O Aparato de um Mago – Parte 1

Depois de entender como a magia funciona, resta a dúvida: o que é preciso ter em mãos para realizá-la? Tradições medievais falam de objetos de ouro e prata, lâminas virgens e madeira colhida no fim de uma estação à luz do luar; as africanas de cabaças, objetos de metal pesado e fetiches; as herméticas de taças, adagas e círculos repletos de símbolos intrincados. Qual é o correto?

Começamos aqui uma série para discutir os itens empregados no trabalho da magia. Analisaremos alguns dos mais conhecidos e suas simbologias, para no fim dela discurtir as funções adotadas em diferentes linhas de pensamento, as formas físicas que podem ter e como encontrar aqueles que se adequem melhor a nós.

Imagem destacada: os Instrumentos de John Dee, expostos no Museu Britânico

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Iluminados LHP – Merlin

Sempre escutamos exaustivamente sobre pessoas “Iluminadas” (seja em graus máximos de ordens, desenvolvimento espiritual ou simplesmente por uma contribuição muito grande à sua comunidade) associadas ao “Caminho da Mão Direita”, ofuscando por completo outras vias de Iluminação. Por isso, iniciamos esta série sobre pessoas que obtiveram um patamar elevado através de Caminhos que associamos com a Mão Esquerda, para que vejam quantas possibilidades temos disponíveis para nós. Como o primeiro, o “Iluminado LHP” arquetípico: Merlin.

Imagem destacada: phongduong

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Egrégoras, Evocação Energética e Shows Musicais

Por mais que muitas vezes nos esqueçamos disso, eventos cotidianos possuem suas próprias egrégoras, energias e repercussão em outros Planos. Shows e outras apresentações musicais estão sempre presentes como exemplos de como um evento comum (nem tanto, neste caso particular…) pode ser poderoso em termos magísticos e aproveitado por alguém com os conhecimentos necessários. Lançamentos de sigilos e consagrações feitas em concertos musicais são poderosos, e um excelente exercício envolvendo egrégoras e manipulação energética.

Imagem destacada: Aerosmith no Allianz Parque, 2016

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O Ginnungagap como um Modelo de Magia

No primeiro post sobre modelos de magia baseados na simbologia nórdica, exploramos um interno baseado na hamr. Agora, discutiremos um modelo mais voltado para o exterior baseado no mito de criação apresentado nas Eddas. Ambos são complementares, e são de grande proveito se usados simultaneamente.

Imagem destacada: o vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia. Segundo estudiosos dos mitos, a dualidade “gelo&fogo” pode só ter adquirido a importância que observamos hoje entre os colonizadores da ilha. Uma possível anterior, apontada em poemas rúnicos, pode ser “inverno&verão”.

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A hamr como um Modelo de Magia

Anteriormente, conhecemos um mapeamento para a alma humana (hamr) baseado na simbologia nórdica – dividido na mente, na aura e na Consciência. Agora, cruzaremos estes conceitos para criar um modelo de magia, com um enfoque para o autoconhecimento. Para isto, discutiremos formas de se obter um entendimento prático dos símbolos apresentados.

Imagem Destacada: RAIDHO

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Um Banimento Germânico

Algo comum na magia prática e em certas linhas pagãs porém muitas vezes negligenciado no paganismo germânico é o ritual de banimento. Com a função de abrir trabalhos, gerar uma fonte de energias e criar barreiras de proteção, entre os mais famosos praticados hoje em outras linhas magísticas podemos citar o “Ritual Menor do Pentagrama” do hermetismo (base para muitos outros) e o “Rubi-Estrela” de Aleister Crowley. Apresentarei aqui o banimento que eu utilizo em meus rituais dentro da egrégora, elaborado a partir do “Ritual do Martelo” proposto pelo autor Edred Thorsson.

Imagem Destacada: Jerome/Yggdrasill

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O Conselho de Dumbledore

No último volume de Harry Potter, temos um diálogo entre o personagem-título e seu falecido professor Alvo Dumbledore ocorrendo em um local etéreo. Confuso, ele questiona se a situação é real ou “apenas coisa de sua cabeça”. A resposta dada pelo mestre mago é um importante conselho sobre a Imaginação e o potencial da Mente, duas coisas que tem sido negligenciadas por muitos aspirantes magistas.

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Metamorfoses e a Alma Humana

Primeiramente, analisamos aspectos internos na alma humana sob o ponto de vista nórdico – sendo estes principalmente o Hügr (“pensamento”, a percepção sensorial e analítica), a Münr (“memória”, o depósito da identidade) e o Óðr (“inspiração”, a consicência elevada, analisada em artigo próprio). Agora, analisaremos dois aspectos mais externos, compreendendo também algumas crenças germânicas sobre projeção astral e mudanças de forma.

Imagem destacada: Stephanie Lostimolo

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