Três Formas de Tesão

A referência é meramente metafórica. Todos os envolvidos eram maiores de idade. Já naquela parte de ser “de maior” que começa a ficar triste (os 30 tão logo ali…), diga-se de passagem.

Iniciando um novo “quadro” aqui no Platinorum, em Experimentos Esotéricos compartilharei um pouco de minhas experiências práticas na área do esoterismo, assim como nosso convidado especial, Dheib, o fez.

Hoje, três formas de tesão!

 

 

 

Quando o assunto é sexo, todo mundo se interessa – certo?

Bem, talvez não da forma certa.

Em um experimento recente, descobri três formas pelas quais o tesão, isso é, o desejo sexual, se manifesta.

O método para tal foi o de estimular cada um de meus chakras, um a um, durante o estímulo sexual, e então analisar o que ocorria de diferente a cada ativação de cada chakra.

Vamos aos resultados!

1º, 3º e 5º Chakras – sem resultados.

 

Sorte que foi por pouco tempo, porquê o teto tava tão interessante…

 

2º Chakra – Durante sua ativação, as sensações corporais se intensificaram grandemente. Cada parte do meu corpo se tornou sensível, e o puro prazer físico do ato se tornou intensificado. Ainda assim, não houve pressa alguma de gozo. O prazer era intenso e duradouro, livre da necessidade típica do orgasmo.

Aaaaaaahhhhh, issébão…

 

4º Chakra – Durante sua ativação, me senti conectado e entregue ao ato. Estando em perfeita posse de mim mesmo, me tornei carinhoso e, ao mesmo tempo, disposto e aberto ao ato sexual. Entreguei-me por completo.

 

Quero pra vida. Sério. Quarto chakra é (literalmente) amor. Pena que fecha tão fácil *sigh*

 

6º Chakra – Durante sua ativação, minha mente foi preenchida por imagens e conceitos, especialmente pornográficos. Fetiches foram ativados e realçados (depois de terem praticamente desaparecido nos outros dois chakras), e percebi que minha atenção e desejo sexual se voltaram para criações mentais – como partes de corpos de mulheres e atos que, de alguma maneira, me deixavam excitado por conta de seu significado moral ou da ideia por detrás deles, e não por conta da coisa em si. Notei ainda que certas formas de estímulo, que normalmente não ativam meus fetiches, começaram a me retirar todo e qualquer tesão, deixando no lugar apenas uma sensação insossa.

 

Pois bem.

Disso acredito poder trazer um pouco de luz quanto aos porquês de as relações entre homens e mulheres de nosso tempo serem tão diferentes no que diz respeito ao sexo, e, acima de tudo, o porquê de ser necessário se livrar das imagens e complexos mentais sexuais para realizar trabalhos espirituais, de umbanda ou de magia em geral.

 

 

São diferentes as relações de homens e mulheres com relação ao sexo porquê, para os homens, a ativação do sexto chakra, especialmente durante o pensar comum ao dia-a-dia, traz à tona os complexos e pensamentos pornográficos que, encontrando qualquer resquício de disposição sexual no homem, logo o tornam excitado. Já as mulheres sofrem do efeito oposto, já que raramente os conceitos e ideias relacionadas ao sexo, no que diz respeito ao gênero feminino, são aceitos, positivos ou capazes de excitar a maior parte das mulheres.

 

 

Quanto aos trabalhos de magia e espiritualidade, como lidar com uma mente cheia de imagens pornográficas, loucamente animadas por quaisquer resquícios que sejam de desejo sexual latente no corpo físico, quando o que se requer neles é que haja o controle dos pensamentos para a execução dos trabalhos?

 

 

Em algumas casas de umbanda e espíritas, a solução é incentivar ao médium que se masturbe antes das sessões, para assim atacar o problema em outro front de batalha – retirando de seu corpo a disposição sexual, fica sua mente livre de tais imagens, ainda que, por conta da exaustão física, ou mesmo da poluição restante do uso das imagens pornográficas mentais em demasia, especialmente quando elas costumam ser bastante poluentes e fetichistas nos homens, o trabalho seja sub-par.

 

Se não liberar o mental, o contato fica difícil. Imagina receber um “vai oral” ao invés de um “orai-vos”.

 

Mas vamos olhar por outro ângulo. Essa experiência provou para mim que não são apenas as mulheres que se entregam totalmente e deliciosamente ao sexo quando em frente a um verdadeiro amor, e nem são apenas elas que se tornam dispostas e desejosas depois de uma boa sessão de preliminares.

Também não são apenas os homens que possuem a capacidade de se excitarem com coisas que os olhos captam, como corpos bonitos.

Apenas ocorre que, em nossa sociedade, bastante doente, apenas às mulheres é permitido que apreciem o sexo por meio do toque e do amor, e apenas aos homens é permitido que apreciem ao sexo por meio das imagens mentais e desejos sexuais.

Dá pra inverter… mas não seria melhor conseguir casar os dois do jeito certo?

 

Pena que, não só seja essa uma situação lamentável a todos, ainda por cima estejam esses sentidos pervertidos.

Nas mulheres, muitas vezes os centros do prazer e do amor estão com pouco poder, já que qualquer manifestação de prazer feminino é vista como pecaminosa. E seu amor, bem, só é aceito quando é platônico ou de mãe.

 

 

Já nos homens, geralmente seu centro mental está poluído com imagens pornográficas que remetem a dominação e subjugação, além de uma fixação enorme pelo sexo enquanto meio de provar algo ou de obter algum tipo de satisfação que, de outra maneira, não lhes é permitido obter.

 

 

O sexo ideal é aquele em que cada toque traz enorme prazer, e o corpo inteiro é um grande órgão de amor. Cada interação é repleta de carinho, intimidade e entrega absoluta ao outro e a si mesmo, ao seu próprio prazer e ao prazer do outro. E cada olhar e pensamento diz respeito ao prazer em si, vagando entre as percepções sutis e preciosas do momento, daquilo que lhe constitui e daquilo que está, de fato, sendo realizado por aquelas duas pessoas.

 

Tem gente que não consegue chegar lá nem quando velho… mas quem consegue aprecia não importa a idade.

 

É prazer, é entrega, e é presença de pensamento que percebe a existência do outro assim como a de si mesmo.

Ah sim, o sétimo chakra?

Só posso descrever da seguinte forma:

É estranho pra porra.

E luz demais queima, então…

Deu ruim.

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