LHP e o Mito do Dragão

O mito do herói que enfrenta um dragão é usado como base para os sistemas LHP conhecidos como “magia draconiana“. Michael Kelly, autor dos livros Apophis e Ægishjalmur e fundador do grupo Order of Apep, partiu do mito nórdico do guerreiro Sigurðr para criar uma versão que refletisse os ideais e desafios para um iniciado nesta via, que pode ser chamada de “Caminho Heroico”. Faremos uma análise não apenas desta versão como também de manifestações contemporâneas do mito.

[ATENÇÃO: pode conter spoilers de O Hobbit e Game of Thrones]

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Arte&Magia #1 – Lupe Vasconcelos

A Arte é Magia; ou, Magia é uma Arte. As artes visuais estão repletas de obras dedicadas ou referenciadas às mais diversas áreas do ocultismo, e para divulgá-las começamos agora com a coluna “Arte&Magia”, com galerias dedicadas ao tema. Inaugurando, conheçam alguns dos incríveis trabalhos de Lupe Vasconcelos, artista brasileira nitidamente influenciada pelo oculto e pela magia.

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O que caracteriza o Paganismo Germânico?

Muitas pessoas procuram as diretrizes que compõem o paganismo germânico (ou “Ásatrú“, “Forn Sed“, entre muitos outros nomes), aquilo que o estrutura e guia, e assim se voltam para as Nove Nobre Virtudes. Cunhadas na década de 1970 pelo grupo Odinic Rite a partir do Hávamál, considero-as muito gerais e universais para serem tomadas como autenticamente pagãs. Por isso, discutirei aqui o que para mim são as características principais do paganismo germânico, que o diferenciam não apenas de outras religiões como também de outras manifestações pagãs.

Imagem destacada: lemuren

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Jötnar, Þursar – Sobre Gigantes

Na cultura pop, os gigantes costumam a ser retratados como os inimigos dos deuses, que desejam levar caos e destruição a Miðgarðr; porém, um olhar atento sobre a mitologia mostra que este nem sempre é o caso. Analisaremos algumas formas que aparecem nos mitos, e também veremos alguns aspectos práticos sobre estes seres que sempre desempenham um papel importante entre os nórdicos.

Todas as ilustrações deste artigo são de autoria de Nataša Ilinčić

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Platinorum Recomenda #2 – Deuses Americanos

Na mesma linha de Noragami, um livro sobre conflitos entre deuses – porém, dessa vez com o estilo sombrio e maduro de Neil Gaiman. O autor britânico nos apresenta um universo de divindades que precisam lutar por sua sobrevivência, pois correm o risco de serem sufocadas por novas recém-criadas e assim serem esquecidas pela humanidade.

Imagem destacada: Erik Evensen

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Landvættir e o culto à natureza

O paganismo considera a Terra (que pode ser chamada de “Jörð” em nórdico antigo, nome também dado à giganta mãe de Þórr) como sagrada, vendo a existência em Miðgarðr como uma dádiva e voltando-se à natureza em culto. Em uma das manifestações mais básicas estão as oferendas aos Landvættir, um dos principais espíritos naturais das tradições germânicas.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Óðr – Inspiração e Loucura

O nome “Óðinn” deriva da palavra “óðr”, que pode significar “entendimento”, “senso”, “inspiração” ou mesmo “fúria”, “furor”. Atualmente, autores que buscaram fazer um mapeamento da estrutura da alma do ponto de vista nórdico deram o nome de “Óðr” ao seu aspecto mais elevado, o espírito e a consciência concedidos por Óðinn no momento da criação da humanidade. Este é o meu ponto de vista sobre o Óðr, a forma que ele se manifesta e como podemos entrar em contato com esse aspecto.

Imagem destacada: Nataša Ilinčić

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Younger Futhark e Magia Rúnica

Como dito em posts anteriores, existiram mais de um alfabeto rúnico (“futhark“) no decorrer da história, além de diversas variações regionais. Através dos Poemas Rúnicos que chegaram até nós e das mudanças nos próprios nomes usados às runas, é possível entender cada alfabeto como um sistema magístico próprio. Hoje, analisaremos o Younger Futhark  e seus usos.

Imagem destacada: série Vikings/History Channel

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Magia Prática Nórdica

Fonte: Ræveðis

Para os nórdicos, a magia era parte do cotidiano. Não tinham ordens e iniciações – era vista como uma habilidade que poderia ser aprendida por qualquer um que tivesse acesso (normalmente, a nobreza ou famílias tradicionais); por isso, ao invés de uma única palavra significando “magia”, seu idioma antigo possui várias descrevendo práticas bem específicas cada (embora alguns pesquisadores assumam que a palavra “fjölkynngi” – algo como “conhecimento” – seria usada para a magia em geral). Hoje, entenderemos um pouco mais sobre algumas dessas numerosas práticas que chegaram até a nossa época.

Imagem destacada: Ræveðis

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