O mesmo vôo, outros caminhos

Este será um post um tanto mais pessoal meu, o Ravn. Vocês se lembram de mim mais pelos escritos sobre paganismo germânico, porém recentemente tenho falado um pouco menos sobre este assunto e mais sobre teoria mágica geral. Meu conteúdo aqui é um reflexo do que se passa em meu próprio caminho magístico, e senti necessidade de comentar sobre o rumo que tomará de agora em diante.

Antes de tudo, não – eu não abandonei o paganismo nórdico (ou “heathenry“). Eu sigo fazendo uma ritualística mensal com Gefjon (uma deusa dinamarquesa) de acordo com a lua, as runas seguem como parte da minha prática mágica, sigo orientando minha visão de tempo pela urðr… Apenas não sinto mais a mesma vontade de expor pensamentos e debater conceitos dentro dessa religião como antes; não há mais uma comunidade tão ativa para colocar a prova certos pontos, e aqui no Brasil tanto temas mais ligados ao lado eSotérico e místico (como fjölkyngi ou uso ritualístico de runas) quanto aos aspectos tribais e reconstrucionistas (como animismo ou mesmo o sagrado na Natureza) sofrem resistência muito grande de dentro da própria comunidade pagã nórdica. A apropriação e deturpação do paganismo nórdico por grupos de extrema-direita também transforma qualquer coisa ligada ao tema em um vespeiro, e com o tempo essa situação se torna desgastante mesmo com os esforços de disseminar conteúdo sério e desvinculado de qualquer política de ódio.

Recentemente comecei a buscar expandir minha prática mágica em outras vias, especialmente as não-religiosas; acabei me dando bem na Bruxaria Tradicional. Sendo um caminho também animista e até mesmo com uma visão de tempo similar, me ofereceu ao mesmo tempo possibilidades similares de onde eu poderia partir porém com novos aspectos durante a trilha. Estou em um período de expansão do meu caminho mágico, e isso se refletirá na minha produção de conteúdo – textos mais voltados a teoria e prática da magia, mais paradigmáticos do que estruturação religiosa.

Espero que continuem comigo nesse vôo, que pode ainda ser o mesmo – embora percorra vias tortuosas agora. Espero que possamos encontrar ideias e que possa oferecer a vocês perspectivas diferentes sobre o tecer da magia. As bases serão exploradas, e o animismo seguirá presente – inclusive em nosso próximo encontro, irei compilar este conceito que já surgiu em vários textos o resumindo como um paradigma. Não deixem de dizer sobre o quê gostariam de ler aqui, por qualquer meio do Platinorum.

Até breve!

-Ravn

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