Ecumenismo e Over-Egrégora

Esse texto foi pedido por um colega, explicando um pouco de minha experiência com o assunto.

Espero que seja útil a todos!

Vamos lá.

Ecumenismo e Devoção

Ao falarmos de religião, podemos mencionar duas formas básicas de sua manifestação. A primeira, é ecumênica. A segunda, devocional.

Com isso, quero dizer que a religião pode se manifestar, por exemplo, com diversos seres divinos, considerados cada qual diferente em sua existência e mitologia, alguns até mesmo questionando a divindade dos outros, ainda assim colocados em relativo pé de igualdade.

Isso seria ecumenismo.

Já quando um ser (divindade ou outro) é definido como o foco de devoção e práticas, a isso estou chamando de devoção.

Nesse meio aparece uma figura interessante, que é a figura do Panteão. O panteão é um conjunto de deuses ou divindades que possuem relativo pé de igualdade, mas ainda assim hierarquia e relações entre si.

Panteões normalmente se formam a partir da assimilação de culturas. Por exemplo, diz-se que o panteão Yorubá assimilou a figura de Nanã Burukê enquanto orixá após conquistar uma vila onde essa divindade era cultuada.

Nesse contexto, como encarar os cultos?

Nossa sociedade brasileira ocidental do começo do século XXI está acostumada com o fator monoteísta do mundo. Com ver tudo como sendo “emanação” ou “criação” de um único ser, um único deus.

Como lidar, por exemplo, com duas cidades de um mesmo império, cada qual dizendo que o seu deus é o maior e principal e mais poderoso, enquanto uma terceira cidade dominou militarmente a ambas e inventou que o deus delas é que é o mais poderoso, e não o dessas duas cidades?

Como lidar com cultos a divindades locais, e com sistemas de over-egrégora (o conhecimento de como identificar os locais de contato entre diversas egrégoras e trabalhar nelas ao mesmo tempo)?

Bem, vamos a isso.

 

Altar ecumênico com elementos de culto a egungun (incorporação de espíritos dos ancestrais, como pretos-velhos e caboclos) abaixo do cristianismo. Um exemplo de panteão.

 

Mas afinal, quem é o maior?

Zeus é maior que Ártemis, não? Então porquê o templo de Ártemis sequer existia? Porquê fazer um templo inteiro a uma deusa?

Os santos católicos podem dar nome a igrejas, mas as igrejas são de deus. Não são todos os templos Helênicos propriedade de Zeus?

Para responder a isso, vamos voltar aos meus textos que explicam o que são os deuses (esse e esse). Deuses são seres que estão além da Iluminação.

Contudo, mesmo estando além da Iluminação, ainda assim existem ao menos duas classes dos mesmos.

A primeira, a dos Deuses Irradiantes. A segunda, a dos Deuses Individuais.

Os deuses irradiantes são quaisquer coisas “inomináveis” que são a “origem de todas as coisas”. Como disse no primeiro texto, até mesmo dar um nome a esses seres (como Yawhe ou Olorún) é descaracterizá-los.

Talvez, quem saiba, exista mais de um. Mas certamente todos os tipos de “deuses-irradiação” podem ser acessados com inúmeros nomes diferentes, cada qual por cada egrégora, e interpretados como aquela egrégora bem entender.

Em outras palavras, sendo ecumênico ou devocional, o culto àquele ser não deixa de ser culto meramente a uma energia – mais ou menos como se a gente resolvesse cultuar a eletricidade.

 

 

Esse é o corpo do salvador, sempre louvada seja sua positividade!

 

Já os deuses individuais são seres individuais de fato, cuja existência enquanto ser independente é verificável – é possível acessar esse ser e negar outros, por exemplo, ao se acessar Yawhe e se acessar Vishnu, e perguntar se um é o outro, e receber um “não, não sou”.

 

Rapaz, eu sou o deus da riqueza. Tem certeza que quer vir falar de sacrifício do dinheiro para entrar no céu comigo ?

Pois bem. Conquanto perguntar qual a hierarquia entre os deuses irradiantes é tão inútil quanto perguntar qual a hierarquia entre campos magnéticos e campos gravitacionais, especialmente porquê nenhum deles se importa com isso ou muda a forma de te tratar por você dar preferência a um ou outro, a hierarquia dos deuses individuais é algo que, de fato, existe.

Ao pegarmos, por exemplo, Kalki e Krishna, ambos estão na mesma hierarquia em relação a Vishnu – como Avatares seus.

Já Krishna ele mesmo também faz parte da Grande Fraternidade Branca enquanto Senhor de um dos Raios da mesma (para saber como funciona ser deus de um panteão e mestre ascensionado da GFB, veja o texto sobre a GFB aqui).

Porém, e a hierarquia entre os Panteões? Existe?

 

 

Pera, fizeram um jogo onde jesus arranca os braços da cruz e usa pra meter porrada em Buddha? PQP MANO, CADÊ ?!

 

Panteões, Deuses e o Plano Físico

Visto o que eu já falei sobre o plano astral (aqui e aqui) deve estar bem claro ao leitor o que significa ser um deus, no que diz respeito a esse plano.

Tudo existe ali. O plano astral oferece possibilidades infinitas, e todas as Terras Puras, Céus, Infernos, Mundos Evoluídos e Pontos de Força conseguem existir nesse plano – sejam separadas entre si por membranas vibracionais ou em conflito uns com outros.

Mais do que isso, múltiplas versões de cada coisa existem também.

Ao menos nas camadas mais altas.

Quando nos aproximamos da Terra e do Plano Físico, o que vemos são menos multiplicidades e mais paisagens terrenas.

Vemos leis que se aproximam da Física, e sabemos que estamos mais próximos da Mente do Demiurgo.

Ora pois, o que isso significa?

Amigos meus, pensem comigo: Se existe um ser como o Demiurgo, capaz de criar planos como o Plano Físico apenas com seu pensamento, porquê não existiriam outros?

Ao nos aproximarmos de seres altamente elevados, é possível que venhamos a habitar corpos que não são astrais, mas também não são físicos. Reinos como os Reinos de Encantaria são um belo exemplo disso, ao vermos que os Encantados são seres capazes de livremente entrar e sair do Plano Físico – e que, nos mundos que habitam, não encontramos a existência da matéria como algo ectoplasma, mas simplesmente “outra forma de existência física”.

 

Engravidei tua filha, hehehehe.

Dito isso, como comparar os deuses?

Sabemos que, no Plano Mental, de onde partem as Mentes e Egrégoras que chamamos “deuses individuais”, existe como que espaço infinito – tanto quanto no espaço astral.

Sabemos ainda que, nesse nível, pensamentos são coisa perpétua. Por mais que possamos esquecer uma ideia, os blocos de pensamento que a formam existem perpetuamente. Se estamos falando de seres que estão ao menos dois níveis de evolução além disso, os próprios conceitos de “conflito” e “hierarquia” não se aplicam.

São seres que estão além do conflito, além da hierarquia, além da unidade e além da multiplicidade. Nada disso se aplica a eles.

Se aproximam dos deuses irradiantes nisso, mas com a diferença de que são, ainda assim, diferenciáveis entre si, isso é, não são o mesmo ser.

O que podemos concluir, portanto, é que ainda que exista sim a possibilidade de cada deus ser o “único criador” em seu “local” (além da mente não existe o conceito de espaço, então é meio difícil falar a respeito…) de domínio, isso não impossibilita que existam também outros “únicos criadores”.

Não só isso, como certos seres também não se importam, de fato, de se manifestar como diferentes deuses.

Isso é especialmente comum com certas inteligências que estão entre a existência irradiante e a individual, mas vamos complicar menos o texto, né?

Será que tem uma de cada deus por aí? Bem, explica porquê tem tantos deles que querem que você abandone a matéria. Ela não é a matéria deles. Não é o “reino dos céus” deles. Captação de empregados da corporação alheia, a gente vê por aqui.

 

Na Prática

O Plano Físico possui regras claras e intensas. Não dá para simplesmente quebra-las, a menos que você possua o “cheat code” ou um poder de influência por sobre a realidade que seja tremendo.

Não só isso, o ser que o manifesta não deseja ou é influenciado por meio do culto. Cultuar o demiurgo é inútil, ainda que os gnósticos digam o contrário – os mesmos milagres que se diz terem sido obtidos ao se cultuar o “falso deus”, o “deus aprisionador”, também são obtidos por outros deuses, outros seres, totalmente diferentes.

Libertações e Iluminações, inclusive, podem ser obtidas, o que vai contra as bases dessa filosofia.

O ser cuja mente manifesta nosso plano, portanto, é simplesmente indiferente e está pouco se fodendo para se prestamos culto a ele ou não. Seu favor e gosto, se formos analisar por aquilo que é mais bem-sucedido em transformar o plano material, isso é, a engenharia, está na repetição e compreensão de seu funcionamento. Na estabilidade e na manutenção das coisas.

Isso torna desse nosso Plano Físico um local especialmente adequado para a prática ecumênica.

 

Se deus faz milagres, pra quê colocar lâmpadas ao invés de velas? Claro que o candelabro nunca vai botar fogo no templo!

 

Considerando-se a presença da mente Demiúrgica, isso é, daquela que manifesta o nosso Plano Material, é impossível dizermos que exista alguma prática religiosa devocional – isso é, onde apenas um único ser está presente.

O demiurgo é onipresente dentro dos limites de seu espaço então, ao cultuarmos qualquer ser, suas regras devem ser cumpridas.

Mas qual a diferença, então, entre a prática “ecumênica” ocorrendo unicamente com a presença do Demiurgo e de outro Ser, para a prática “ecumênica” ocorrendo entre vários seres?

 

 

Templo a um único ser.

A Prática Devocional

A presença de uma divindade é algo inconfundível. Para qualquer um que tenha alguma mínima sensibilidade energética, um altar devidamente fundamentado para a entidade é um ponto fortíssimo onde qualquer pessoa que se aproxime consegue ser influenciada pelo ser ali presente.

A sensação de se estar em um cômodo dedicado a uma entidade especificamente é interessantíssima. É a sensação de que o mundo “lá fora” está isolado daquele espaço, e que o lugar ali dentro é “diferente”. Que ali é “outro mundo” – independente de esse ser um espaço construído especificamente para gerar essa sensação (como as igrejas católicas), ou um espaço que nada tenha de técnica para isso (como uma vela ao lado de um poste no meio da rua).

De fato, ao redor daquele espaço, até mesmo as leis do Demiurgo começam a se dissolver um pouco. Um padrinho meu de batismo na Umbanda, quando fazia seus rituais na Wicca, conseguia ter tanto sucesso em contatar os seres divinos que desejava, que a maçã oferendada no ritual de Beltane e colocada em seu altar mantinha-se fresca e bonita até o ano seguinte.

Em locais onde haja forte presença de um deus externo, podemos dizer que o mesmo se torna “sagrado” no sentido de que as leis da realidade, ali ao redor, começam a se dissolver aos poucos – e especialmente forte fica essa dissolução para aqueles que são iniciados ou de alguma forma intimamente ligados com o ser.

Em outras palavras, o altar devocional é um foco de energia, mente e poder concentrados de uma determinada entidade. Ali ao redor, suas leis começam a prevalecer por sobre as leis da realidade e suas emanações começam a sobrepujar aquelas do plano físico.

Raras são as entidades capazes de realizar efeitos físicos potentes, já que existem vários tipos de restrição para tal (não no nosso universo como um todo, mas especialmente no nosso planeta). Mas os mesmos podem se manifestar e, muitas vezes, sequer independem de a entidade sobrepujar as leis demiúrgicas ou não.

Mais comum é que o ser possua tal conhecimento das mesmas que possa realizar o que se poderia chamar “truques” mas que, para nós, desconhecedores das leis que regem nosso Plano e seu contato com os demais, achamos serem “milagres” ou dissoluções da realidade.

 

 

Altar com múltiplas divindades e egrégoras.

Já no caso do Ecumenismo

Onde há vários deuses se encontrando, é importante conhecermos o conceito de over-egrégora: Isso é, das interações entre os seres a nível mental.

É inútil discutir aqui quais são as interações entre os deuses. Seria como tentar descrever com pedaços de papel o conceito de sociopolítica global – sem usar de teatro, cinema, nem nenhuma espécie de técnica para “contar uma história”. É impossível. O Plano Físico simplesmente não tem as ferramentas para manifestar um “conceito”. Ele manifesta formas, mas só isso.

Ainda assim, vendo esses “espaços de força” dos deuses e como eles interagem, é possível notarmos como as egrégoras (estruturas mentais) ao redor desses espaços se comportam entre si, e como interagem umas com as outras.

Egrégoras são interessantemente parecidas com pessoas. Até mesmo possuem suas próprias “personalidades”. E segundo o seu interesse ou por força de situações que surjam aqui e ali, suas interações tomam um caráter interessantemente político.

Por exemplo, há a possibilidade de se realizar uma interação entre o conceito de “sacrifício”, a força de “Shiva”, a “individualidade crística” e a presença de “Amida”, o buddha da queima das paixões.

Amida tem como um de seus dogmas “não matar”. Contudo, a raiz desse dogma está em uma espécie de realização espiritual relacionada à queima das paixões – matar normalmente é algo que te afasta de “não sentir nenhum impulso”, então é “proibido”.

Não que um Buddha, um ser que está além da dualidade do bem e do mal, se importe se você mata um pernilongo ou não. Ele não está em estado de pensamento, de julgar ou sequer de ver suas ações como nós compreendemos o conceito de “ver” algo.

Mas ele emite uma certa vibração, afeta as leis da realidade demiúrgica de tal maneira, que retira todo tipo de “paixão” – até mesmo as ações relacionadas à necessidade de viver.

Alguém que esteja sob uma fortíssima influência de Amida, ignorando todo o resto de seu Ser, não sente absolutamente necessidade de nada – nem mesmo de comer – e pode acabar simplesmente morrendo de fome por conta disso, sem se importar.

 

Sempre tive muitos problemas com pernilongos aqui em casa. Um dos preceitos de Amithaba é “não matar”. Eu decidi fazer um teste depois de uma certa ocasião, e decidi que não mataria os pernilongos – ao invés pediria a Amithaba que me protegesse deles. Funcionou. Já dormi com mais de cinco ao meu redor sem ser picado uma vez sequer.

 

Porém, Amida, com seu poder de Queimar as Paixões, ainda assim abre espaço para que elementos do plano Demiúrgico que estão Além das Paixões (como o que os cristãos esotéricos chamam do “Cristo Interior” ou a Força Primordial de Shiva) se manifestem e realizem ações.

É perfeitamente possível ao Ego, desde que acostumado a operar sem suas Paixões (ou a existir sem elas, isso depende de prática…), abrir então um trabalho com Shiva, que abre o caminho para o contato com a sacralidade do sangue.

Shiva, nesse caso, é chamado dentro da energia de Amida, e assim fica limitado por ela. Sua força pode até “erodir” um pouco a energia do Buddha, mas, em sua essência, é como se Shiva só pudesse manifestar-se ali dentro daquela energia conforme as regras dela.

Por fim, ainda assim é possível “abrir” um trabalho místico de base cristã, onde a presença de Amida suprime todas as Paixões, a presença de Shiva abre o caminho para a Força do Sangue e a presença Cristã fica limitada a essas duas – manifestando apenas o conceito de um “Eu Essencial” além do Ego e que pode unir-se a ele em um “Casamento Alquímico”.

A presença do “Eu Crístico” do cristão esotérico independe da existência até mesmo do deus cristão. É uma experiência mística cujas forças e energias estão relacionadas ao Ser, enquanto sua constituição além-mente.

Assim, tal tipo de existência tem possibilidade de se manifestar dentro dessas energias.

Dentro de tudo isso, e desde que a pessoa possua a capacidade de manifestar a nível forte o suficiente todas essas energias, o efeito subsequente por sobre o mundo ao redor será uma espécie de “aura” onde há a Queima das Paixões, a Força do Sangue e o Casamento Alquímico, nessa ordem, as tudo junto. Como se você pegasse uma cor e depois fosse adicionando corantes, até terminar com o que quer.

 

Fúcsia

O “ser” que ali se manifesta, o Cristo-Ego, então pode perfeitamente buscar por um sacrifício de sangue. Estando as energias ali presentes totalmente alinhadas, um animal provavelmente se oferecerá como sacrifício, ao ponto de colocar o próprio pescoço por sobre a lâmina.

Nesse tipo de sacrifício, o “karma” de se matar um animal se torna algo desprezível, pois o “ser” que ali está, está se oferecendo para o sacrifício – e não sendo levado a sacrificar-se.

O ato torna-se, de fato, um sacro-ofício. A realização de uma atividade sagrada, onde todas as outras possibilidades de manifestação da realidade ficam “seladas” e apenas o “tipo certo” de ação pode ser realizada – o sacrifício santo.

Dito isso, vemos aí uma Hierarquia se formando. Demiurgo -> Amida -> Shiva -> Eu Crístico + Ego (livre de paixões). Nesse sistema, a egrégora cristã está sujeita à total dominação, enquanto as demais estão por cima.

Contudo, a ordem acima não pode ser mudada sem pensamento. Por exemplo, ao colocarmos Shiva como o primeiro, sua força conceitual trará “a cessação do Ser”. Assim, não existirão Paixões a serem Queimadas – se Amida ou o Eu Crístico forem evocados depois de Shiva, ambos simplesmente não se manifestarão.

 

Shiva é tipo preto, então não dá pra botar muita coisa dentro. As “cores” simplesmente desaparecem.

 

Ou seja, não é que as egrégoras em questão sejam inerentemente mais fortes ou mais fracas umas que as outras. É que “os trabalhos” foram “abertos” em uma determinada ordem, significando que diferentes “espaços” foram gerados, onde cada egrégora é invocada como que “dentro” da outra, e não diretamente no Plano Físico demiúrgico.

Em certo nível, é como abrir diferentes “mundos”. O primeiro, impossível de ser fechado, é o Demiúrgico. Depois, temos a “interseção” do mundo demiúrgico com outro mundo, que é limitado por ele. Depois, temos a “interseção” desses dois mundos, o primeiro limitando o segundo, com um terceiro, sendo que esse terceiro NÃO é aberto no mundo demiúrgico, mas sim dentro do segundo mundo!

E é aqui que os trabalhos com múltiplas egrégoras, algumas até mesmo conflitantes, se torna possível. Desde que os trabalhos com uma determinada egrégora sejam abertos dentro de outra egrégora, e não diretamente no Plano Demiúrgico, é possível manifestar “o que aquela egrégora seria dentro da primeira”, ao invés “do que aquela egrégora é dentro do plano demiúrgico”.

É como ir fazendo uma cebola de egrégoras.

Contudo, é sempre necessário lembrar que isso só é possível com egrégoras que permitam a manifestação de outras dentro de si. Isso é, tem de haver “brechas” onde uma egrégora faça “contato” com a outra, como no caso da egrégora Cristã falando de uma “existência além-mente” que conseguiria existir mesmo dentro da “cessação da mente” de Shiva.

A egrégora hindu até mesmo fala de coisas similares, isso é, de existências além-mente que podem coexistir no estado de “cessação do pensamento”, então isso torna ainda mais fácil essa manifestação.

Dito isso…

 

 

Plano Físico -> Arte -> Quadrinhos -> Internet -> Ateísmo -> Cientificismo -> Humor -> Semiótica -> Cristianismo -> Mitologia. Mais ou menos nessa ordem.

 

Trabalhando com a Over-Egrégora

Como dito, existem regras mentais a partir das quais podemos trabalhar com o conceito de Over-Egrégora e com a abertura de egrégoras dentro umas das outras.

Outra maneira de se trabalhar com ecumenismo é termos a “abertura” e “fechamento” de diferentes altares em diferentes períodos de tempo, de modo com que o mesmo espaço seja, em momentos diferentes, ocupado por diferentes forças.

Contudo, se desejamos um trabalho com as egrégoras de forma onde todas as ferramentas místicas estejam permanentemente ativas, a Over-Egrégora terá de ser montada, e isso implica na criação de uma “pseudo-hierarquia” como a falada acima.

Por meio da criação de pseudo-hierarquias como essa, por exemplo, já me foi possível acessar a força de Shiva dentro de uma casa sob o comando de Krishna que, contudo, estava sob Metraton, que estava sob Jesus, que estava sob Oxalá, e que, por fim, estava sob o “Deus Onipotente e Pai”.

A força ali acessada era um “fiapo” do que é a energia de Shiva quando manifestada diretamente no Plano Demiúrgico, mas ainda assim existia e tinha seu lugar.

Pois bem. Essa é a minha experiência trabalhando com Over-Egrégora e ecumenismo. Espero que tenha sido útil.

Até mais!

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6 Comentários

  1. Oi Desmond muito útil alias este é um tema que me tira muito o sono, pois penso até demais no choque de egrégoras talvez até por não saber trabalha-las. Deixe me contar um pouco do meu dilema.
    Participo de uma ordem cristã-judaica que me ensina sobre o ocultismo em geral, muito lúcida posso considerar como uma ótima ordem, eu pedi licença por uns dias. Por outro lado sou apaixonado por Yôga, e medite muito na energia de Shiva e tive ótimas experiências, mas no entanto sou advertido dos dois lados dos perigos de misturar egrégoras e a dissonância que poderia causar nos chakras, por ter duas energias diferentes atuando em uma pessoa. Mas sinto falta do conteúdo do ocultismo que a ordem me proporcionava, e também tenho muita facilidade para lidar com a energia de Shiva. Poderia me dizer alguma coisa sobre isto.

    1. Opa Douglas, desculpe a demora em responder. Bem, de fato há alguns pontos de conflito entre essas duas egregoras. Você terá que ou escolher uma principal e abrir a outra dentro dela, ou usar as regras do demiurgo para forçar a convivência de ambas. Por exemplo, no ponto onde a egregora cristã sempre pega as outras – monoteísmo. Na figura do mundo demiúrgico não há isso, e você pode eliminar esse aspecto.

      Boa sorte !

  2. Boa noite Desmond!
    Fugindo do assunto mas sei que manja das acumputuras, gostaria de perguntar se já viu a respeito sobre acumputura com luz pulsada onde não se utiliza agulhas, minha esposa esta fazendo um tratamento com um especialista na área, recebi recomendação de que é o melhor médico na cidade em acumputura, mas quando foi fazer o tratamento soube que não utilizava agulhas, como minha esposa já fizera o tratamento anterior com um profissional que utiliza agulhas e teve melhora significante agora me diz que não vê resultados, e realmente não vejo melhoras nela, gostaria de saber se já ouviu a respeito.

    Pesquisando na net encontrei uma matéria com o médico:
    https://goo.gl/mgjXiR

    1. O famoso “colocador de agulhas”. Talvez até tenha boa intenção, mas não sabe dissociar a MTC da medicina ortodoxa – e acaba fazendo mal ambas.

      Recomendo ignorar, ao menos por enquanto. Vamos ver se essa vaca muge, ou se é só invencionice mesmo.

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