As Chaves e suas Fechaduras

Um símbolo é, em primeiro lugar, um grafismo ou ícone; aquilo que ele irá significar depende de lugar, época, contexto. Tendo isto em mente, podemos deduzir que o sagrado para um sistema não é o símbolo em si, mas sim aquilo que estamos buscando através deles. Tornamo-os chaves, meios simples de abrir um imenso repertório de imagens e sensações – é por isso que dizemos que “o Segredo protege a si mesmo”, conhecer os símbolos é inútil sem consciência daquilo a que se deve remeter. Logo, um sistema com simbologia similar ou mesmo igual a outro pode estar lidando com energias completamente diferentes – e para ilustrar essa ideia, farei uma análise partindo da iconografia nórdica com que trabalho.

Imagem destacada: “Vejviser lønnøgle”, arte de Ræveðis

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Pratical Magic: Case 1 – Of the Evocation and Invocation of Scrooge McDuck.

A good time to all readers.

Since its creation by Carl Barks at the end of the 40s, the character Uncle Scrooge, has been an example of successful capitalist, a winner by their own efforts and an advertisement for generations of children on meritocracy.

He is the richest duck in the world, a successful dealer in any areas that venture, making the set of ideas that accounts for the title of Uncle Scrooge a powerful force if evoked.

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Magia Prática: Caso 1 – Da Evocação e Invocação de Patinhas McPato.

Um bom momento a todos os leitores.

Desde sua criação por Carl Barks, no final da década de 40, o personagem Tio Patinhas, tem sido um exemplo de capitalista bem sucedido, de um vencedor por seus próprios esforços e uma propaganda para gerações de crianças, sobre a meritocracia.

Ele é o pato mais rico do mundo, um negociante bem sucedido em quaisquer áreas que se aventure, tornando o conjunto de ideias que responde pelo título de Tio Patinhas uma força poderosa se evocada.

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Da evocação de novas entidades

Um bom momento a todos os leitores.

Nesta primeira peça que escrevo neste distinto espaço, gostaria de expressar meus pensamentos sobre a evocação de entidades, que não são catalogadas em fontes públicas ou facilmente acessíveis deste tipo de conhecimento.

Começo com a dúvida do porque tentar evocar uma entidade nova se existem grimórios e procedimentos religiosos ancorados em tradições e fé, e minha resposta para isso seria a mesma que uma pessoa daria do porque contratar um especialista em uma área e não outro.

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Magia Cotidiana e Práticas Diárias

Muito lemos sobre a necessidade da prática diária na magia, porém em contrapartida que procedimentos magísticos devem ser complexos e exigem concentração profunda. Por essa lógica, mesmo um exercício só poderia ocorrer em um momento reservado e tranquilo, e jamais poderíamos executar um feitiço enquanto andamos na rua ou estamos no transporte público por exemplo; porém, existem meios para isto que são importantes meios de desenvolver controle e Imaginação. Veremos alguns deles, como sugestões de exercícios práticos.

Imagem destacada: ilustração do jogo Mage: The Awakening; magia e gnosis mesmo no meio da rua!

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Um Nome para o Universo

Nomes possuem poder, e inúmeras histórias de todas as épocas nos lembram disto; desde contos folclóricos onde pronunciar o nome verdadeiro de um leprechaun detém suas artimanhas, até livros de fantasia onde certos nomes evocam poderes mágicos. Os magistas estão sempre buscando compreender o macrocosmo ao seu redor – aquela somatória de tudo o que existe, que também se remete a onde tudo se originou. Isto não necessariamente possui um nome, porém nós o demos vários; e hoje, discutiremos de que forma o nome que utilizamos para o macro cria nossa relação com ele.

Imagem destacada: capa de “O Nome do Vento” por Marc Simonetti, mais uma história sobre o poder dos nomes

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Os Chakras, Uma Visão Holística

Eu, tentando fazer sentido de tanta informação esotérica e mistificada….

 

Como vimos no texto sobre os chakras na tradição do tantra clássico, os chakras hindus não são nada daquilo que fomos ensinados. Não são “centros de força universal” que “transmutam” ou de alguma forma “fazem a troca das energias”.

Ou será que são?

 

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