O Tronco e a Caverna

Hoje falaremos de Sexo!

Mais especificamente, de magia e sexo.

Vamos que vamos.

Sexo com Magia

Pênis. Pinto. Varinha. Espada. Tronco. Pau. Falo.

Vagina. Xoxota. Caverna. Cálice. Copa. Buceta. Yôni.

Há muitos nomes para os órgãos reprodutivos humanos.

Excluindo-se os seios, a intimidade, todos os hormônios e todas as brincadeiras que o sexo envolve, e que são muito mais amplos do que meramente esses dois órgãos, sempre me impressionou como a psicologia freudiana/jungiana, e, por conseguinte também a Nova Era mística recente, tratam ambos. Em alguns textos, chegam a dizer que cavernas são a vagina (ou mais comumente útero) da mãe-terra ou deusa. Dizem que varinhas e baquetas são a representação do falo do homem.

Ora pois.

Acaso cavernas e pedaços de pau apareceram no mundo DEPOIS dos seres humanos?!Acaso, mesmo que tu sejas criacionista e não evolucionista, achas que primeiro veio o homem (ou os seres sexuados) e só depois vieram as cavernas, montanhas, árvores e outra fauna e flora?!

São vaginas e úteros que são representações de cavernas. São pênis e espadas que são representações de paus. E não o oposto.

Claro, talvez dizer que são “representações” seja meio errado. A natureza física não necessariamente está representando cavernas em vaginas ou pedaços de árvores em pênis. Mas é importante notarmos que, do ponto de vista mágico, o Falo e o Yôni são forças que estão presentes no universo e que são parte de seu fundamento – sendo a magia sexual, e o sexo, apenas uma das várias manifestações dessas forças.

Por mais que digam os livrinhos de tantra para iniciantes que o big bang é como o “orgasmo divino”, que a chuva é o “deus fertilizando a deusa”, que a entrada do mago na caverna onde irá fazer retiro é “como se ele estivesse fazendo sexo com a deusa”, tudo isso é o oposto! O big-bang do homem e da mulher, o ato da criação de um algo novo, é o orgasmo. O ato de jorrar o sêmen na vagina é a chuva do homem na terra da mulher. É o sol trazendo a primavera. O mago que adentra a caverna está apenas adentrando uma caverna. O homem que adentra uma mulher é como o mago que adentra uma caverna, mas o oposto não é válido.

 

Esse sentido mágico existe.

Esse sentido mágico se espalha para além até mesmo dos meros órgãos sexuais e instrumentaliza o mago para fazer magia através do sexo ao invés de usar magia para fazer sexo.

Não que seja errado usar magia para tornar o sexo mais gostoso. Um pouco de hipnoterapia, uma massagem Do-In bem colocada, uma estimulação correta dos chackras sexuais…. coisas surpreendentes acontecem quando um mago habilidoso usa magia para fazer o sexo mais gostoso. Ou uma maga habilidosa.

Mas isso não é magia sexual. Isso é sexo com magia. E a ordem desses fatores muda totalmente o resultado.

 

 

Magia Sexual e os Mistérios de Gênero

Uma doutrina fértil na sua tentativa de explorar os mistérios de gênero, isso é, fértil em sua tentativa de explorar as forças universais primais que estão presentes nos homens e mulheres, e que se expressam durante o sexo, é a Wicca. A tradição Wicca, é claro, não é perfeita. Além de erroneamente tratar o paganismo antigo como uma coisa só, como uma “religião da natureza”, algo que muitos pagãos acham extremamente ofensivo (não diga para um Helênico que Afrodite e Atena são manifestações da mesma deusa. Ele vai ficar puto. True story, bro.), a wicca também deu origem a muitos, mas muitos, “covens de merda”. E com isso quero dizer que são covens, isso é, organizações de pessoas que são ou ao menos desejam ser bruxos(as)/mago(as) e etc., mas que são de merda.

São uma bosta.

Ou são só teatrinho, ou inventam um monte de porcaria, ou são simplesmente preguiçosos e não querem estudar. Isso quando não têm alguém com mediunidade de verdade lá dentro e os kiumbas usam e abusam da pessoa para foder com os outros e com ela mesma.

De qualquer maneira, dito isso, a Wicca começou a trabalhar com essas forças. Com as forças universais primárias, com o mistério das forças sexuais e de gênero – que não são a mesma coisa (outro erro da wicca), mas que no mais das vezes andam juntas. Assim, vinda da Wicca, se popularizou a ideia de usar sexo para fazer magia (ainda que ordens muito mais antigas já usassem essa técnica) e, daí, também a ideia de que existem formas certas e erradas de se fazer sexo mágico.

E realmente existem. Vamos trabalhar um pouco com elas.

 

 

Usando Magia para Fazer Sexo

Antes de entrarmos no sagrado, vamos falar do profano. Assim podemos saciar os desejos dos que vieram aqui por causa do desejo sexual puro e também explicar alguns aspectos dos “certos” e “errados” do mundo do esoterismo no que diz respeito a magia sexual.

Pois bem. A magia pode ser usada para fazer sexo. Não há nada de inerentemente mal ou maligno nisso. Mas há atos que são condenáveis, se não realmente malignos, e que existem a partir do uso de magia para fazer sexo. Assim como há atos que são apreciáveis e atenciosos. Vamos listar alguns.

 

Bom: Usar magia para achar uma pessoa interessada em transar com você, conversar com ela, trocar umas impressões, perguntar se ela topa, e se sim, ir em frente. Magia pode ser usada para muitas coisas, inclusive para achar uma pessoa para você transar de boas. Pense em um Tinder mágico.

 

Ruim: Usar magia para obrigar alguém a transar com você, por exemplo fazendo uma amarração sexual. Não é diferente de usar sua posição como chefe ou uma arma para conseguir o sexo. Em outras palavras, é estupro.

 

 

Bom : Usar conhecimento oculto para deixar a transa mais gostosa. Um bom estímulo no segundo chackra antes das preliminares e um estímulo forte no primeiro chackra durante as preliminares e o sexo em si. Funciona muito bem e é agradável para ambos.

 

Ruim: Usar conhecimento oculto para drogar, confundir, submeter ou de outra forma chantagear alguém. Há diversas formas de se fazer isso. A menos que você tenha permissão explícita da pessoa e que ela saiba o que está em jogo, não é diferente de drogar alguém e estuprar a pessoa enquanto ela dorme.

 

Bom: Usar técnicas de tantra e magia sexual para durar mais na cama, ter mais orgasmos, continuar excitado depois do orgasmo e etc. Sempre legal poder transar mais do que uma pessoa comum conseguiria.

 

Ruim: Usar técnicas de tantra e magia sexual para trair sua parceira e fingir que a “canseira” da amante não te afeta.

 

Bom: Estimular uma parceira sexual com papos ocultistas e experimentos que ela sabe são para mostrar o poder da magia sobre o sexo. É divertido!

 

Ruim: Prometer a alguém magia sexual, mas na verdade estar meramente usando a magia como desculpa para fazer sexo. Babaca.

 

Para os interessados em outras técnicas de magia para o sexo, basta ser criativo!

Já para os que eventualmente se sintam atacados de alguma forma, ajuda normalmente pode ser facilmente conseguida dos Exus e Pomba-Giras em terreiros de umbanda. Isso dito, passemos ao Sagrado.

 

Sexo(s) Sagrado(s)

Há muitos tipos de sexo, mas todo uso de sexo para fazer magia passa pelo trabalho com as forças primais que, por falta de nome melhor, chamaremos de tronco e caverna. A força do tronco representa uma força que normalmente se manifesta com mais força nos homens de nossa espécie, e muitas vezes associada à ação, à penetração e a atos fálicos no geral. Pode ser mais facilmente evocada, obviamente, com o uso dos dedos, da língua e do pênis.

Já a força da caverna representa uma força que normalmente se manifesta com mais força nas mulheres de nossa espécie, muitas vezes associada a aceitação, recepção e atos organizativos no geral. Pode ser mais facilmente evocada, obviamente, com o uso da vagina, dos lábios e do ânus. Isso não significa, contudo, que homens só possuam força tronco e mulheres só possuam força caverna.

Como disse, essas forças são muito anteriores à existência humana, e mesmo troncos nada mais são que receptáculos de matéria para a evolução dos seres no reino vegetal, enquanto cavernas muitas vezes se apresentam como partes de objetos muito fálicos – as montanhas e montes. Da mesma forma, nos seres humanos, a força tronco e a força caverna se encontram ambas presentes, independente do uso que façamos delas. Também se encontram presentes em quantidades diferentes e em épocas diferentes.

Dito isso, como usamos essas forças para fazer magia?

Ora pois…

É Só Combinar as Duas!

Ou mais ou menos isso.

Essas forças são forças conceituais – ou seja, não são necessariamente possuidoras de grande energia por sí mesmas. O sexo, em si, não produz mais energia do que a soma da energia potencial daqueles que realizam o ato sexual. Assim como o ato simbólico, usado por alguns covens wiccan como substituição do ato sexual, de colocar uma varinha no cálice, a importância do sexo é ativar essa força em um nível fractal. Porque ela existe durante a penetração do pênis na vagina, usa-se o ato de penetrar a vagina como uma “muleta” psíquica para se evocar a força criativa primária.

Uma caverna que é preenchida pelas águas de um lago guarda essas águas dentro de si, preenchendo-as com seus próprios minerais. Torna-a água mineral. Um tronco que é envolvido por uma lona, começa a acumular água dentro da lona, cujos componentes se misturam à água do tronco e geram uma nova substância. Uma varinha ou baqueta que preencha uma taça gera um acúmulo da energia da varinha dentro das águas (ou vinho, ou outra oferenda) da taça. E um pênis que ocupe uma vagina, por fim durante o orgasmo a preenchendo de sêmen, guarda dentro da vagina o sêmen que produziu, o qual se mistura aos fluidos da vagina e assim se transforma em uma nova substância – que é fértil por sua natureza.

Essa é a grande utilidade do sexo – uma muleta psíquica para a união de dois “algos” – uma parte dada pelo penetrador, uma parte dada pelo penetrado – que se unirão no penetrado e então serão usados para construir algo diferente. Esse algo pode ser uma magia, um servidor, um elixir alquímico, ou muitas outras coisas.

Diferentes tradições, com diferentes enfoques e diferentes métodos, irão produzir diferentes substâncias com diferentes objetivos, utilizando-se para isso do ato sexual. Em alguns casos, sequer haverá o despejo do sêmen na vagina. Em alquimia sexual taoísta, por exemplo, o sêmen é enviado de volta ao interior do homem por meio da retroejaculação reversa e utilizado pelo praticante para sua alquimia.

Assim, a base de todo sexo sagrado não é exatamente produzir energia do nada – a menos que o sexo seja usado para estimular a liberação e circulação de energia dos corpos dos praticantes, como no caso de ectoplasma – mas sim agir como um facilitador para diversos processos, como o de excitar a energia, fazê-la circular, combiná-la e trabalhá-la.

O que nos traz a uma discussão importante.

 

 

 

Sexo Sagrado Homossexual

O Sexo Sagrado Homossexual, em teoria, deveria ser possível.

Há entre dois homens objetos que podem permitir a execução sexual. O pênis e o ânus podem servir como pênis e vagina, no sentido de que o pênis pode normalmente penetrar e ejacular, enquanto o ânus pode aceitar a penetração e recepcionar a ejaculação. Feito isso, o produto alquímico pode ser gerado.

Contudo, os resultados dos testes feitos nessa área por Crowley não parecem ter sido muito bem-sucedidos. Aparentemente, o motivo é o de uma suposta propriedade do ânus de “vampirizar” a energia do sêmen, assim como daquele que o penetra. Entendamos isso.

Primeiramente, não, isso não significa que o sexo anal irá gerar uma morte rápida aos que o realizam. Significa apenas que ele não possui a capacidade natural e instintiva da vagina de recepcionar e armazenar o sêmen, adicionando a própria energia. O que faz todo o sentido, uma vez que os intestinos, especialmente o intestino grosso, possuem função de absorção de nutrientes e energias e eliminações de resíduos.

Em segundo lugar, não, isso não significa que é totalmente impossível se realizar magia sexual por meio do ânus. Ou que seja impossível se realizar magia sexual homossexual feminina pela falta da ejaculação peniana. É impossível, isso sim, realizar-se o ritual de alquimia sexual típico do décimo grau da Ordo Templis Orientis, no qual Crowley se baseou para tentar desenvolver o décimo-primeiro grau, isso é, o grau sexual.

O ritual de alquimia sexual onde o sêmen do parceiro homem se mistura aos fluidos vaginais da parceira mulher, e essa substância é então imantada, consagrada e preparada para o consumo dos membros do culto, é impossível de se realizar adequadamente por meio do ânus – pois este tem a propriedade de absorver a energia do sêmen, ao mesmo tempo em que os fluidos anais não carregam a mesma qualidade de energia que os fluidos vaginais. Porém, sexo homossexual, seja masculino ou feminino, ainda possui contato com os princípios do Tronco e da Caverna, e pode ser usado em rituais que não dependam das propriedades exclusivas da conexão entre pênis e vagina, e/ou da ejaculação.

Por exemplo, o sexo ainda pode ser usado para alterar a consciência e permitir o estado de gnosis necessário ao lançamento de sigilos e/ou criação de servidores pelo método Caoísta.

Dito isso, há um outro mistério que deve ser mencionado…

 

 

Mistérios de Gênero

Como disse, a Wicca trouxe os mistérios de gênero à atenção do povo.

“A deusa é diferente do deus”, diz a Wicca. E então descreve as características da deusa como sendo aquelas que, em nossa sociedade, vemos como inerentemente femininas. E as do deus como sendo aquelas inerentemente masculinas.

Pois bem.

Em realidade, a deusa pode se manifestar em um homem, e o deus em uma mulher. É impossível, nos rituais Wicca de Hiero Gamos, que isso ocorra – pois o deus deve penetrar a deusa – mas é possível em rituais onde o Mistério de Gênero esteja dissociado do Mistério Sexual.

E o que isso significa? Significa que o sexo em si possui seu mistério – em grande parte ligado à mecânica do sexo e à anatomia dos corpos que se envolvem nele. Há um mistério que se liga intimamente ao do sexo, mas que não é dependente do sexo. Esse é o mistério de gênero – o mistério de qual é o conjunto de características que se associa ao ativo e ao passivo, seja durante o sexo sagrado ou mesmo durante nossas vidas. E, para os que têm dúvidas, sim, um homossexual passivo pode ser ativo em termos de gênero, e um homossexual ativo pode ser passivo em termos de gênero.

Vamos explorar isso.

 

O Mistério de Gênero

Para todo dar há um receber.

Para todo início há um final.

Para toda remessa há um remetente.

E essa é a origem do gênero, e também do seu mistério.

Quando falamos de “homem” e “mulher”, em nossa sociedade, estamos falando de um complexo conjunto de ativos-passivos.

 

O homem típico de nossa sociedade é o Ativo principal – ele inicia, mantém e ordena mais. Contudo, não é o Ativo absoluto – em algumas coisas, apenas recebe e aceita.

A mulher típica de nossa sociedade é a Passiva principal – ela recebe, aceita, desenvolve e entrega um produto a ser usufruído por ambos. Contudo, não é Passiva absoluta – em algumas coisas, inicia e recebe o produto para usufruir.

Novamente, em nossa sociedade, há muitas vezes uma identificação entre o Tronco e a Atividade, enquanto há também uma identificação entre a Caverna e a Passividade. Essa identificação é além-sociedade e além-espécie e reproduz-se até mesmo a nível fractal – indicando que há algum nível de conexão sim, entre os mistérios de sexo e os mistérios de gênero (ao menos no nosso plano físico). Porém, ela não se mostra sempre verdadeira.

Há casos onde pessoas encarnadas em corpos masculinos não se identificam como homens e rejeitam tanto seus corpos quanto o papel social. Para não entrar em discussões semânticas, chamarei esses casos de casos A1. Há casos onde pessoas encarnadas em corpos masculinos não se identificam como homens, mas aceitam seus corpos, rejeitando apenas o papel social. Chamarei esses casos de casos B1.

Há casos onde pessoas encarnadas em corpos femininos não se identificam como mulheres e rejeitam tanto seus corpos quanto o papel social. Chamarei esses casos de A2. Há casos onde pessoas encarnadas em corpos femininos não se não se identificam como mulheres, mas aceitam seus corpos, rejeitando apenas o papel social. Chamarei esses casos de casos B2.

Em nenhum desses casos, podemos fazer inferências quanto a identidade sexual da pessoa em questão. Nem todos A1 e B1 se sentem atraídos por homens. Nem todos A2 e B2 se sentem atraídos por mulheres. Há casos onde encontramos pessoas A1 atraídas por mulheres, por exemplo. Em um linguajar mais popular, seriam Transexuais HpM homossexuais. Ou seja, pessoas que nasceram com genes XY, o que os faz machos de nossa espécie, mas que possuem uma identidade de gênero que se identifica com tons predominantemente Passivos, logo, em nossa sociedade, Feminina, e que possuem desejos sexuais por mulheres – mesmo que não desejem ser homens ou ter pênis, bem pelo contrário, desejando, muitas vezes ardentemente, terem vaginas.

Esse tipo de situação mostra claramente que a maioria de associações entre Atividade e Tronco e Passividade e Caverna é meramente uma das muitas possíveis expressões da conjunção dos Mistérios de Gênero e também abre possibilidades diversas ao mago que deseja explorá-los. Assumir um gênero diferente é difícil e normalmente é uma prática temporária, mas que traz grande iluminação e percepção quanto a aspectos da vida que normalmente são limitados a nós por não termos a fluidez de quebrar esse tipo de limite.

Não comentarei mais, mas fica a lição: a mudança temporária de gênero, por pelo menos 1 minuto, é possível por meio da magia – e se é possível por meio da magia, é útil para fazer magia.

 

 

Certo e Errado

Voltando ao nosso texto da semana passada, o sexo sempre foi motivo de controvérsia na magia. Por conta de ser recomendada a abstinência no cristianismo, sua execução e, especialmente, sua execução mágica têm sido sempre duramente criticadas e relegadas a mão esquerda, para ser praticada junto a demônios e qliphot.

Tem muita merda que dá para fazer em magia sexual. Como qualquer tipo de magia, ela pode dar errado ou ser feita com más intenções. Contudo, há muita positividade a se ganhar com ela também.

De qualquer forma, vale o aviso: magia sexual não necessariamente é sempre de mão esquerda. Há magia sexual que segue os preceitos da direita, da esquerda, do caminho do meio e até mesmo do caminho da espada flamígera.

 

Cenas do Próximo Capítulo

Sexo na Magia – Métodos e Mecanismos

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