Oreb Zaraq e a arma nunca disparada

Passamos por Lilith, Gamaliel, Samael, chegamos em A’arab Zaraq. Essa escolha de nomes ainda me confunde. É mais fácil seguir a trilha de sensações deixadas pelas diversas linhas de pesquisa que já trilharam o percurso do que buscar a origem dos nomes na árvore (ou nos túneis). 

‘Oreb Zaraq

Comentários gerais

‘Oreb (272), na verdade, depende da pronúncia. Corvo é ‘Oreb. ‘Arab pode ser tanto escurecer (como quando o dia termina) quanto fazer um juramento (no sentido de contrair uma dívida). ‘Erev é véspera, no sentido de Bereshit/Gênesis 1:5, “e foi uma véspera (erev) e um amanhecer (boqer), primeiro dia.” (tradução literal). 

Zaraq (307) está ligado tanto a “pitada” quando a “abundância”, talvez por isso a tradução “disperso”, como quem espalha temperos com as mãos por toda a comida.

Imagino que quem escolheu ‘Oreb Zaraq para nomear esta qlipha tinha uma gematria em mente. Mas 579 (272 + 307) não me leva a nenhuma interpretação específica. Há uma das grafias para Nabucodonozor, provavelmente em aramaico, em Yiremiyah/Jeremias 49:28. Mas esse nome é grafado de formas muito diversas ao longo das escrituras. Nesse versículo específico, Nabucodonozor é comandado a destruir os “filhos do Leste”.

Sincronicidade do período: queria registrar sincronicidades, mas se passaram mais de meio ano desde que consegui escrever sobre Samael. É difícil reunir relatos em um período tão longo sem que pareça só ficcionalização

Esfera do dia: Oreb Zaraq e a arma nunca disparada

Narrativa sobre a entrada: tem alguém sentado no trono de …?

Entrei pela caverna na floresta, atravessei o templo de ferro, cruzei a sala enferrujada… Escolhi a porta esverdeada.

Cabeça sobre uma mesa redonda. Algo na boca, achei que fosse um freio de cavalo, mas são ganchos. Coroa de especiarias, grande como cabelos. Tudo ainda tem cara de metal. Cinzento e escuro.

Vou concordar com as descrições que associam Tubal Caim a esta qlipha. Caminhar lá dentro é fácil, quase como levitar. Ficamos orbitando o altar com a cabeça ao centro. Há algo cozinhando lá dentro. Cheiro de carne cozida, não podre. Metais retorcidos deitados no chão em torno do altar. Longos e afiados nas pontas, são algum tipo de arma. 

O espaço e o altar parecem um tipo de monumento à vitória. Mas não há mais ninguém lá; não há vencidos. Eu esperava ver mortos e corpos perdidos pelo caminho. Tudo que há lá é a cabeça do vencedor decepada e preparada para admiração sobre um altar de metal.

Dali, em vez de voltar e retomar outro dia para ir à próxima qlipha, fui em direção à porta — ou o que parecia ser uma de várias portas — a única iluminada, com uma luz roxa.

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