Cabala Judaica #2: Sefirat haOmer, contando esferas

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Sefirat, SFR, esfera, conta, cálculo, pedra, rolo.

A vida do judeu é uma estrada circular.

Sefirat vem da raiz S-P-R. Dela se originaram as palavras esfera, safira. O sentido se estende para conta, cálculo. Ambos com sentido de pedra e de operações matemáticas. Com S-F-R também se escreve sefer, rolo, especialmente no sentido de pergaminho enrolado, a forma como se guardavam os “livros” de antigamente e, até hoje, é a forma adotada para a Torah nas sinagogas.

O sentido de “contar pedrinhas” sobrevive em mitos muito antigos, alguns até ensinados em colégios hoje em dia. “Como o homem começou a contar?” “Ele pegava uma pedra para cada ovelha. Colocava as pedras em um saco e sabia quantas ovelhas tinha contando as pedras no saco, em vez de contar as ovelhas.” Parece mais trabalhoso do que só contar ovelhas, mas ainda assim é uma explicação aceita. O nome para a “numerologia grega” segue a mesma tradição: isopsefia (igual + pedregulho).

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Cabala Judaica #1: Cabala é mera poesia

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Cabala, sod, raz. Torah, instrução. Cabala, tradição.

Um estudante ficou de pé diante da turma e perguntou: “Meu mestre, os acadêmicos de hoje insistem que os textos da Torah são só contos e que o que preservamos é só um conhecimento anedótico de gerações e gerações perdidas na história. Podes responder, meu mestre, se cabala é mera poesia?”

Diz a lenda que, uma vez, há muito, muito tempo, todos sabiam o que o cajado de Moshé simbolizava, assim como hoje todos sabem que três luzes de cores vermelha, amarela e verde formam um semáforo. Ou uma sinaleira, ou um farol. Mesmo que discordassem do nome pelo qual chamar o cajado, a “coisa de bronze”, nechosheth, era algo do cotidiano.

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