Práticas Pagãs e a Religião Popular Chinesa

(Texto retirado do site Benebell Wen, de autoria da própria e traduzido por Ravn. Assim como Wen, também me sinto fascinado com as semelhanças entre as religiões pagãs européias e as populares asiáticas e gostaria muito que o painel de debate proposto no texto ocorresse. A visão de paganismo da autora é enviesada principalmente por correntes modernas, podendo conflitar com a apresentada por mim aqui no Platinorum – conforme é avisado por ela, trata-se de um ponto de vista externo.)

Eu não tenho os graus acadêmicos que me qualificariam para escrever sobre qualquer uma dessas coisas, então por favor entendam que estou escrevendo minhas observações dentro de um contexto não-especializado. Recentemente tenho estado fascinada com sistemas de crença pagãos e neo-pagãos, principalmente por como o paganismo é surpreendentemente similar a religião popular chinesa baseada no taoísmo.

(Imagem destacada: uma Roda do Ano neo-pagã e um calendário astrológico chinês)

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O Sagrado na Natureza

Estamos em uma época de altíssima ameaça à Natureza, com líderes que negam o aquecimento global e eventos resultando da nossa negligência como os rompimentos de barragens. Um dos principais focos que alicerçam o heathenismo é o culto à Natureza, e uma preocupação diante toda a situação atual (junto de uma mudança de postura) é essencial dentro de uma prática pagã. Porém, o que queremos dizer com este “culto”? Como é que enxergamos a manifestação do Sagrado dentro da Natureza, e como uma postura mais tradicionalista pode se diferir de uma moderna? Vamos discutir.

Imagem destacada: o “Espírito da Floresta” de Princesa Mononoke, filme que apesar de ser asiático reflete muito da relação pagã com a Natureza.

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A Canção Silenciosa das Runas

Quando lemos a palavra “runa” atualmente, logo pensamos nos antigos alfabetos germânicos e na sua atual associação com forças magísticas. É atribuído um caráter sagrado e mistificado aos caracteres, muitas vezes se alegando um embasamento em lendas e poemas. Porém, quando olhamos estes textos em seu idioma original e verificamos usos antigos para a palavra “rún”, podemos obter uma nova interpretação que vai além de uma ideia sobre “letras mágicas” e abre muitas possibilidades.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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As Chaves e suas Fechaduras

Um símbolo é, em primeiro lugar, um grafismo ou ícone; aquilo que ele irá significar depende de lugar, época, contexto. Tendo isto em mente, podemos deduzir que o sagrado para um sistema não é o símbolo em si, mas sim aquilo que estamos buscando através deles. Tornamo-os chaves, meios simples de abrir um imenso repertório de imagens e sensações – é por isso que dizemos que “o Segredo protege a si mesmo”, conhecer os símbolos é inútil sem consciência daquilo a que se deve remeter. Logo, um sistema com simbologia similar ou mesmo igual a outro pode estar lidando com energias completamente diferentes – e para ilustrar essa ideia, farei uma análise partindo da iconografia nórdica com que trabalho.

Imagem destacada: “Vejviser lønnøgle”, arte de Ræveðis

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