Adão como Primeiro Xamã

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Retomo um tema que passamos rapidamente em outro post.

Na interpretação ortodoxa de Bereshit/Genesis, D’us criou o mundo em 6 dias, mas os “dias” não eram o que conhecemos até o nascimento de Adão. O tempo só nasce com o primeiro ser humano, pois o tempo não precisa ser contado por nenhuma outra criatura. E o primeiro humano não é um judeu, mas o primeiro sacerdote, ou antes, o primeiro xamã.

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Platinorum Recomenda: After the Angel, An Account of The Abramelin Operation – Marcus Katz.

Tá no Kindle Unlimited!

Ultimamente estou tendo muito contato com as excelentes obras de Marcus Katz, principalmente as que envolvem Tarot. Recomendo todos os livros dele, porém não encontrei nenhum em português.

After the Angel são as páginas dos diário de Marcus enquanto ele realiza a Operação de Abramelin, o autor consegue descrever em poucas palavras todas as etapas e principalmente suas vivências durante a Operação, até o dia em que consegue realmente o Conhecimento e Conversação com o Sagrado Anjo Guardião.

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Vida x Morte e as Árvores de Mentiras

Dizem que a Árvore da Vida é o mapa da consciência do homem.

Através da Kabbalah Hermética, foram construídas correlações entre esse código que supostamente tenha sido criado pelos judeus e posteriormente absorvido e utilizado por correntes magísticas. Em algum momento, criou-se o conceito oposto das Sephirot, as Qliphot. Muitos a vêem com um oposto complementar, outros como um oposto nefasto. Alguns cabalistas apenas a definem como rejeitos do Criador (o reino de Sitra Ahra, o “outro lado”), onde a luz do criador não toca, a expulsão do paraíso. Alguns também acreditam que ela é desnecessária pois as Sephiroth já possuem estes conceitos em si e não seria necessário outra árvore exclusiva para ela. Vou propor uma visão divergente.

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Sacrifícios à Lua no judaísmo

e o D’us hebraico ama perder uma discussão

Eu acho que talvez só os italianos afrontem seu deus de modo comparável aos judeus. Os italianos insultam, gritam, blasfemam até, acusando o deus cristão de ser um obstáculo à felicidade. Deus porco. Deus cão. Já os judeus resmungam de forma insessante, como quem reclama dos desmandos de um irmão mais velho que ficou no lugar do verdadeiro pai.

E a memória judaica traça essa mania de reclamar de D’us desde o quarto dia da criação, para ser exato, quando o Sol e a Lua foram criados.

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Como começar a estudar o Talmud

Um jovem estudioso cheio de titulações bate à porta de um velho leitor do Talmud.

– Rabino, gostaria de estudar o Talmud.

– Tu sabes ler aramaico?

– Não.

– Hebraico?

– Não.

– Tu já estudaste algo sobre a Torah?

– Não, rabino. Mas eu me graduei em Harvard summa cum laude em filosofia e já recebi o título de PhD em Yale. Eu gostaria de tentar completar minha educação com um pouco de Talmud.

– Eu duvido que tu estejas pronto para o Talmud. É o maior e mais completo dos livros. Se assim desejares, no entanto, posso examinar seus conhecimentos de lógica e, se passares, eu mesmo te ensino sobre o Talmud.

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Comparativos e superlativos

Comparativos

Comparativos em hebraico bíblico são uma curiosidade por causa da ambiguidade de sua construção. A palavra que marca o comparativo é “min” (mem-nun), que se traduz literalmente como “desde, a partir de”. De forma bem mundana: “José veio da cozinha.” Então, aquele “da”, tendo sentido de “desde, a partir de”, é o “min” em hebraico. Em alguns casos, “min” pode ser contraído para “m” (mem). Por exemplo, “vindo do Egito” ou “desde o Egito” é m’Mitzrayim (se pronuncia “mi-mitizráim”).

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A Água Interior e o Monstro de Três Cabeças

“É preciso dar vazão aos sentimentos!
É preciso dar vazão aos sentimentos!
É preciso dar vazão aos sentimentos!”
Bidê ou Balde, É Preciso Dar Vazão aos Sentimentos

Li por aí a expressão “Água interior” e achei que se encaixa bem aqui. Água é o mundo emocional. O que sentimos ou, antes, o movimento interno causado pelos estímulos recebidos pela superfície/interface dos nossos sentidos: tato, olfato, paladar…

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