Quando surge algo mágico

Conforme avançamos em nosso aprendizado mágico, acabamos nos dando conta em algum momento que tudo possui uma camada oculta atuando sobre nós – que tudo é mágico. Porém, em um mundo onde tudo é mágico isso também significa que nada o é. Perde-se o referencial de comparação. Para que possamos distinguir com clareza um fenômeno ou ato mágico de um mundano, precisamos ter em mente uma definição do que é “mágico” também.

O exercício que envolve consolidar este referencial é uma imensa reflexão sobre nossas visões pessoais e paradigmáticas sobre a própria magia, e proponho aqui que me acompanhem nele.

Imagens do post: tiradas de “Mage: the Awakening“, retratam a “visão arcana” que detecta fenômenos mágicos

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Fjölkyngi, magia nórdica e contemplação

Estava pensando em revisar o post sobre magia prática nórdica e o expandir, porém acabei esbarrando em uma discussão interessante de ser trazida a tona. É difícil traduzir “magia” para o nórdico antigo, porém temos a palavra “fjölkyngi” e ela possui muito o que ensinar. A exploraremos e veremos o quanto uma única palavra é capaz de conter.

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Platinorum Recomenda – Futhark

Livro de Edred Thorsson (autor muito referenciado na magia rúnica) saindo pela Editora Pensamento, pode ser facilmente confundido com uma nova edição de O Oráculo Sagrado das Runas (tradução de “Runecaster’s Handbook” pela mesma editora, que se encontrava esgotada) por conta do subtítulo. Porém, é mais do que isso: trata-se de uma expansão do kit dessa vez focada na tradução de Futhark: a handbook of rune magic – uma obra de base no estudo de runas.

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Teoria Popmagick: RPG, atributos e mágic(k)a

“Popmagick” é um termo cunhado na magia do caos e popularizado por Grant Morrison (que também é quadrinista), e designa a apropriação de ícones da cultura pop para a prática magística. Embora este texto seja uma discussão mais conceitual, podemos dizer que ela faz parte da popmagick – usaremos ideias vindas do RPG de mesa para debater diferentes relações entre o magista e a própria magia.

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Amuletos, Talismãs e a Magia em Objetos

Logo após os banimentos, o próximo passo que costuma a vir em currículos de aprendizado magístico costuma a ser a consagração – tornar um objeto mundano uma ferramenta mágica. Este ritual muitas vezes irá gerar um amuleto ou talismã, que estão desde no imaginário popular até em intrincados diagramas feitos de metais raros. Vamos discutir o conceito desse tipo de magia e toda a versatilidade que pode assumir.

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Práticas Pagãs e a Religião Popular Chinesa

(Texto retirado do site Benebell Wen, de autoria da própria e traduzido por Ravn. Assim como Wen, também me sinto fascinado com as semelhanças entre as religiões pagãs européias e as populares asiáticas e gostaria muito que o painel de debate proposto no texto ocorresse. A visão de paganismo da autora é enviesada principalmente por correntes modernas, podendo conflitar com a apresentada por mim aqui no Platinorum – conforme é avisado por ela, trata-se de um ponto de vista externo.)

Eu não tenho os graus acadêmicos que me qualificariam para escrever sobre qualquer uma dessas coisas, então por favor entendam que estou escrevendo minhas observações dentro de um contexto não-especializado. Recentemente tenho estado fascinada com sistemas de crença pagãos e neo-pagãos, principalmente por como o paganismo é surpreendentemente similar a religião popular chinesa baseada no taoísmo.

(Imagem destacada: uma Roda do Ano neo-pagã e um calendário astrológico chinês)

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Os Vikings nunca foram a linhagem pura de raça superior que os supremacistas brancos gostam de retratar

(Este texto é de autoria de Clare Downham e publicado originalmente em inglês no site “The Conversation“, traduzido por Ravn com permissão da própria)

A palavra “viking” entrou no Inglês Moderno em 1807, em uma época de nacionalismo crescente e construção de império. Nas décadas que se seguiram, estereótipos duradouros sobre os vikings se desenvolveram, como que usavam elmos chifrudos e pertenciam a uma sociedade onde apenas os homens possuíam prestígio social.

Durante o século 19, vikings eram exaltados como protótipos e figuras ancestrais aos colonialistas europeus. A ideia se enraizou como uma raça superior germânica, alimentada por teorias científicas rudimentares e nutrida pela ideologia nazista na década de 1930. Estas teorias já foram derrubadas a muito tempo, apesar a noção de pureza étnica dos vikings ainda parece ter apelo popular – e é abraçada por supremacistas brancos.

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