Uma via Draconiana

 

Supostos praticantes do Caminho da Mão Esquerda usam este rótulo apenas para suprir alguma necessidade emocional. Tentam criar uma imagem falsa de si mesmo para o mundo, buscam relevância, mostram-se como malvados e poderosos. Pobres almas… apenas estão projetando os buracos do seu subconsciente. Eu apenas digo, este é o caminho do silêncio, pois na busca da imortalidade da mente, pouco importa o que o outro pensa de você.

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O que caracteriza o Paganismo Germânico?

Muitas pessoas procuram as diretrizes que compõem o paganismo germânico (ou “Ásatrú“, “Forn Sed“, entre muitos outros nomes), aquilo que o estrutura e guia, e assim se voltam para as Nove Nobre Virtudes. Cunhadas na década de 1970 pelo grupo Odinic Rite a partir do Hávamál, considero-as muito gerais e universais para serem tomadas como autenticamente pagãs. Por isso, discutirei aqui o que para mim são as características principais do paganismo germânico, que o diferenciam não apenas de outras religiões como também de outras manifestações pagãs.

Imagem destacada: lemuren

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A VIBRAÇÃO DOS NOMES DIVINOS.

Vamos continuar a dissecar o Liber O Vel Manus et Sargitae. Vimos anteriormente a Assumção de Forma Deus e sua importância para o magista, o assunto ainda não foi completamente explorado, porém temos de ir adiante.

Lembrando o que Crowley disse:

Existem três importantes práticas conectadas a todas as formas de cerimônia ( mais dois métodos que discutiremos posteriormente ):

a- Assunção de Formas-Deus.

b – Vibração dos Nomes Divinos

c – Rituais de Banimento e Invocação.

 

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Exemplos de Assunção Forma -Deus.

Para finalizar o texto anterior irei narrar dois fatos experimentados por mim. Ambos retirados de meus diários mágicos, vou omitir as datas astrológicas e profanas, mas o resto está tudo ai.

Exemplo 1: Assunção da Forma –Deus de Ogum para reconsagrar minha espada cerimonial.

Objetivo: Reconsagrar minha arma elemental do Ar dando a ela uma característica mais bélica. Para isso acreditei ser melhor assumir a Forma –Deus de Ogum, é uma divindade que possuo intimidade e também é de um panteão que possuo um conhecimento bom. Dentre as características busquei lembrar-me de Ogum como ferreiro, guerreiro e generoso com seus comandados. A figura de Ogum Megê-Megê serve muito bem por ser mais velho e sábio, um estrategista racional. E também por Ele ser temido pelos espíritos maléficos e mal intencionados. Qualidades essenciais para minha espada: Ar, Razão, Ser temida pelo mal.

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Óðr – Inspiração e Loucura

O nome “Óðinn” deriva da palavra “óðr”, que pode significar “entendimento”, “senso”, “inspiração” ou mesmo “fúria”, “furor”. Atualmente, autores que buscaram fazer um mapeamento da estrutura da alma do ponto de vista nórdico deram o nome de “Óðr” ao seu aspecto mais elevado, o espírito e a consciência concedidos por Óðinn no momento da criação da humanidade. Este é o meu ponto de vista sobre o Óðr, a forma que ele se manifesta e como podemos entrar em contato com esse aspecto.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Muitas Almas, Um Só Corpo

Ao falarmos da China antiga, devemos ter em mente que a separação entre corpo e alma não era vista como algo definitivo. O corpo e a alma se conectam, trocam substâncias entre si e se influenciam mutuamente. Nesse sentido, a interpretação que passarei aqui – a das cinco almas – é aquela usada na acupuntura conforme me foi ensinada. Há outras interpretações, com números maiores ou menores de almas, mas não entrarei no mérito de discutir aquilo que não estudei profundamente.

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Younger Futhark e Magia Rúnica

Como dito em posts anteriores, existiram mais de um alfabeto rúnico (“futhark“) no decorrer da história, além de diversas variações regionais. Através dos Poemas Rúnicos que chegaram até nós e das mudanças nos próprios nomes usados às runas, é possível entender cada alfabeto como um sistema magístico próprio. Hoje, analisaremos o Younger Futhark  e seus usos.

Imagem destacada: série Vikings/History Channel

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Assunção de Forma-Deus

Existem três importantes práticas conectadas a todas as formas de cerimônia ( mais dois métodos que discutiremos posteriormente):

       a- Assunção de Formas-Deus.
       b – Vibração dos Nomes Divinos
       c – Rituais de Banimento e Invocação.

Aleister Crowley, Liber O Vel Manus Et Sargitae

A prática mágica está conectada à criatividade, arte, e consequentemente ao teatro. Muitas das cerimônias mágicas são peças teatrais muito bem articuladas, onde os participantes representam um papel importante e as falas, gestos e movimentações são de um profundo significado. Os Oficiais da Golden Dawn representavam papéis dos Deuses Egípcios em muitas das suas cerimônias.  É comum em cultos afros os praticantes serem possuídos por seus Deuses assim como em outros cultos do êxtase, apesar dos estudiosos afirmarem que, no Candomblé, por exemplo, o Orixá não é um espírito, e sim uma divindade pessoal do iniciado, representante de uma força subconsciente, de sua ancestralidade e potencialidade. Crowley, em seu Liber O, cita a Assunção de Formas-Deus como a primeira de três práticas que o mago deve ter completo domínio.

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Morte, Pós-Vida e Reencarnação na China

 

 

 

Ao falarmos do oriente, imediatamente nos vem à mente a ideia da reencarnação. Para alguns, conceitos mais complexos – como a roda das reencarnações – também acompanham essa ideia.

Ainda assim, continuando com nossa série sobre as diferenças conceituais entre o oriente e o que se fala do oriente e visto a necessidade de escrever um pouco mais longamente sobre esse tema antes de adentrar no material especializado de medicina tradicional chinesa, decidi escrever um texto introdutório quanto a como as diferentes religiões chinesas interpretam a morte, pós-vida e reencarnação.

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Magia Prática Nórdica

Fonte: Ræveðis

Para os nórdicos, a magia era parte do cotidiano. Não tinham ordens e iniciações – era vista como uma habilidade que poderia ser aprendida por qualquer um que tivesse acesso (normalmente, a nobreza ou famílias tradicionais); por isso, ao invés de uma única palavra significando “magia”, seu idioma antigo possui várias descrevendo práticas bem específicas cada (embora alguns pesquisadores assumam que a palavra “fjölkynngi” – algo como “conhecimento” – seria usada para a magia em geral). Hoje, entenderemos um pouco mais sobre algumas dessas numerosas práticas que chegaram até a nossa época.

Imagem destacada: Ræveðis

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