Mágica Prática: Projeção Astral Nesta Época de Eleições.

Bom momento a todos os leitores.

Queria partilhar a minha visão deste momento, um momento bem marcante da realidade aqui do Brasil, sob um ponto de vista místico.

Utilizei a técnica do Book 4 – Magic do Crowley e evoquei um guia, sob uma forma que era confortável a mim, um ser de forma humana, com pés de corvo e asas pretas.

Me projetei astralmente com ele e então pedi para que ele me levasse ao centro simbólico desta situação de conflito que se expressa atualmente, fui então levado a um local similar a uma cidade, não era uma floresta de pedra como uma metrópole, mas tinha altos prédios geralmente em pares de dois, casas, ruas, parques, como seria esperado de uma cidade de médio porte, porém tudo estava destruído, em ruínas, não em ruína completa como impossível de ser habitado, mas em ruínas. 

Era noite, uma noite de céu nublado, sem lua e estrelas visíveis e sem luz artificial no ambiente, mas ainda conseguia enxergar sem problemas, fui caminhando rumo a um prédio, a direita dele me chamou atenção uma árvore grande em um parque, ela estava seca e um dragão negro estava em sua base.

Entrei no prédio, fui subindo pelas escadas rumo aos apartamentos, eles estavam sujos e abandonados, mas parecia que o corredor se dobrava em labirintos e lá eu vi uma sombra, uma sombra que existia independente, sem luz, não era o reflexo de nada ali perto, apenas uma massa serpenteante com muitos ângulos, como se uma criança tivesse riscado um papel em um desenho livre, ela tinha dois vazios em si, simétricos.

Ela só se movia pelos apartamentos a espreita de algo.

Olhei por um grande buraco na parede e próximo a mim pousou uma coruja com a face de uma hiena, embaixo na parte mais escura do ambiente já escuro, predadores caninos espreitam por algo, longe no meio da cidade, uma pedra grande estava em uma cratera, como se tivesse caído dos céus.

Sai do prédio, fui andando, vi ao longe uma luz, nele seres humanoides vestidos em máscaras felizes, roupas festivas e sombras enroladas em seus corpos surrando doces promessas em seus ouvidos, levavam um dos seus, só que vestido como algo diferente deles, para um altar, o altar do deus-que-ainda-não-nasceu, então o colocaram sobre ele e atearam fogo, com tochas, que eram a luz que eu vi anteriormente.

Vi entidades que são um misto de animais com uma cabeça humana gigante, sem pele, sem órgãos sensoriais visíveis, andando e movendo suas muitas partes em busca de pessoas assustadas, ocultas em sombras, abraçadas a si. 

Vi também uma comitiva de demônios da pólvora, recebendo uma entidade do ódio que eu geralmente só vejo em ambientes de guerra, ela é representada em meu paradigma como um ser com face de lobo, com cicatrizes, pele de um vermelho lavado, um grande machado de executor, asas deformadas, presas como a de um javali, um corpo bípede e o torso enrolado em arame farpado, a última vez que eu vi uma variação deste ser que eu me lembro, foi quando eu me projetei para o Yemem, mas o de lá tinha uma cabeça mais alongada que o deste.

Para os que estudam cabala hermética, isso tem muitos dos sinais de Parfaxitas, o túnel de Seth que é a destruição que não renova.

Voltei depois disso.

Convido aos leitores para que ao repetirem este rito, comentem suas visões nos comentários.

Eu sou uma pessoa que está em um grupo bem “seguro’ em relação às mudanças que estão acontecendo, ficar isento e seguir a maré seria uma decisão prudente, mas desta vez o mal é algo bem claro e não é apenas a figura de um indivíduo, mas a legitimação do ódio como algo para ser demonstrado abertamente, entidades representativas disso já caminham por aqui em uma quantidade maior do que o normal, então é importante que sejamos um lado de oposição contra isso, no mágico e no mundano, não importando o resultado da eleição, não aceitar este estado de ódio como algo normal é necessário.

Todos que praticam a arte mágica, são rebeldes perpétuos e a resistência ao mal cabe na maior parte dos caminhos evolutivos e neste paradigma de rebeldia.

Eu sou abertamente contra este ódio que agride e ameaça o outro só por existir.

Grato a todos pela atenção.

Dheib.

 

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