livros certos, que o que fazem da vida é importante. Precisam confirmar que estão certos.

Aos berros, querem convencer que nazismo é de esquerda, que a Terra é plana, que migrantes a pé são um Walking Dead da vida real, que vencedores de Reality Shows são pessoas legais, que, se eles não podem abortar, ninguém mais pode, que todos devem se sentir culpados por gostar de mais de uma pessoa que de outras, que o sapato de solado vermelho é sempre do mesmo número mas serve em todo pé.

Precisam impor justiça, porque seu deus é impotente.

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