O Orvalho da Yggdrasill, o Dragão e o Destino

Existe um mito sobre as Nornir (a tríade do Destino no panteão nórdico) onde além (ou “ao invés”) do papel de fiandeiras seria de sua ocupação regar as raízes da Yggdrasill. Embora já tenhamos analisado a Wyrd em textos anteriores, discutiremos os símbolos usados por esse mito para explicar este conceito que muitas vezes pode soar confuso. Recomendo (re)ler o texto anterior, para se familiarizar não apenas com a noção nórdica de Destino como também com os termos que serão usados.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić. Sim, a mesma do artigo anterior; porque não achei nenhuma outra que me agradasse tanto quanto…

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As Chaves e suas Fechaduras

Um símbolo é, em primeiro lugar, um grafismo ou ícone; aquilo que ele irá significar depende de lugar, época, contexto. Tendo isto em mente, podemos deduzir que o sagrado para um sistema não é o símbolo em si, mas sim aquilo que estamos buscando através deles. Tornamo-os chaves, meios simples de abrir um imenso repertório de imagens e sensações – é por isso que dizemos que “o Segredo protege a si mesmo”, conhecer os símbolos é inútil sem consciência daquilo a que se deve remeter. Logo, um sistema com simbologia similar ou mesmo igual a outro pode estar lidando com energias completamente diferentes – e para ilustrar essa ideia, farei uma análise partindo da iconografia nórdica com que trabalho.

Imagem destacada: “Vejviser lønnøgle”, arte de Ræveðis

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Quem tem medo do Abismo?

“Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha de volta para você”, diz o cliché de Nietzsche. Não apenas filósofos como muitos autores magistas se debruçaram sobre o assustador “Abismo” presente no Universo e no interior de nossas Mentes. Seria um local ilusivo, confuso e sombrio – porém também detentor de um imenso potencial oculto. Exploraremos algumas de suas concepções, com uma ênfase nos pontos de vista draconiano e hermético.

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Magia Cotidiana e Práticas Diárias

Muito lemos sobre a necessidade da prática diária na magia, porém em contrapartida que procedimentos magísticos devem ser complexos e exigem concentração profunda. Por essa lógica, mesmo um exercício só poderia ocorrer em um momento reservado e tranquilo, e jamais poderíamos executar um feitiço enquanto andamos na rua ou estamos no transporte público por exemplo; porém, existem meios para isto que são importantes meios de desenvolver controle e Imaginação. Veremos alguns deles, como sugestões de exercícios práticos.

Imagem destacada: ilustração do jogo Mage: The Awakening; magia e gnosis mesmo no meio da rua!

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A Serpente, a Magia e o Descontrole

Na Via Draconiana, é muito usual escolher uma serpente como uma analogia para a magia. Esta serpente é como uma força intensa, com o qual é possível tentar negociar mas jamais domar; o caminho dela segue uma tendência, mas nunca é previsível. Quanto mais compreendemos essa serpente, mais selvagem e descontrolada ela se torna; o que pode fazer esta animal já perigoso por si só soar ainda mais ameaçador, nunca sabemos quando seu bote irá se voltar contra nós.

Porém, diferente de outras linhas, esta falta de controle sobre a magia é vista sob um viés positivo no Caminho da Mão Esquerda.

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