A Wyrd e a Responsabilidade Coletiva

Wyrd, Kharma, Destino… Todos conceitos metafísicos sobre a passagem do tempo e a forma que nossos atos impactam a sucessão de acontecimentos. Como sempre, aqui nos atentaremos à wyrd – este conceito germânico que acabou sendo personificado através das Nornir e permeou histórias do período medieval inglês. É marcante para muitos autores da Bruxaria Tradicional, de Orapello&Maguire até Gary e Frisvold. Mas para entender profundamente esse conceito, precisamos ir além do metafísico e torná-lo uma lente para enxergar o cotidiano; e para isso, observaremos o nosso contexto pandêmico.

Imagem destacada: Centro de São Paulo em reabertura, mesmo com a pandemia

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O Paradigma Animista

A magia do caos nos introduziu o conceito de “paradigmas mágicos” – modelos teóricos de onde partem nossa cosmovisão e pressupostos, onde podemos estruturar o trabalho mágico. Patrick Dunn, em seu livro Postmodern Magic, estabelece quatro paradigmas principais e coloca o animismo como uma variante do “Paradigma Espiritual”. Porém, esta linha de pensamento nos oferece uma visão de mundo complexa que muda por completo a nossa abordagem magística e merece uma análise aprofundada.

Imagem destacada: cena de “A Viagem de Chihiro” retratando uma divindade que também era um rio.

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A Mão Esquerda da Bruxaria

A bruxaria já teve inúmeras definições, redefinições, nascimentos e renascimentos no decorrer dos tempos. Dentro de um recorte que foca na Bruxaria Tradicional é possível encontrar diversas características em comum entre uma vertente e o outra e também curiosos pontos de encontro com o Left-Hand Path – uma vertente com maior influência do hermetismo e Thelema. Analisaremos essas semelhanças como uma forma de começar um diálogo entre esses dois caminhos mágicos.

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