Platinorum Recomenda – Mágicka Visual

Mágicka Visual” é o livro mais conhecido do pesquisador e artista plástico alemão Jan Fries (contando inclusive com ilustrações feitas pelo mesmo). Embora seja frequentemente associado com magia do caos, o autor denomina seu sistema pessoal como “xamanismo freestyle“, sendo um grande compilado de práticas xamânicas e associações psicológicas obtidas em suas pesquisas. Porém, esse livro não se propõe a ensinar o “xamanismo freestyle“; no lugar disso, Fries se propõe a levar o leitor pelos métodos e exercícios que o fizeram criar o sistema.

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Destilando Ódio a Blavatsky

Boba! Feia! Yogi gorda! Adepta de olho inchado! Fumante que reclama que os espíritos só vêm nas suas sessões para fumar, beber e falar putaria!

No meio oculto, alguns personagens sempre têm destaque – especialmente no hermetismo. Papus, Eliphas Levi, Crowley, Agrippa…. e, porquê não, Helena Petrovna Blavatsky. Contudo, ainda que alguns tenham sido muito conhecidos em sua época e até mesmo pelos seus posteriores, é muito difícil vermos alguém que tenha uma opinião moderna sobre esses autores.

Claro, opiniões todos têm – mas poucos textos nos dão uma ideia de como é sua escrita e qual é a sensação de ler o que o autor escreve. Mais importante ainda, pouquíssimos textos discutem a filosofia básica do autor e suas influências.

Pois bem. Façamos isso, pois acho que vale a pena.

 

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Platinorum Recomenda: After the Angel, An Account of The Abramelin Operation – Marcus Katz.

Tá no Kindle Unlimited!

Ultimamente estou tendo muito contato com as excelentes obras de Marcus Katz, principalmente as que envolvem Tarot. Recomendo todos os livros dele, porém não encontrei nenhum em português.

After the Angel são as páginas dos diário de Marcus enquanto ele realiza a Operação de Abramelin, o autor consegue descrever em poucas palavras todas as etapas e principalmente suas vivências durante a Operação, até o dia em que consegue realmente o Conhecimento e Conversação com o Sagrado Anjo Guardião.

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Game of Thrones e Mitologia Contemporânea

“A Canção de Gelo e Fogo” é uma série de livros iniciada em 1996 por George R. R. Martin, hoje muito popular devido a sua adaptação para televisão “Game of Thrones” (indo ao ar pela primeira vez em 2011). Através de ambas as vias, diversos elementos da mitologia emergiam do Inconsciente Coletivo e se tornaram mais uma vez cotidianos para as pessoas que as acompanham. Para mostrar a grande capacidade de remanifestação destes elementos, iniciamos essa série de posts com análises fazendo a ponte entre os mitos antigos e contemporâneos.

Os textos terão como referência primária os livros, podendo haver grandes diferenças em relação ao que é apresentado na série de TV. Além disso, para permitir uma análise mais profunda, poderão conter spoilers.

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Why Aren’t Jewish Women Circumcised?, de Shaye Cohen

Captura de Tela 2016-11-26 às 15.07.10O livro do professor Shaye Cohen, PhD em História Antiga e rabino, usa a pergunta “Por que as mulheres judias não são circuncidadas?” para traçar a história da Aliança através dos séculos. Elabora sob diversas óticas o que era e o que é ser judeu em diversos tempos na História. E conclui encontrando identificando os aspectos principais do que é ser judeu e o que é a Aliança.

O livro se separa em duas partes de 4 capítulos cada:

Parte Um:

  1. A canonical history of jewish circumcision
  2. Were jewish women ever circumcised?
  3. Christian questions, christian answers
  4. From reticence to polemic

Parte Dois:

  1. The celebration of manhood
  2. The reduction of lust and the unmanning of men
  3. True faith and the exemption of women
  4. The celebration of womanhood

A primeira parte traz perspectiva histórica da circuncisão. A segunda parte, sendo a mais interessante, traz quatro respostas à pergunta do título. Por que não circuncidar as mulheres judias? Importa aqui a reunião de conceitos legais e culturais judaicos na construção das possíveis respostas. Contorna a crença cristã de que, ao substituir circuncisão por batismo, o cristianismo seria “mais inclusivo”.

Spoiler: diferente do que se pode imaginar, “a circuncisão não é” — conclui o professor Cohen — “um sinal maior da Aliança do que qualquer outro sinal da Aliança”.

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Shaar haKavvanot, de Isaac Luria

Kavvanah significa intenção: os pensamentos que deveríamos ter ao entoar cada prece, cada bênção, cada palavra. Nesse texto, Isaac Luria descreve não como se comportar fisicamente na prece, mas como se comportar mentalmente. Os pensamentos apropriados às ações da fé judaica. Esse livro é especialmente interessante, porque o judaísmo raramente separa ação e intenção. Normalmente, se a ação pode ser concluída, a intenção foi concluída. Ou, em outros casos, a intenção é até mesmo ignorada. O mundo físico é rei.

O título deste livro é diversas vezes traduzido como “Portal das Meditações”, pois é uma ideia próxima a nossa cultura atual considerar estes exercícios “meditações”. Todavia, as “intenções” são uma prática constante. A kavvanah não é um momento em que o judeu se retira de sua prática diária para “meditar”. Cada e toda prece judaica pede que a mente esteja sintonizada na “intenção” correta. Quer dizer, embora haja textos e desenhos — quase diagramas — associados ao Shaar haKavvanot, a prática sugerida não é a de meditar sobre as imagens em si, mas usá-las para compreender o estado mental correto para cada brachah, prece ou texto religioso.

Aos interessados em uma compilação coerente da cabala, Shaar haKavvanot faz parte dos trabalhos conhecidos como “Shemonah Shearim”, os “Oito Portais”. Servem de livro didático para um panorama sobre a visão da cabala a partir de 1600 EC. Os livros que fazem parte dos Oito Portais são:

  • Shaar HaHakdamot – Portal da Introdução / Portal Introdutório: Otztrot Haim, Eitz Haim, Arbah Meot Shekel Kesef, Mavoa Shaarim, Adam Yashar
  • Shaar Mamri RaShB”Y – Portal das palavras do rabino Shimeon bar Yochai
  • Shaar Mamri RaZ”L – Portal das palavras de nossos sábios
  • Shaar HaMitzvot – Portal das Mitzvot / Portal dos Mandamentos
  • Shaar HaPasukim – Portal dos Versos: Likutei Torah, Sepher HaLikutim
  • Shaar HaKavanot – Portal das Intenções: Shaar HaKavvanot, Pri Eitz Haim, Olat Tamid
  • Shaar Ruach HaKodesh – Portal do Espírito Santo
  • Shaar HaGilgulim – Portal dos Ciclos / Portal das Reincarnações
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A Árvore da Morte de Naruto

Continuando de onde paramos no nosso no último texto, exploremos hoje a Árvore da Morte presente no mangá Naruto.

Como pretendo evitar de trazer o contato com as energias qliphóticas para este post, irei abster-me de nomeá-las ou descrever em detalhes suas características. Irei descrevê-las apenas de forma superficial e dar mais ênfase ao modo com o autor lidou com elas – isso é, à forma como o Herói Solar venceu as qliphot.

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Shaarei Kedusha, de Hayyim Vital

Raramente traduzido, ainda tenho dúvidas sobre a clareza das versões disponíveis em Inglês e Português.

Todavia, o Shaarei Kedusha traz anotações de Hayyim Vital, aluno de Isaac Luria, sobre o método de meditação cabalística. Segundo a obra, os métodos foram experimentados pessoalmente por Vital. A forma da meditação para acessar a sabedoria dos textos sagrados é particularmente semelhante ao que conhecemos hoje como incorporações.

O estudante deve meditar repetindo de forma ritmada um texto do “sábio” com quem quer falar. O “sábio” usará a alma do estudante como roupa e falará através de sua boca. Interessante que o estudante precisa fazer perguntas ao sábio enquanto a incorporação ocorre. Não se previu que haveria uma pessoa ao lado preparada para conversar com o sábio.

Ainda assim, é o mais próximo que há de literatura “aberta ao público” sobre evocações e invocações segundo a cabala judaica.

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Shaar haGilgulim, textos de estudo de Isaac Luria, Yitzchak Bar Chaim, Samuel Vital e Hayyim ben Joseph Vital

É na verdade um conjunto de textos de diversos autores que discorreram sobre a reencarnação do ponto de vista judaico. O conceito tanto significa o ciclo de vida e morte do corpo humano, como os pequenos ciclos dos nossos anos, meses e rotinas diárias. O judeu pode cumprir um gilgul — literalmente ciclo ou roda, traduzido como “encarnação” — mudando de profissão, se divorciando, acompanhando um filho crescer. A obra apresenta também a ideia de fim-dos-tempos, quando nenhuma reencarnação, nenhum giro da roda, seria mais necessária.

Separado em 36 capítulos, trata desde o básico, como os nomes para a alma, até o fim-dos-tempos e a retificação da alma de Caim. Há trechos curiosos, como o que garante que quem der comida imprópria (não-kasher) para um judeu comer reencarnará como uma folha de árvore.

Pela complexidade da obra, versões traduzidas da obra são difíceis (e caras) de se adquirir. Há diversas versões em inglês disponíveis online. Deixo sugestão de versão comentada em: http://www.kabbalaonline.org/kabbalah/article_cdo/AID/378771/showall/1

Também há versão com comentários disponíveis através do site do Chabad Online: http://chabad.org/.

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