Metamorfoses e a Alma Humana

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Primeiramente, analisamos aspectos internos na alma humana sob o ponto de vista nórdico – sendo estes principalmente o Hügr (“pensamento”, a percepção sensorial e analítica), a Münr (“memória”, o depósito da identidade) e o Óðr (“inspiração”, a consicência elevada, analisada em artigo próprio). Agora, analisaremos dois aspectos mais externos, compreendendo também algumas crenças germânicas sobre projeção astral e mudanças de forma.

Imagem destacada: Stephanie Lostimolo

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Os Corvos de Óðinn e a Alma Humana

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Os povos germânicos desenvolveram seus próprios conceitos a respeito de uma estrutura para a alma humana, hoje debatida por diversos autores. Enquanto alguns apresentam estruturas complexas com muitas subdivisões outros apresentam mais simples, sendo possível encontrar até mesmo fazem esquematizações ilustradas. Este estudo pode ser uma boa ferramenta para autoconhecimento, por isso apresento aqui em uma versão mais sucinta e prática.

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Elder Futhark e Magia Rúnica

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Retornando à magia rúnica, hoje falaremos do Elder Futhark – o alfabeto rúnico mais popular entre os praticantes contemporâneos. Composto de 24 runas, foi estruturado a partir dos significados dos nomes de cada uma em proto-germânico e do poema anglo-saxão. Esta é uma rápida apresentação das principais propriedades associadas às runas deste alfabeto.

Imagem destacada: série Vikings/History Channel

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O Caminho às Runas

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Uma polêmica presente no meio Ásatrú é se existe algum tipo de “iniciação” necessária para usar magia nórdica, especificamente as runas. Normalmente quando falam sobre isso estão pensando em um ritual passado por outra pessoa – algo mais característico de ordens herméticas que do paganismo. Na minha opinião, existe um processo iniciático porém não desta forma; é algo interno, que nos é descrito na sessão do Hávamál chamada de “Rúnatál” (“Canção das Runas”, o trecho entre os versos 138 e 145 do poema). Discutirei aqui o meu ponto de vista sobre o assunto.

Todas as ilustrações deste artigo são de autoria de Nataša Ilinčić (Sim, vemos muito ela por aqui…)

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Seiðr Prático – Mensagem à Todos os Pagãos

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Ao meu lado na prática da magia nórdica e ritualística pagã germânica, tenho Hugbald; e um de seus focos é na reconstrução do seiðr com base em práticas xamânicas. Com os avanços em nossos rituais, conseguimos contatos com entidades nórdicas que nos ensinam muito; e através de técnicas de incorporação, duas delas passam uma mensagem à todos os pagãos, mas que foi gravada para que possa alcançar também os mais diversos magistas. Ouçam aqui a mensagem que entidades ancestrais desejam que chegue a nós.

Imagem destacada: TavenerScholar

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O que caracteriza o Paganismo Germânico?

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Muitas pessoas procuram as diretrizes que compõem o paganismo germânico (ou “Ásatrú”, “Forn Sed”, entre muitos outros nomes), aquilo que o estrutura e guia, e assim se voltam para as Nove Nobre Virtudes. Cunhadas na década de 1970 pelo grupo Odinic Rite a partir do Hávamál, considero-as muito gerais e universais para serem tomadas como autenticamente pagãs. Por isso, discutirei aqui o que para mim são as características principais do paganismo germânico, que o diferenciam não apenas de outras religiões como também de outras manifestações pagãs.

Imagem destacada: lemuren

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Óðr – Inspiração e Loucura

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O nome “Óðinn” deriva da palavra “óðr”, que pode significar “entendimento”, “senso”, “inspiração” ou mesmo “fúria”, “furor”. Atualmente, autores que buscaram fazer um mapeamento da estrutura da alma do ponto de vista nórdico deram o nome de “Óðr” ao seu aspecto mais elevado, o espírito e a consciência concedidos por Óðinn no momento da criação da humanidade. Este é o meu ponto de vista sobre o Óðr, a forma que ele se manifesta e como podemos entrar em contato com esse aspecto.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Younger Futhark e Magia Rúnica

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Como dito em posts anteriores, existiram mais de um alfabeto rúnico (“futhark“) no decorrer da história, além de diversas variações regionais. Através dos Poemas Rúnicos que chegaram até nós e das mudanças nos próprios nomes usados às runas, é possível entender cada alfabeto como um sistema magístico próprio. Hoje, analisaremos o Younger Futhark  e seus usos.

Imagem destacada: série Vikings/History Channel

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Magia Prática Nórdica

Fonte: Ræveðis

Para os nórdicos, a magia era parte do cotidiano. Não tinham ordens e iniciações – era vista como uma habilidade que poderia ser aprendida por qualquer um que tivesse acesso (normalmente, a nobreza ou famílias tradicionais); por isso, ao invés de uma única palavra significando “magia”, seu idioma antigo possui várias descrevendo práticas bem específicas cada (embora alguns pesquisadores assumam que a palavra “fjölkynngi” – algo como “conhecimento” – seria usada para a magia em geral). Hoje, entenderemos um pouco mais sobre algumas dessas numerosas práticas que chegaram até a nossa época.

Imagem destacada: Ræveðis

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Wyrd&Ørlög – O Destino na Concepção Nórdica

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Prostradas na Fonte de Urðr, onde se fincam as raízes da Yggdrasill, estão as três Nornir (singular: Norn) – deusas fiandeiras, regulando e servindo forças tão grandes e absolutas que os próprios deuses estão submetidos à elas. Para os Nórdicos, o Destino era visto de uma forma um tanto diferente da visão que o ocidente está acostumado hoje; ao compreendê-lo, percebemos a forma que os pagãos se relacionam com seus próprios atos e lidam com conseqüências.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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