O Mito da Frequência de 432Hz

Saindo um pouco de nosso tema de sempre, hoje procurarei desmistificar um assunto que tem rolado muito nos círculos de esoterismo e new age:

A famosa teoria de que alguma organização maligna (New World Order, Illuminati, reptilianos etc.) teria mudado a frequência de afinação dos instrumentos usados atualmente, de modo a usar uma frequência de afinação desarmônica, que traz caos e violência à nossa sociedade.

Vamos a isso.

 

 

A Teoria

Como tudo que anda pela internet, a teoria da frequência de 440Hz como sendo uma conspiração mundial tem pequenas variações. Contudo, o tema geral é sempre o mesmo:

Há uma frequência musical associada à natureza e a como os sons são produzidos nela. Nos tempos antigos (na Idade Média, por exemplo) as pessoas usavam essa frequência para afinarem seus instrumentos, assim criando músicas belas, harmônicas e que estimulavam o desenvolvimento espiritual humano.

Contudo, em determinado ponto da história, que se estende até o presente dia, uma organização que deseja dominar e destruir os seres humanos usou de meios de coação e tentação para mudar a afinação usada pelos músicos do mundo. Essa organização mudou a afinação dos instrumentos para 440Hz, uma vibração que traria caos e desordem aos chackras, transformando as pessoas em seres cegos para a espiritualidade e para a vida espiritual.

Para revertermos esse quadro, devemos buscar ouvir músicas apenas em 432Hz, a frequência original.

 

 

Mentira, Verdade e Talvez Propósito

Se tem uma coisa que descobri nos meus anos de ocultismo é que sempre há algo mais por trás das coisas. Sempre há uma razão pela qual a espiritualidade superior permite que coisas aparentemente diabólicas, malignas, terríveis e destrutivas ocorram. E nesse caso não estou falando de Iluminatis. Estou falando de mentiras como o mito dos 432hz, que, se tem alguma base esotérica, é talvez a mesma da história do garoto que gritava lobo:

Uma mentira “inocente” que se transforma em uma possível fonte de perigos e, ao mesmo tempo, de evolução.

Expliquemos.

 

Te Enganei! Haha!

 

O Que É Afinação

Afinar um instrumento musical, em termos básicos, é fazer com que as partes do instrumento responsáveis por produzirem sons (as cordas, tubos, couro ou demais) produzam sons harmônicos quando usadas da forma correta. Assim, falando de instrumentos de corda como o violino que eu costumava tocar, afinar o instrumento significa apertar as cordas até que elas produzam, quando manipuladas da forma correta, o som correto. Para fazer isso, o primeiro passo é, normalmente e seguindo os protocolos tradicionais da música, afinar a corda responsável por dar a nota “Lá”.

A nota “Lá” é produzida, nos violinos, pela segunda corda mais fina, sem nenhum dedo pressionando-a. Após apertar a corda até que sua vibração quando o arco a toca seja um “Lá”, apertamos as demais cordas de modo a que sua vibração quando o arco a toca seja a vibração adequada para cada corda. A corda mais grossa é um Sol, a segunda é um Ré, temos o Lá e por fim temos um Mi.

Todas elas afinadas segundo o Lá, normalmente em 440Hz.

 

Essa corda aí.

 

Frequência da Nota Musical

Ao falarmos de música, falamos de algo fluido. O que chamamos de “notas” são os sons que agradam aos ouvidos humanos. O resto são sons chamados desarmônicos, ou seja, sons que não agradam aos nossos ouvidos. Assim, obviamente que, como mudam os gostos individuais de cada um, também mudam quais são os sons que agradam cada pessoa.

A nota Lá, por exemplo, existe não só em 440Hz, mas em uma faixa ampla, possivelmente dos 415Hz (hoje em dia considerado Lá bemol ou sol sustenido) aos 460Hz (há músicas que foram afinadas nessas frequências na história da música). Qualquer som produzido dentro dessa faixa de frequências será um Lá.

Porém, isso significa que outras notas, como o Sol e o Dó, NÃO PODEM ser encontradas dentro dessa frequência! Aliás, não podem sequer ser encontradas nos harmônicos dessa frequência!

E é aqui que aparece a primeira mentira do mito da afinação de músicas a 432Hz.

Os 432Hz são um Lá, sim. Mas uma música tocada com instrumentos afinados com um Lá de 432Hz, ainda assim NÃO possui apenas sons a 432Hz. Possui, na verdade, sons em uma miríade de frequências totalmente diferentes – pois se não, seria apenas a nota Lá tocada continuamente. Não existe música a 432Hz. Existe música feita com instrumentos afinados a base de um Lá de 432Hz.

Que isso fique claro.

 

 

432Hz Como A Frequência da Natureza

Como vimos, não só não podemos dizer que exista música em 432Hz, como, obviamente, os diferentes sons produzidos pela natureza, por exemplo, lagos, rios, cachoeiras etc., terão frequências múltiplas e diferentes entre si. A natureza não comporta apenas sons em 432Hz. Caso comportasse, seria impossível que diferenciássemos sons naturais que estejam acontecendo ao mesmo tempo. O pio de um pássaro e o ruído de uma cachoeira produzem notas musicais totalmente diferentes e em frequências totalmente diferentes. É por isso que podemos diferenciar um do outro, mesmo que ocorram ao mesmo tempo.

Dito isso, se 432Hz não são a frequência dos sons produzidos pela natureza, o que são?

Bem, nos meios New Age a teoria menciona uma possibilidade. Essa possibilidade seria a de que os 432Hz são a afinação natural da música com o campo magnético gerado pelo planeta terra.

Vamos analisar isso melhor.

 

 

 

O Campo Magnético da Terra

O nosso planeta possui um campo magnético. O que isso significa?

Significa que, por conta da composição dos elementos do manto e do núcleo, isso é, da lava e da bola de ferro enorme que há no meio do planeta e por conta do fato de ambos estarem girando, o nosso planeta produz, envolvendo-o por inteiro, uma espécie de campo de força. Esse campo age sob quaisquer elementos que possuam carga e que se aproximem de nosso planeta.

Assim, se pegarmos um raio solar que esteja carregado de partículas com carga positiva, por exemplo, hidrogênio sem elétrons, esses raios são influenciados pelo campo magnético e são desviados do caminho do nosso planeta. Esse campo é incapaz de desviar qualquer coisa que não esteja em escala microscópica, visto que não é um campo muito intenso – sendo apenas amplo. Mas é crucial para a vida no nosso planeta, pois é ele que garante que substâncias extremamente nocivas vindas do espaço e principalmente do nosso sol, não nos atinjam e nos causem danos grandes.

Muito da radiação solar e espacial que poderiam tornar a vida na terra impossível é desviada para fora do planeta graças a esse escudo que temos, e que é o campo magnético da terra.

 

O artista tentou demonstrar o escudo magnético nos protegendo dos prótons  altamente carregados que seriam nocivos à vida terrestre.

 

O Campo Magnético da Terra Como O Coração do Planeta

Nos círculos New Age, contudo, raramente vemos em boa figura, exaltado, aquele objeto que possui função de escudo. Ao contrário, os círculos New Age tratam o campo magnético terrestre como uma espécie de batimento cardíaco do nosso planeta. Uma fonte de nutrição, amor maternal e carinho, significando, para alguns, um campo que harmoniza nossos chackras e o fluxo de energia divina em nossos corpos sutis, nos tornando mais conectados com nossa ancestralidade e a beleza do mundo.

Isso não está totalmente errado.

Uma conexão harmônica com a força que protege a vida no nosso planeta provavelmente nos trará a possibilidade de uma maior conexão com nossa ancestralidade, e especialmente com a força de proteção aos nossos. Porém, vejamos o lado omitido disso.

O campo magnético protege o planeta como um escudo. Isso significa que ele pega energias que normalmente seriam destrutivas à vida na terra e as redireciona para o espaço. Estar em contato íntimo com esse campo magnético, harmonizar nosso duplo etérico e nossos chackras com ele, não só não nos coloca em uma posição de proteção, como nos faz realmente desviar aquilo que é direcionado para nós para aqueles ao nosso redor.

Estaremos, obviamente em um nível sutil, mas ainda assim, captando e redirecionado aquelas forças que são similares em natureza a radiação tóxica que fritaria toda a vida no nosso planeta se fosse permitida aqui. Estaremos também em maior conexão com a terra, pois estaremos imitando-a. E todo ato de imitação, quando realizado com intenção mágica, produz efeitos de semelhança.

Porém, imitar essa função do planeta não só não produz, de imediato, melhorias em nossos corpos sutis, como de fato nos torna redirecionadores, pessoas que tendem a expulsar e redirecionar para além de si as energias densas e tóxicas do ambiente, que tenderão então a circular ao nosso redor, sendo enviadas para aqueles próximos a nós mesmo quando normalmente não o seriam. Muito melhor para nos conectarmos com as energias telúricas e com nossa ancestralidade o simples ato de pegar a foto de algum parente querido, ou dos parentes queridos em geral que já se foram, e levá-la a um campo. Meditar em frente a ela, com um incenso aceso em memória daqueles que se foram. Permitir que nossa conexão com pais, avós, tios, primos e outra família próxima, incluindo agregados e aqueles que não eram família de sangue, mas faziam parte de nosso “clã”, se conectem conosco.

Conectarmo-nos aos nossos ancestrais é resgatar aquilo que corre em nosso sangue em sentido mais literal, mas também é resgatar aquilo que corre em nosso karma e dharma compartilhados enquanto espíritos irmãos reencarnando próximos uns dos outros, no mesmo clã. Um rapaz europeu talvez possa achar um ancestral indígena brasileiro, se ele se tornar família com alguma família que tinha ancestrais indígenas brasileiros. Mas o simples ato de evocar os ancestrais esquecendo de nossos pais, avós, tios, família próxima é um ato de autoengano e uma ofensa a nossa ancestralidade.

Não busquemos nossos ancestrais por meios que visam trazer a nós espíritos de pajés americanos usando penas de águia no cabelo. Se acharmos um desses em nossa ancestralidade, aprendamos com ele. Mas primeiro respeitemos a verdade de que ancestral é aquele que nos antecede e que isso nós herdamos, não controlamos. Que ancestral é aquele que é nosso antecessor de fato, e não uma imagem fantasiosa.  O culto aos ancestrais requer a aceitação de nossa ancestralidade. De nossos pais, mães, daqueles que nos aceitam em suas egrégoras, daqueles que foram nossos parentes em vidas passadas. Ele estará incompleto enquanto não aceitarmos tudo isso. Enquanto buscarmos apenas uma ancestralidade ideal, espiritualizada, superior e iluminada.

Mas voltemos aos 432Hz.

 

Você reconhece essa foto como algo relacionado aos teus antepassados enquanto brasileiro(a)?

 

Meu Deus! Ouvi Música a 432Hz a Vida Toda! Vou Morrer!

Não se preocupe.

Como dito, a espiritualidade tem meios e maneiras estranhas de influenciar o mundo usando as ferramentas disponíveis por aqui. A frequência de 432Hz não está relacionada com o campo magnético da terra. Para entender isso, vamos ficar um pouco mais matemáticos.

 

Oitavas Musicais

Para entender a fundo como a música funciona, precisamos entender como funcionam os princípios dos harmônicos em ondas.

O que é um saco.

Então, vamos apenas entender de forma superficial, já que esse não é um texto sobre tal assunto, mas sobre outro.

Todas as notas musicais possuem uma frequência. Essa frequência é o número de vezes que as moléculas do ar ao redor do instrumento que produziu a música vibram em um segundo. Assim, um Lá em 432Hz significa que um instrumento musical (por exemplo, uma flauta) fez as moléculas do ar ao redor pularem para cima e para baixo, para frente e para trás, quatrocentas e trinta e duas vezes para cada segundo de música. Como raramente produzimos uma nota que dure um segundo inteiro, na realidade as notas produzem frações dessas repetições. Mas deixemos isso de lado. Nos concentremos no conceito.

Esses “pulos” dados pelas moléculas do ar são o que chega aos nossos ouvidos e que é transformado em som no nosso cérebro. E aqui, é importante entendermos algo. 432 “pulos” em um segundo, é o mesmo que 216 “pulos” em meio segundo. Assim, qual é a grande diferença entre pular 432 vezes em um segundo, e 216 vezes em um segundo?

Só a velocidade, correto? Os 432 pulos são mais intensos. São mais rápidos.

Porém, se tivermos um objeto cujas moléculas vibrem a 216Hz, ao aproximarmos algo a 432Hz desse objeto, a mesma força que faz o ar “pular” 432 vezes por segundo irá se harmonizar com esse objeto que “pula” duas vezes mais devagar, e adicionar energia ao objeto. É assim, por exemplo, que podemos quebrar cristais usando meramente um diapasão.

Não é a força bruta do ar se mexendo que quebra o cristal, mas o fato de que os átomos do cristal já normalmente pulam, presos uns aos outros, a uma frequência x. A frequência produzida pelo diapasão é essa frequência x multiplicada algumas vezes. Então, ao aproximarmos o diapasão do cristal, as ondas produzidas pelo diapasão “batem” com as ondas que o cristal normalmente vibra, e dão um impulso extra aos átomos, que pulam mais do que o normal (em todas as direções), e isso faz o cristal quebrar.

Da mesma forma, nossos cérebros identificam essa relação entre as frequências, e identificam semelhanças entre as duas frequências. Porém, é importante notar que, diferente dos nossos cérebros, a frequência para afetar objetos físicos deve ser o mais exata o possível. Se nossos cérebros percebem o Lá como qualquer coisa entre 415Hz e 460Hz, um cristal não vai ser afetado por um espectro tão grande de frequências. A oitava deve ser precisa.

E essas oitavas são frequências multiplicadas ou divididas por múltiplos de 2. Por exemplo, o Lá em 432Hz é uma oitava superior ao Lá em 216Hz. Ao mesmo tempo, a frequência de 864Hz também será um Lá.

 

Acima, como é. Abaixo, um gráfico que representa o que ocorre.

 

Frequência do Campo Magnético da Terra

Surpresa! Campos magnéticos não tem frequência inerente!

Sim meu caro(a), você leu bem.

Frequência de campos magnéticos é algo que não existe.

Por quê? Oras, eu acabei de dizer, não?

Frequência é o número de vezes que algo faz as coisas ao redor “pularem”. E campos magnéticos não fazem as coisas “pularem”. Eles fazem as coisas rodarem até se fixarem em um dos polos do campo (seja o positivo ou o negativo), muda a trajetória delas e as lança para longe ou faz com que elas se alinhem com o campo e fiquem paradinhas ali onde se alinharam. Campos magnéticos não pulsam naturalmente.

É claro. O campo da terra pode variar em intensidade, direção e até tamanho, mas essas são variações na escala de centenas ou milhares de anos, e não são padronizadas. São totalmente ao sabor das dinâmicas das correntes de magma do núcleo planetário, então não formam uma frequência.

Mas se é assim, de onde vem aquele papo de que o campo da terra bateria como um coração? De que ele teria uma frequência de 8Hz?

Essa é uma interpretação errônea de um fenômeno chamado Ressonância de Schumann.

 

Campo Magnético Terrestre Simulado por Computador

 

A Ressonância de Schumann

Tempestades de raios ocorrem, no nosso planeta, porque os átomos das nuvens de chuva batem uns nos outros e separam os elétrons deles, formando assim cargas elétricas que, quando se acumulam em grande quantidade, caem na terra. Também acontece de algumas tempestades estarem cheias de partículas positivas, normalmente por conta de raios solares ou cósmicos, e aí a terra é que envia elétrons para as nuvens, fazendo um raio que sai da terra e vai aos céus. E o importante de sabermos isso é que raios produzem ondas magnéticas – radiações – que, elas sim, possuem frequências.

Essas frequências, por sua vez, viajam pela terra, entre a atmosfera e o chão, o que gera pequenas alterações em uma parte muito pequena do campo magnético da terra, que normalmente não é afetada por nada – a parte das baixas frequências.

Qual a importância disso?

Bem, alguém parece ter confundido as ondulações no campo, que são geradas por descargas de raios em algum lugar no globo, com a frequência DO campo magnético – que, como vimos, não existe. E assim criou-se o mito de que o campo magnético da terra tem uma frequência.

 

Esse tipo de coisa reverbera pelo planeta inteiro.

 

A Importância da Ressonância Schumann

A ressonância Schumann é usada para monitorar a atividade elétrica no planeta – ou seja, para medir quantos raios estão caindo na terra ou subindo aos céus. Esse tipo de medição permite a meteorologistas realizarem cálculos para tentar descobrir coisas como qual é a temperatura média do globo.

Em termos esotéricos, não há fontes confiáveis quanto a seus usos. Contudo, se pensarmos em termos de propagação de energias talvez possamos criar uma hipótese relacionada.

 

 

Magnético ou Eletromagnético?

Nesse ponto alguns devem estar se perguntando: “Espera, o campo da terra é eletromagnético, não magnético somente. ”

Bem, isso seria um erro.

Um campo magnético é um campo formado por um imã de qualquer natureza. É a força exercida pelos polos desse imã no ambiente ao redor.

Já um campo elétrico é o campo formado por cargas elétricas. Por exemplo, uma caneta de plástico que seja esfregada contra um pano fica eletricamente carregada, e começa a atrair pedacinhos de papel.

A diferença entre o campo elétrico e o magnético, portanto, é a natureza das cargas e o seu movimento. No campo magnético, os polos estão fixos, e são dois. Um positivo, e um negativo.

No campo elétrico, as cargas se movem, e são de apenas uma natureza. Positiva, ou negativa.

Quando um campo elétrico e um campo magnético se influenciam mutuamente no tempo, isso gera um campo eletromagnético – significando que a carga elétrica está passando por uma região magnética, o que faz com que ela “pule” por influência do magnetismo. Isso gera uma frequência eletromagnética.

Assim, campos magnéticos como o do planeta terra não possuem frequência. Campos eletromagnéticos como os que acontecem quando um raio sai das nuvens e chega ao chão, influenciando o campo magnético terrestre, são eletromagnéticos e possuem frequência.

Não existe um campo eletromagnético terrestre que tenha sido medido. Podemos falar de energia telúrica ou geomagnetismo para dizer que há correntes elétricas correndo na superfície do planeta, e que por serem influenciadas pelo campo magnético, devem gerar um eletromagnetismo.

Podemos até mesmo falar que as Linhas de Ley de alguma forma devem gerar influência e serem influenciadas por esse campo, talvez gerando algo parecido com um campo eletromagnético a nível etérico.

Contudo, nada disso é medido, nada disso se relaciona com a teoria da conspiração proposta.

É possível que a espiritualidade superior tenha permitido e talvez até facilitado a difusão dessa teoria para estimular pesquisa e busca de conhecimento nessa área. Mas também é possível que a espiritualidade superior simplesmente não esteja envolvida nessa teoria. Que ela seja um produto de inconsciente coletivo, um simples Hoax, ou uma dedução errada de alguém.

 

Um campo eletromagnético é formado por dois campos – um elétrico (em vermelho) e um magnético (em azul).

 

Mas E Os 8Hz ?

Em primeiro lugar, a frequência de 8Hz não é um Lá. Mesmo que o campo magnético da terra possuísse uma frequência, e que essa frequência fosse 8Hz, ela não se relacionaria aos 432Hz.

As oitavas de uma frequência de 8Hz são as seguintes:

Primeira Oitava : 8hz

Segunda : 16Hz

Terceira : 32Hz

Quarta : 64Hz

Quinta : 128Hz.

Sexta : 256Hz

Sétima : 512Hz.
Em outras palavras, 432Hz nem sequer se aproxima de qualquer Oitava de 8Hz. A frequência mais próxima é a de 512Hz, que é um som desarmônico que existe entre o Sí e o Dó.

Em segundo lugar, os 8hz são provavelmente um arredondamento de um número da frequência de Schumann. Como dito, essa frequência mede picos no campo magnético conforme há descargas de raios em algum ponto do globo. Esses picos ocorrem principalmente a 7.83Hz e a 14.1Hz.  Contudo, podem ser observados em qualquer parte do espectro, de 0hz a 40Hz.

Assim, o que ocorreu é que, provavelmente alguém confundiu essa frequência de 7.83Hz com uma ideia de “coração do planeta”, arredondou para 8Hz e depois misturou isso com alguma teoria da conspiração envolvendo a história da música. Explicarei melhor essa parte da história musical. Mas para título de curiosidade, aqui vão as oitavas relacionadas aos 432Hz e também aos dois picos de Schumann.

O Lá de 432Hz tem os seguintes harmônicos :

216Hz

108Hz

54Hz

27Hz

13.5Hz

6.75Hz.

 

Harmônicos do Primeiro Pico de Schumann:

7.83Hz

15.66Hz

31.32Hz

62.64Hz

125.28 Hz

250.56Hz

501.12Hz

 

Harmônicos do Segundo Pico de Schumann:

14,1Hz

28,2Hz

56,4Hz

112,8Hz

225,6Hz

451,2Hz

Notemos que o segundo pico de Schumann é um Lá!

Contudo, é ainda mais agudo que o Lá de 440Hz.

 

Não estou orgulhoso de ter feito essa piada.

 

 

História da Música e Afinações

Qual é o efeito de afinar um instrumento a 432Hz ao invés de 440Hz ou 442Hz?

Bem, quão menor a frequência, mais frouxo o instrumento estará. Se for um instrumento de corda, as cordas serão afrouxadas. Se for um instrumento de percussão como um tambor, o couro ou o material sintético também o serão.

Você já ouviu o som de uma corda de violão um pouquinho mais frouxa do que a afinação normal? Provavelmente já. Por que muitas músicas de Blues são feitas assim. E não é só Blues. Rock também tem afinações alteradas para gerar sons levemente diferentes.

O “basicão” de aprender a tocar um instrumento é tocar na afinação padrão. Mas um músico não vai ser punido pelos deuses por experimentar com seu instrumento. De fato, a ideia de tocar em uma única afinação é coisa muito recente sim.

Em tempos passados, muitos compositores tinham sua afinação de preferência. E nesse ponto começa a teoria da conspiração.

Sim, no passado, afinações mais frouxas eram mais comuns.

Isso não significa que elas eram onipresentes!

Afinações em 415Hz e 418Hz (um pouquinho acima do Lá Bemol) eram tão comuns quanto as afinações em 430Hz. Afinações em 432Hz são precisas demais para afinar de ouvido – e como não haviam muitos metrônomos digitais na época, poder-se-ia esperar que afinação das músicas medievais fosse tudo, menos precisa a nível de diferenciar entre 430Hz e 432Hz. Mas haviam também afinações em 450Hz.

E nesse ponto alguns músicos clássicos estão provavelmente querendo meter-me uma porrada na cabeça, porque, bem, deixe-me contar um segredinho…

O conceito de Hertz (Hz) não existia durante a maior parte da Idade Média! De fato, até mesmo a Escala Musical como eu mencionei aqui nesse texto (7 notas, em oitavas que dobram) passou a existir apenas no século X, com um monge italiano de nome Guido d’Arezzo. Sem mencionar que não existia um padrão universal para a afinação de instrumentos até o século XVIII.

Foi durante a vida de Bach (por volta de 1700) que uma padronização foi iniciada. Há registros de igrejas que possuíam órgãos afinados com um Lá de 374Hz (Inglaterra) a igrejas com Lá de 567Hz (Norte da Alemanha). Ainda assim, acredita-se que durante o século XVIII a afinação padrão tenha sido determinada como algo entre 415Hz e 430Hz. Sabemos que Handel afinava a 422.5Hz e que Mozart, conhecido por ser maçom e escrever músicas para maçons, afinava a 421.6Hz.

Já durante o século XIX, a Sociedade Filarmônica de Londres decidiu por um Lá de 423.7Hz era muito baixo, e mudaram para 452.5Hz, mas logo decidiram que esse novo Lá era alto demais e mudaram de volta para 433.2Hz. Foi durante fim do século XIX que o governo francês resolveu se posicionar e decidir que 435Hz era o valor correto para o Lá, ao que os ingleses tentaram copiá-los, mas sem sucesso devido às condições climáticas da Inglaterra, que desafinavam os instrumentos. Assim, decidiram que o Lá inglês seria de 439Hz.

Por fim, em 1955, uma instituição internacional decidiu que o novo padrão de afinação para o mundo seria de 440Hz.

Que instituição era essa?

Algum governo?

Algum acionista multimilionário?

Hollywood que deve ser dominada pelos iluminati para produzir ideologia e nos tornar todos escravos?

Não.

Foi a International Organization of Standardization (ISO), pela definição ISO16.

Sim, uma ISO.

Sabe a ISO9001 que você busca em uma empresa para saber se ela trata bem seus funcionários? Pois é, existe uma ISO16 que fala qual é o padrão global para música.

O que acontece se você desafiar esse padrão e tocar em outro tom?

Nada.

Absolutamente nada.

Não existe nenhum requerimento. E, como dito, músicos de Blues, Jazz, Rock e até mesmo Heavy Metal fazem isso o tempo todo.

Mas e espiritualmente falando? Bem….

 

Desde que todos toquem na mesma afinação, tá tranquilo.

 

Espiritualidade e Música

A espiritualidade está ligada à música. Disso não há dúvidas. E a espiritualidade também está ligada a afinação do instrumento que toca a música.

Porém, a espiritualidade não é algo tão pequeno ou infantil que possa ser resumido a uma frequência de elevação espiritual garantida. Frequências de afinação mais baixas produzem sons mais graves, que dão aquela sensação de algo está tremendo, afetam os chackras mais básicos, vitalizam, centram, prendem a pessoa na terra e trazem uma força primal. Nos fazem querer sentar e mexer nossos corpos apenas de forma mínima.

Já frequências de afinação mais altas produzem sons mais agudos, que dão aquela sensação de que tudo está rápido, mexendo, que estamos em um estado de alerta, que há necessidade de fazer algo, correr, pular. Mas, claro, isso é apenas parte do processo.

Uma balada tocada com afinação alta não necessariamente te fará querer pular, enquanto um funk tocado com afinação baixa pode te fazer animalizado da mesma forma. Especialmente se a diferença na afinação for tão pequena quanto a de 432Hz para 440Hz.

Na realidade, o mero uso da intenção de melhorar a si mesmo durante o ato de ouvir uma música a 432Hz é muito mais importante do que a afinação. Nesse ponto, ouvir músicas a 432Hz pode ser benéfico, ainda que a história de conspiração seja furada.

 

Música e Sociedade

Afinações modernas tendem a ser mais agudas que as passadas.

Mas não só elas. Também as notas usadas, as melodias criadas, os instrumentos em si, tendem a ser mais agudos, cortantes, agressivos.

Isso é efeito de algum grupo secreto tentando nos tornar agressivos e nos afastar da espiritualidade?

Talvez.

Mas isso parece pouco provável, porque na realidade é apenas a impressão superficial. Há muitas músicas agudas no passado, muitas músicas graves no presente. Há muitas que geram aberturas espirituais, muitas que nos afastam da espiritualidade.

Para levar tudo isso em conta é necessário bem mais do que estudar o ISO16. É preciso levar em conta um mundo mais amplo, onde espiritualidade é parte da vida das pessoas, e não o motivo por detrás de absolutamente tudo.

Sim, espiritualidade não é o motivo último por detrás de tudo. Evolução, espiritualidade, contato com deus. Se somos seres imortais, não há pressa em conseguir nada disso. E, tenhamos certeza, há outros com interesses diversos dos nossos, para quem espiritualidade não é o foco. Respeitemos. Espiritualidade não precisa ser o foco de vida para todos.

A cada qual segundo sua Vontade.

 

Tem quem goste.

 

Curiosidades

O significado das notas, que aliás antigamente eram Ut, Re, Mi, Fa, Sol, La e San, é o de serem as iniciais de uma oração a São João.

Ut queant laxis

Resonare fibris

Mira gestorum

Famuli tuorum

Solve polluti

Labii reatum

Sancte Ioannes

O significado é: “Para que teus grandes servos, possam ressoar claramente a maravilha dos teus feitos, limpe nossos lábios impuros, ó São João”.

Um bom artigo a respeito da história da música no que diz respeito à afinação é o seguinte: http://www.the-compound.org/writing/classicaltuning.pdf

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70 Comentários

  1. eguinte, a afinação na idade média era ainda mais baixa que a mencionada. O lá era em 396Hz, pasme. E sim, através da história foi subindo e subindo.
    O problema por trás do 432Hz Vs 440Hz: todos os instrumentos acústicos de cordas tendem a soar melhor e com mais qualidade em 432Hz. Algumas marcas lutam para subir essa qualidade para o 440Hz, mas é indiscutível que um instrumento tradicional usando cordas de tripa a 432Hz soa MUITO melhor.
    A afinação em 440Hz de acordo com a psicoacústica é ideal para a memorização de curtos trechos melódicos como jingles… e quem descobriu isso? Alemães na segunda guerra. Nada de tanta conspiração assim, os caras estudavam….
    Bom, o problema é que a sociedade é burra musicalmente falando hoje em dia, pois não conseguem decorar um trecho que passe de 15 segundos de música.
    Curiosidade: orquestras na Europa já estão afinando em 448Hz. No Brasil, a afinação padrão de orquestra já é 444Hz. Então… dominação mundial ou não, mais meio século e saímos dessa.

    1. Olá Paulo.

      Obrigado pelo comentário.

      Quanto à Idade Média, sim, eu fiz um resumão porquê essas afinações mudavam mais que modelo muda de roupa.

      Mas quanto à qualidade do som produzido pelos instrumentos de corda, eu particularmente acho que isso depende de cada música, arranjo e efeito desejado.

      Se o efeito buscado for o de um som mais cristalino, que privilegie os aspectos mais mecânicos da execução musical, então os 432Hz são uma boa. Já se o efeito desejado for o de afetar emoções e padrões de pensamento ou trazer impacto psíquico, afinações tanto mais altas quanto mais baixas podem ser mais efetivas dependendo de cada caso.

      Nos meus tempos de tocar violino isso ficava bem marcado. Um can-can um pouco mais agressivo por exemplo, tocado um pouco acima em velocidade e afinação, fica uma coisa que destila emoções intensas que é uma beleza.

  2. Sensacional seu artigo. Obrigado por compartilhar tamanho conhecimento, e parabéns pelo domínio da ironia, rs. O texto ficou fluído, saboroso de ler. Já sou um fã.

  3. Muito boa essa matéria, bem completa e complexa. Eu particularmente fiquei muito intrigado quando li a primeira vez sobre as possíveis conspirações relacionadas ao tema (assim como muitos). Eu particularmente gosto de afinações mais graves, acho que meu ouvido responde melhor e consigo sentir mais resposta emocional do meu corpo. Também acho que a afinação em 432 ou outra frequência pode estar relacionadas a gosto pessoal ou resposta de cada instrumento (uns podem responder melhores do que outros em determinadas frequências devido a manufactura)

    Mas, a única coisa que ainda fico a pensar, é referente a forma que a onda é desenhada em afinações a partir de 440 em relação as ondas de notas afinadas a partir de 432. São mais uniformes, e aparentam ter um equilíbrio maior nos harmônicos, ou seja, notas aparentemente com menos ruído (exemplos em water sounds).

    Parabéns novamente pela matéria em um abraço aqui da Republica Theca.

    1. Olá Carlos.

      Acredito que revelar informações pessoais vai contra o propósito de se fazer uso de pseudônimos e as razões por detrás disso. Portanto, não posso responder sua pergunta.

      Tenha um bom dia 🙂

  4. O maior argumento pró frequências de solfejo que encontrei, foi a de que a usaram para despoluir as águas do Golfo do México em 2010. Dizem que recuperaram um lago inteiro usando a frequência de 528 hz. Ainda não achei nada fora desse contexto que comprove a informação de que isso realmente aconteceu.

  5. Eu ando estudando sobre esse assunto e na internet encontro defesas por todos os lados. O artigo está bem construído, mas faltaram fontes de pesquisa, referências… apenas uma no final, mas que talvez não contemple uma melhor fundamentação de todas as ideias. Se for possível ao autor citá-las, seria ótimo.
    Já encontrei vários textos, artigos, comentários, videos… e um que me chamou mais atenção foi http://www.mmsorge.com/ – Mas só sei que precisarei estudar mais sobre o assunto. Mas agradeço ao escritor.

    1. Olá Kleber.

      Fontes de pesquisa são úteis quando entramos em batalhas pela “verdade” – o que não era meu interesse, até porquê muita gente ia vir falar que não tenho gabarito para falar de física ou música, por exemplo.

      Nesse quesito, só posso mesmo dar materiais para o pessoal pesquisar por conta própria, achar suas próprias fontes.

      Quem buscar os artigos científicos (e veja que artigo não é post de blog dizendo que existe um artigo…) a respeito do que eu coloquei aqui vai perceber que é bem como eu falei mesmo, e aí é só unir os pedaços de informação (coisa que espero ter facilitado ao ter dado vocabulário e um ‘esqueleto’ de pensamento lógico para as pessoas).

      Infelizmente o mundo do “esquisoterismo” como dizem por aí, é um mundo onde as pessoas batalham com força demais pela posse do “estou certo”, muitas vezes jogando sujo e apelando para irracionalidade – de modo com que a única forma de se evitar o desgaste energético e psíquico disso é ignorar a batalha, fazer piada e ser alheio a ela.

  6. Jovem,
    Faço parte de um grupo de cientistas que pesquisou por anos os efeitos de tratamento com frequências de 412Hz, 432hz, 528hz, 852hz.
    São eficazes e comprobatórios.
    Por gentileza não escreva artigos sem embasamento científico. Nós trabalhamos duramente com pesquisas, testes, cálculos e experimentos. Tenha humildade em reconhecer, há pessoas que trabalham para o progresso nos tratamentos psicoterápicos nos âmbitos mais vastos da medicina, física, química e engenharia.
    Detalhe, quando vossa pessoa diz: “Assim, campos magnéticos como o do planeta terra não possuem frequência. Campos eletromagnéticos como os que acontecem quando um raio sai das nuvens e chega ao chão, influenciando o campo magnético terrestre, são eletromagnéticos e possuem frequência.

    Não existe um campo eletromagnético terrestre que tenha sido medido. Podemos falar de energia telúrica ou geomagnetismo para dizer que há correntes elétricas correndo na superfície do planeta, e que por serem influenciadas pelo campo magnético, devem gerar um eletromagnetismo.” ,é um insulto até à qualquer leigo em ciências à nivel pré-escolar.

    Estude jovem, leia mais e pense antes de escrever. Talvez um dia você precisará de um tratamento com um “mito” deste. E pode ser em breve.

    1. Boa tarde.

      Recuso-me 🙂

      Dito isso, favor notar que tua posição aqui é desempoderada, e que quem decide quais comentários permanecem nesse blog ou não sou eu.

      Reconheça teu posto e tua posição antes de exigir humildade, ou perca teu direito à voz, que aqui nesse espaço privado está sob meu poder e minha potência, e não sob a tua, sábio como seja ou experimentado como seja, ou meramente um mentiroso cantando vitórias que não lhe pertencem.

      Dito isso, fiquei curioso com o conteúdo por debaixo da sua postura vã.

      Qual é o seu grupo, quais são os seus trabalhos e onde estão as provas do que você diz?

      Só responda se estiver disposto a rebaixar-se ao nível que lhe é devido como convidado em meu espaço de poder. De preferência se o fizer com humildade extra, rebaixando-se ainda mais do que é necessário, para compensar a perda de tempo que foi ler esse comentário. De outra forma, não me culpe por ser rude e agir para cortar sua tolice na raiz.

      Há que se firmar o poder nas mãos do dono do poder. Respeite ou desista.

  7. O moço perde as estribeiras tão facilmente… Bom que seu poder se restrinja mesmo apenas ao virtual. Um balão inflado, que uma simples agulha estoura. Mas que – e fique bem claro – tem o poder de decidir que comentários permanecem no blog.

    Bem, mas não é isso que queria dizer. O que me divertiu foi ver alguém que acredita em um monte de mitos, bobagem tipo deuses nórdicos, que escreve sobre naruto e magia, num site com caveirinhas e espadinhas, que se embirre contra outro mito, o dos 432Hz.

    Ah, é! A intenção era apenas se pavonear com seu violino!

    “Vaidade, definitivamente, meu pecado favorito”, Sr. Diabo.

    1. Sejam minhas intenções, minhas crenças, meu violino, minha vaidade, meus textos ou meu pequeno poder, absolutamente NENHUM deles lhe diz respeito, exceto para reforçar a advertência já feita anteriormente.

      Mais um comentário de ataque e eles passarão a ser excluídos sem resposta.

      Do mais, cabe aqui um adendo: Se você acha algo incômodo e quer discutir seu incômodo (por exemplo, a sua visão do meu texto como sendo uma “birra injusta” perante minhas crenças) então discuta de forma civilizada e com boa vontade. Exponha seu incômodo. Exponha suas dúvidas, seus conceitos, e os efeitos que o meu texto causa perante eles.

      Nesse momento eu irei me predispor a discutir com toda a boa vontade do mundo.

      Mas isso aqui não é a casa da mãe Joanna, e eu não irei permitir discussões estilo facebook – cheias de sarcasmo e ironia cujo uso é promover obscuridade na discussão, e não facilitá-la.

      Ficou incomodado ?

      Você é livre para expor seu incômodo e ouvir a resposta.

      Expor o incômodo. Não falar um monte de besteira como se fosse um mendigo bêbado xingando a vida e o mundo.

  8. Parabéns pelo post, simplesmente sensacional. Procurei por muito tempo, em diversos sites, e nunca encontrei uma explicação tão completa e dé fácil entendimento. Um texto extenso, porém elucidativo e agradável.

    Obrigado por compartilhar conosco.

  9. Caramba, você falou, falou, falou e nada. Voltou ao ponto de concordar que a teoria da conspiração, que você tanto enfatizou, na verdade, não é teoria, e sim verdade. Sim, a frequência 432hz é benéfica! A escala musical de 432Hz vibra sobre os princípios do número Áureo PHI e unifica as propriedades da luz, tempo, espaço, matéria, gravidade e magnetismo com a biologia, o código do DNA e da consciência. Essa frequencia de 432Hz, está por trás de toda a criação. Isso, por si só, já coloca em cheque o porque o Ministro da Propaganda Nazista (Joseph Goebbels) quis mudar a frequência das músicas para 440hz. E se não apenas ele, outras autoridades assim o fez… tanto é que virou padrão (ISO). Isso não é conspiração, todo e qualquer governo, empresas, querem um mundo sob controle… isso é FATO! Enfim, 440Hz é o padrão antinatural de afinação, removido da simetria das vibrações sagradas e harmônicos que tem declarado guerra ao subconsciente do homem ocidental. E, por estar de acordo com o universo e suas leis, a frequência 432 Hz inspira paz, lógica, harmonia, perfeição e universalidade. Bem… se este é um dos meios de controlar a sociedade, está dando certo. Por onde olho vejo guerras, brigas, discórdia, ganância e assim vai. Dica: procurem evoluir de dentro pra fora, procurem por soluções a fim de melhorar seu estado mental, espiritual… sua saúde. Se você depender de mídia, governo e boa vontade da industria musical, cinematográfica e assim vai… logo logo você contrai um câncer.

    1. A frequência de 432Hz pode ser bonita e benéfica, mas não por nenhum dos motivos que você citou. E é exatamente aí que está o motivo de eu ter “falado, falado, falado”.

      Havemos que dar a cada coisa sua importância devida. Não há ligação entre os 432Hz e coisas como o DNA ou os governos. Quanto aos nazistas, a ISO foi estabelecida em 1953, quase dez anos após a morte de Goebels – que em seu tempo não ordenou nenhuma mudança nos padrões das transmissões alemãs. Isso é simples Hoax.

      Morte, guerras, brigas, violência – tudo isso é parte dos ciclos da natureza, e errados estão aqueles que acham que são coisa nova, ou que de alguma forma pioraram nos últimos anos.

      Bem pelo contrário. Só o fato de a estimativa de morte violenta nos nossos tempos ser muito menor do que a um século já demonstra o oposto.

      De onde vem então tamanho sentimento de estarmos cercados por aquilo que não nos pertence, por violência que não merecemos?

      Eu diria que há duas grandes fontes.

      A primeira é a possibilidade de muitos aqui estarem vindo deportados de orbes superiores. Não é só nosso orbe que está em processo de expulsão. Outros orbes, esses superiores, estão expulsando a parte menos evoluída de sua sociedade também – para orbes que mal iniciaram no processo em que eles já haviam chegado ao pico, como o nosso. Talvez você seja parte dessas pessoas.

      A segunda já é mais simples e materialista. A invenção do conceito de “infância” deturpou muito a visão de mundo das pessoas, conforme crianças começaram a ser protegidas da realidade externa ao seu lar. O que vemos agora é o resultado de termos privado as crianças, décadas atrás, do contato com a realidade e com o universo – de fato criando essa ideia, impressa profundamente na mente, de que de alguma forma existia um mundo melhor e que forças malignas nos retiraram dele em algum momento.

      Claro, essas são apenas possibilidades que me vêm à mente agora. Nada pesquisado nem comprovado.

  10. Desmond, achei “por acaso” sua postagem e , alelui, vi muita informação embasada e desprovida de qualquer dogma religioso. As informações técnicas cortinas nela foram extremamente elucidativas e creio que a “verdade”por detras de tudo deva sim ser pautada pela informação fidedigna e isenta de palpites pessoais. Penso que a busca pela verdade bem como pela espiritualidade deva ser uma busca interior enriquecida de boa fundamentação nos fenômenos naturais.

    1. Olá Patricia!

      Muito agradecido pelo seu comentário. É um alívio depois de ler tanta gente revoltada, isso é um fato!

      Espero poder continuar fazendo esse tipo de post no futuro 🙂

    1. Seria legal apontar essas falhas, Harlen.

      Eu tratei meio rispidamente um pessoal nos comentários aí embaixo, mas não por causa das críticas – e sim porquê vieram botar banca de fodões mestres-das-picas galáticas e tentar se impor no meu espaço.

      Críticas construtivas são bem vindas 🙂

  11. Bem humorado… Embora eu acredite que uma frequência específica possa ser mais benéfica, o 432 não deixa de ser mito. Pelo simples fato de que o conceito de frequencia ou comprimento de onda é recente. Assim, como mediam na idade média? Havia alguma referência? Alguma vibração usada como padrão?.
    outra coisa que não entendo, é a moda dos 528hz? de onde veio? como funciona? a que nota se refere? Deveria ser um DÓ. e então?

    1. O dó é definido como uma frequência de aproximadamente 260Hz. Logo, notas próximas a 520Hz (como a 528Hz) são Dó sim 🙂

      Agora, seguindo a lógica dessas teorias da conspiração, o que ocorre nessa música deve ser (olhe que eu não estou dizendo que É, apenas que ACHO que deve ser, baseado na lógica básica) que a afinação seja baseada em Dó e não em Lá – algo na realidade bem whatever, já que você só está aumentando a oitava uma vez – de modo com que o Lá dessa afinação será afinado em aproximadamente 880hz (absurdamente agudo).

  12. Maravilhoso artigo, que foge totalmente aos que se baseiam em achismos esotéricos. Bem fundamentado, bem escrito e bem humorado. E suas respostas aos comentários são tão boas quanto! Parabéns!!

  13. Caro Desmond, seu artigo é sensacional. Tem mais informações úteis nele do que em muitos cursos. Encontrei por acaso, e fico muito agradecido, pois tinha muitas curiosidades sobre o assunto e você esclareceu todas, de forma leve e bem humorada.
    Muito obrigado!!! Grande abraço!

  14. Existe uma correlação entre o A 432Hz e a frequência de 8Hz que culmina na oitava 512Hz que você mencionou como se não houvesse correlação. Se afinar um instrumento em A 432Hz, pois a configuração dos afinadores é feita somente com base nessa faixa de frequência, naturalmente a nota C ficará situada em 512Hz. Outrossim, uma oscilação magnética também pode ser medida em frequências, pois é exatamente isso que um captador, seja de microfone ou guitarra, faz, transforma uma oscilação mecânica em pulso eletromagnético e consequentemente em corrente elétrica e depois o auto-falante faz o inverso. Além do mais, o estudo da cinética, a influência do som na matéria, provou que frequências podem influenciar sim a matéria. Quando um instrumento é afinado em determinada faixa de frequências, todas as notas vão mudar de posição no espectro, mudar uma finação de 440hz para 432Hz irá influenciar em todas as notas, todo o espectro será alterado. Quem é músico, deveria fazer a experiência e sentir na prática a diferença. Hoje eu só toco em afinação 432Hz meio tom abaixo, lembrando que 432Hz é apenas uma referência…

    1. Citando o post, lembrando que estamos falando DA NOTA “A” ou “Lá” e NÃO DAS DEMAIS:

      “Primeira Oitava : 8hz

      Segunda : 16Hz

      Terceira : 32Hz

      Quarta : 64Hz

      Quinta : 128Hz.

      Sexta : 256Hz

      Sétima : 512Hz.”

      Não há correlação entre 8Hz e 432Hz. A NOTA LÁ pode ser colocada a 512Hz, mas ISSO É A NOTA LÁ, CASO AFINADA A 512Hz. CASO VOCÊ AFINE A NOTA LÁ A 256Hz (a única escala ABAIXO de 512Hz PARA O LÁ) você obtêm um dó LONGE disso. Prova abaixo:

      256 (Lá) * 16/15 (para obter Si dessa escala) = 273

      273 (Si dessa escala) * 9/8 (para obter Do dessa escala) = 307Hz

      (Veja as frações para descoberta de notas musicais aqui -página 2- : http://www.dirsom.com.br/index_htm_files/Tonalidade%20x%20Frequencia.pdf).

      Ou seja, o Dó de um Lá afinado na escala de 8Hz NÃO SERÁ 512Hz.

      Já quanto ao Lá a 432Hz (QUE NÃO É RELACIONADO AOS 8Hz), o Dó seguinte a ele está a Hz, como vemos abaixo :

      432*16/15*9/8 = 518Hz.

      Ou seja, não está a 512Hz.

      Prova de que o Lá de 432Hz não está relacionado aos 8hz :

      “O Lá de 432Hz tem os seguintes harmônicos :

      216Hz

      108Hz

      54Hz

      27Hz

      13.5Hz

      6.75Hz.”

      Se você quiser ser AINDA mais específico e matemático, podemos fazer o oposto e ver se o Dó de 512Hz tem algo a ver com os 8Hz por outro caminho.

      O “Dó” de 512Hz terá as seguintes oitavas:

      512

      256

      128

      74

      37

      18.5

      9.25

      O Lá para esse Dó será o valor desse Dó dividido por 9/8 e depois por 15/16.

      Dó a 18.5 terá um Lá a 15.41Hz.

      Dó a 9.25 terá um Lá a 7.7Hz.

      Então… não, não há correlação entre nenhuma das partes mencionadas.

      O Lá a 440hz afina em Dó a 523Hz.

      O Lá a 432Hz afina em Dó a 518Hz.

      O Dó a 512Hz chega a dois Dós menores a 18.5Hz e 9.25Hz.

      Os dós de 18.5Hz e 9.25Hz se afinam em lás, respectivamente, de 15.41Hz e 7.7Hz.

      Enfim.

      Dito tudo isso, sim, a música interfere não só na matéria como no espírito. Aliás, diga-se de passagem, música É matéria em movimento.

      Ondas sonoras nada mais são que energia sendo produzida em um lugar e se espalhando para a matéria ao redor, gerando movimento.

      A tonhice está em tentar relacionar isso com 8Hz, com a ressonância de Schumman e etc.

      Grandes trabalhos em música sagrada podem ser encontrados nos estudos de Platão, Mozart, e, sinceramente, em qualquer lugar que trate de música espiritual (e que não compre babaquices new age que precisam fingir serem científicas para vender).

      Os maçons são famosos por terem uma grande quantidade de material a respeito.

  15. Olá, adorei o artigo, bastante instrutivo e detalhado. Fiquei curioso sobre o assunto depois de ver uma porção de vídeos no YT sobre 432Hz e “benefícios”. Acredito ser um tremendo exagero dizer que a afinação de um instrumento vai trazer diretamente algum benefício para quem ouve.
    Claro, se a pessoa começar a ouvir música clássica, barroca, de câmara, etc, por esse motivo, aí eu apoio pelo fator de educação musical, mas a afinação em 440hz ou 432hz não é o que vai influenciar seu bem-estar ou algo do tipo.
    Eu tenho a música como hobby há mais de 10 anos, e se tem algo que eu posso afirmar sem medo é que cada compositor afinava seu instrumento na frequência que mais lhe agradava. Beethoven afinava com base num Lá 430Hz, então sequer haveria que se falar em Beethoven em 432Hz, mas os seguidores desse “culto aos 432Hz” certamente ignoram fatos desfavoráveis.
    Como você mencionou num comentário, o padrão para as orquestras já está numa frequência acima de 440Hz, e não é nenhuma conspiração nazista, mas simples evolução da nossa percepção, da nossa preferência auditiva.
    Poucos músicos profissionais se dispõem a discutir sobre o assunto pelo simples fato de que, para eles, isso não tem importância alguma!
    Acho um absurdo ver pessoas na era da informação afirmarem coisas como “frequência da natureza”, “frequência da vida”, e outras baboseiras que não possuem a menor lógica.
    Assim, seu artigo foi muito esclarecedor pelo viés científico do assunto. Obrigado por compartilhar.

  16. Ola; estou lendo O Tempo e a Tecnosfera, de Jose Arguelles, onde encontro tambem esse assunto. Você conhece, e se sim, pode comentar? Obrigado pelo artigo.

  17. por quanto eu saiba os 8hz são benéficos por causa dos alpha waves nada a ver com magnetismo terrestre… alpha waves são ondas cerebrais e os benefícios de alpha e theta waves ja’ estão cientificamente provados…

    1. Isso requer sons bineurais para se alcançado miky. Nós não conseguimos alcançar esse tipo de coisa com frequências musicais, mas sim com algumas outras coisas…

  18. Acho difícil o autor ter realmente parado e se sintonizado em 432 para sentir o que realmente é, sinto muito, mas você não pesquisou afundo no assunto e usou argumentos futeis na construção de todo o texto, por favor pesquise sobre geometria sagrada, números de fibonacci e frequencias de solfeggio.

    Essa parte fez me rir XD: “Porém, imitar essa função do planeta não só não produz, de imediato, melhorias em nossos corpos sutis, como de fato nos torna redirecionadores, pessoas que tendem a expulsar e redirecionar para além de si as energias densas e tóxicas do ambiente, que tenderão então a circular ao nosso redor, sendo enviadas para aqueles próximos a nós mesmo quando normalmente não o seriam. “,, não creio que de forma alguma possamos transmitir energias negativas tentando nos sintonizar ao divino.

    1. Não há sintonização do ser com a frequência, Vitor. Sintonizar-se interiormente utilizando uma música tem mais a ver com o ritmo e a cadência do que com a frequência das notas no ar. Que o diga dada uma diferença tão pequena quanto 432hz e 440Hz. Se você consegue “se sintonizar” (o que quer que você queira dizer com isso) com diferentes estados entre 432hz e 440Hz, parabéns, você é um diapasão.

      E quanto à geometria sagrada e a sequência de fibonnaci, veja ela aqui:

      0,1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987 (…).

      Não há 432Hz na frequência de fibonnaci. O mais próximo é o dó a 610Hz.

      Já quanto a não poder transmitir algo negativo tentando nos sintonizar ao divino, te lembro que “tentar” não é “fazer”. A estrada pro inferno está cheia de boas intenções, e não é porquê “o divino” é o seu alvo que VOCÊ não vai sair do caminho tentando chegar lá.

    2. Aliás, ainda sobre “sintonizar a algo negativo tentando chegar ao divino”, te lembro que o pessoal da Inquisição, das igrejas evangélicas e dos cultos de suicídio em massa também estava. Talvez não os líderes – mas todos os seguidores estavam buscando o divino. A busca errônea por aquilo que está acima é o maior combustível para as atrocidades que se cometem e aquilo de negativo que se faz 😉

  19. Seu site me dá medo. Olha as figuras: a caveira tem dentes de vampiro ou como se fossem os dentes de animal carnívoro. A espada em riste, a foice. Tudo isso diz mais sobre você do que imagina. E não é bom.

    1. Olá Tax. Tudo isso diz a respeito de nós. O blog é composto por diversos autores.

      Do mais, acredito que seus julgamentos são, provavelmente, muito superficiais. É necessário conhecer um pouco mais do que semiótica básica para compreender os símbolos que usamos e seu significado esotérico.

  20. A ciência e os cientistas são fantásticos…
    Explicam tudo…
    Seria interessante o autor de toda essa explicação dar uma olhada em “PITÁGORAS” suas “crenças” sobre os números e consultar a tabela numerológica dele… Fui olhar agora bem despretensioso e me deparei com algo muito intrigante… 432 = 4+5+2=9 ……. (9 é considerado o número “universal, na verdade na numerologia ele, o 9, é o nosso normal ZERO… ou seja… ele relativiza porém não soma … Já a frequência debatida pelos “teóricos conspiratórios do 432hz), ou . 440, por Pitágoras seria 4 + 4 + 0=8 …… (8 é considerado o número do infinito… é considerado também o número do dinheiro / capitalismo / ambição etc… Fui dar uma olhada nas características colocadas por Pitágoras para cada um dos 2 números em questão e me deparei com o seguinte… 8 = EFICIENTE / DETERMINADO / AMBICIOSO / LEAL / FORTE / e com ESPÍRITO DE LÍDER … – Profissões sugeridas ao número 8: Corretor de Imóveis / Banqueiro / Arqueólogo / Político / Advogado ……. ———– Já o número 9…(aquele da frequência 432Hz… (9 é considerado o número do universo… é o número da “frequência exata”, pois é como se ele desse toda a volta no relógio da numerologia… não tem quebra … etc) 9 = UNIVERSAL / HUMANITÁRIO / GENEROSO / LIBERAL / INSPIRADO / PRESTATIVO / INTUITIVO – Profissões sugeridas ao número 9: Músico / Editor / Cirurgião / Juiz / Perito em balística) E era isso…

    1. Olá Edu. Numerologia pitagórica de fato é interessante, mas outro mito.

      As escolas pitagóricas não utilizavam esse método, que é moderno 🙂

  21. boa tarde colega curti muito as suas colocações parabéns! muita informação e coerência no que foi escrito, foi muito interessante e suscitou em mim coisas que me levaram a resgatar estudos que há muito tinha feito sobre musica, reli bons livros de referencia sobre musica e assuntos correlatos. muito das coisas que vc citou são corretas, apesar de resumido, para não me alongar muito vou direto ao ponto. A questão do 432hz ou qualquer que for o HZ pressupõe-se que: o som é resultante de corpos elásticos. o som musical é o som resultante de vibrações regulares, HERTZ é o numero de vibrações por segundo(frequência), nada diferente do que vc citou, correto? A questão a principio que eu vejo sob o ponto de vista empírico e prático são os sons harmônicos produzidos pelo som principal, chamado de som fundamental, uma corda ao vibrar em toda a sua extensão produz uma determinada nota. enquanto a corda vibra por inteiro, simultaneamente, ela tambem vibra dividindo-se em duas partes e assim sucessivamente produzindo vibrações secundárias criando uma série harmônica (toda nota gera uma série harmônica ) seguindo uma série de intervalos idênticos (isso acontece em uma única nota)(não dá pra me alongar muito, desculpa) isso implica dizer a diferença de timbres de diferentes instrumentos tambem, em uma afinação em 440hz os intervalos da série harmônica fica 8ªj – 5ªj – 4ªj – 3ªM – 3ªm- 2ªM etc, estes intervalos servem para qualquer nota afinada a partir do LÀ fundamental em 440hz a série harmônica seguirá estes intervalos, na pratica quando se afina em 432hz não há grandes alterações para um leigo em teoria musical mas para um ouvido bem treinado ouve-se melhor os harmônicos da série(isso na minha prática) soa melhor, dizendo desta forma, há uma microscópica alteração na série, na vibração, ai os intervalos se deslocam milimétricamente, continuando os mesmos intervalos. já que a vibração causa reações na matéria e a musica causa emoções, diversas, no ser humano porque uma pequena alteração de vibração não o faria? certamente há de ser questionado isso mais seriamente! uma das referencias que utilizei foi o livro TEORIA DA MÚSICA, BOHUMIL MED 4ª ED.REVISTA E AMPLIADA DA SÉRIE MUSICOLOGIA-17. agradeço o que vc escreveu realmente muito interessante!

    1. Olá Hiran!
      Agradecido por sua resposta.

      Pequenas diferenças certamente levam os especialistas a aproveitar melhor a música, mas é bem isso que você falou – a diferença é muito pequena para a vasta maioria 🙂

      A questão do impacto em si é importante nesses casos, especialmente ao analisarmos a construção do mito em si. Ninguém vai se tornar afinador de pianos ao ouvir músicas em 432Hz, assim como ninguém vai elevar seu nível vibracional e obter maestria espiritual a partir desse mesmo ato 😉

      Já quanto à teoria da conspiração toda envolvida, dos illuminati e a NWO tentando dominar as pessoas por meio dessa pequena diferença, isso também se aplica a esse caso… além de vários outros argumentos 🙂

      Obrigado pelo input!

  22. Esqueci de comentar. acredito que vc se equivocou no comentário ao citar o DÒ em 512hz, ele é sempre divisível por 2 certo? então fica.
    512/2=256
    128
    64
    32
    16
    8hz
    4hz…..

  23. Oi Desmond , parabéns pela vasta pesquisa e pelo texto que dá acesso a menos letrados como eu a entender tal “fenômeno”.Como um amigo escreveu acima eu também vi vídeos no Youtube que tocavam as ondas bineurais de 432H.Li alguns comentários das pessoas que escreveram no Youtube que iam do vi o Inimigo , vi Deus e muitos que não tiveram reação alguma e reclamaram da música chata.
    Eu não me atrevo a escutar , sou do tipo de pessoa que já passa por esquisitises que me são deveras desagradáveis.Segundo minha mãe eu tenho mediunidade que se não desenvolvida iria me fazer mal , ela era kardescista.Decidi que então me fizesse mal , sou católico e tenho minhas sinceras dúvidas sobre a existência de espíritos e afins.Por mais que os sinta , sinta as vezes que coisas ruins queiram tomar meu corpo e que durante esse período meus cães entrem em pânico ainda acho que o cérebro é capaz de criar infinitamente.
    Bom , meu comentário tem dupla intenção: parabenizar seu trabalho e ver se há alguma “especulação”( as aspas não tem caráter ofensivo)que uma pessoa com tamanho conhecimento como ti possa dar a um iniciante- que jamais pediu pra iniciar- sofredor de tais mazelas.Algo que poderia ser um ponto de partida bem seguro ?

    Fraterno abraço,

    Fabio

    1. Olá Fábio, e desculpe pela demora ao responder.

      Eu mesmo sou médium e busco informações a respeito desse tipo de coisa, inclusive da existência ou não de espíritos. Pode parecer estranho para um médium não crer na existência dos espíritos como um fato, mas a verdade é que, por mais que eu me coloque nesse mundo e tenha boas e sólidas explicações (ao meu ver) para os fenômenos que vivencio, o fato é que simplesmente não há pesquisa na área para afirmar, de forma fisicalista, o que eu experimento. Então mantenho sempre a possibilidade de que tudo que está acontecendo não sejam espíritos realizando 🙂

      Quanto a um ponto de partida seguro, eu diria para você começar olhando para si mesmo. Esse é o ponto mais seguro de todos. Fazer qualquer coisa obrigado (envolva mediunidade ou não) é algo que, muitas vezes, faz mal às pessoas.

      A situação em que você vive hoje em dia te incomoda ? Você consegue distinguir que existem diversas linhas e vertentes nesse mundo do ocultismo, e que várias delas até mesmo são radicalmente opostas umas às outras ? Você conhece um pouco que seja dessas vertentes ?

      Como um católico, você tem várias ferramentas para busca espiritual em suas mãos. Você pode procurar por orações de proteção no Livro dos Salmos, pode pedir ajuda aos santos e aos anjos, pode estudar Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, para dizer apenas o mínimo.

      Claro, sempre com a consciência do que você está buscando.

      Se você está buscando explicações e soluções para o que está acontecendo contigo, cuidado para não acabar sendo confundido por toda a argumentação moral e moralista nos textos por aí!

      E sempre, sempre, olhe para si mesmo. Respeite suas dificuldades, respeite suas opiniões e gostos. Questione eles, pois aí você terá desenvolvimento espiritual e mental, mas questione com respeito a si mesmo, e aceite quando tiver que fazer uma curva. Se ao questionar algo você se sente mal demais com aquilo, busque o motivo pelo qual se sente mal, e não ver aquela coisa. Siga nesse processo até obter o conhecimento de alguma coisa, nem que seja só se tornar ciente de que há motivos para as coisas que você faz e sente!

      Isso é um bom começo. Do mais, é ler e estudar as diferentes vertentes religiosas e ocultas para ver se você se identifica com alguma. E, enquanto isso, ou se você estiver determinado em se manter católico, vá lendo as Orações e Fórmulas Mágicas que a Igreja Católica disponibiliza aos seguidores do catolicismo – as evocações aos Santos, as leituras de trechos bíblicos abençoados, e assim em diante.

      Boa sorte!

  24. O amigo, primeiramente, gratidão por sua publicação.

    Existem teorias muito bem arquitetadas, que nos soam como a mais perfeita lógica e tal, mas, ENQUANTO NÃO HÁ COMPROVAÇÃO dos fatos, são só… … TEORIAS.

    Esse assunto é relativamente novo para mim.
    Até os 48 anos ouvia tudo na referência A 440 Hz e nunca me incomodei, aliás até hoje aos 51 não me incomoda.

    Talvez você tenha razão quanto aos exageros e invencionices que publicam por aí sobre o tema, mas, gosto de ir direto ao grão.

    2 Perguntas (nem precisa me responder):

    Ouvir tudo com referência em A 432 Hz te incomoda?

    Se sim é porque tem uma razão.Seja esta qual for, te incomoda e ponto.
    Como sou ignorante em relação a verdade absoluta sobre a origem do universo, que, segundo consta, é o SOM PRIMORDIAL A 432 Hz. Verdade? Sei lá!!!

    E mesmo que eu tenha comprovado isso em um nível de consciência (emocional), para os outros será apenas teoria.
    Alguns fatos só podem ser comprovados intimamente. É um absurdo querer provar teoricamente.

    Querer descrever, em tese, o que é um samadhi numa meditação é tão absurdo como querer descrever em palavras uma emoção ao ver um por de sol com suas diversas cores e nuances, por exemplo.

    Podemos até descrever que existe inteligência emocional e intelectual mas DESCREVER TEORICAMENTE EMOÇÕES DE FORMA RACIONAL??? Absurdo, impossível não é amigo?

    Exemplo: Digamos que você não acredita em desdobramento astral consciente, vida após a morte, etc.
    Imagine que você queira comprovar se isso existe isso ou não e faça a seguinte experiência: que escreva num papel e deixe este papel colado no alto de uma torre, uma frase e peça que um “expert” saia em astral conscientemente para ler (adivinhar) o escrito enquanto o corpo físico dele dorme num leito. Daí a parte consciente dele se desdobra do corpo físico e vai lá onde está o bilhete e depois ao voltar ao corpo físico, diga exatamente o que você escreveu com pontos e vírgulas. sem você ter mostrado antes. Digamos que você fique pasmo e publique nas redes sociais, blog, todo empolgado, que sua opinião em relação a esoterismo mudou, porque você fez uma experiência e tal e aí os outros dirão que apenas ler sua publicação não é uma prova e estarão com toda a razão até que cada um deles comprovem por si mesmos!

    Não sou fanático, nem pretendo convencer ninguém se isso ou aquilo é a verdade.
    Se você ouvir minhas publicações em https://www.youtube.com/user/violaotambor
    e https://soundcloud.com/violaotambor perceberá que muitas não estão nem em 440 e nem 432 Hz. Geralmente são afinações relativas.
    Tenho exemplos publicados: Não dá para afinar uma garrafa PET aberta (sem pressão de ar (comprimido)), em 100% nesta ou naquela referência a não ser que as dimensões da mesma permitam uma perfeita “coincidência”:
    https://www.youtube.com/watch?v=tvBdL1Yy4EI

    Onde eu quero chegar:
    Você procurou fazer alguma experiência com você mesmo, ouvindo por um tempo algum som na referência em A432Hz, com fones de ouvido, por alguns minutos, por alguns dias, fazendo uma prática de meditação, relaxamento ou similar prestando atenção se sentiu algo diferente, digo, com a mente e o coração aberto, além de qualquer auto-sugestão ou paradigma?
    Se VOCÊ e não outra pessoa nos convence do contrário não faz diferença para os outros, mas comprovação sim.

    Paz além de todo entendimento.

    1. Olá Julio.

      Sim, já ouvi diversas músicas em 432Hz e elas não fizeram tanta diferença assim. Obtive efeitos muito mais fortes com cantos xamânicos e músicas primordiais, como nos casos de transe por meio de tambores.

      Quanto a projeção astral, fui administrador de um grupo que tinha exatamente esse objetivo de obter comprovações, e de fato obtivemos.

      Quanto a Samadhi, já experimentei aquilo que pode ser descrito nos textos védicos como Samadhi, e, obviamente, te diria que ela é bem possível de ser descrita sim (até porquê, se ninguém descrevesse o que é, ninguém saberia dizer se teve ou não 😉 )

      Já quanto à inteligência emocional, um dos passos para torná-la de fato uma inteligência consciente é justamente saber percebê-la e descrevê-la de forma racional. A inteligência emocional não diz respeito a sentir emoções e descrever emoções – diz respeito a saber como emoções interagem entre si e como manter níveis de consciência e emoção. É um campo de estudo bastante interessante, e já há diversas publicações a respeito – diga-se de passagem, o termo “inteligência emocional” diz respeito justamente à capacidade de perceber e identificar as emoções que se está sentindo e/ou que os outros estão sentindo, manipular essas emoções para atingir certos objetivos e usá-las para dirigir processos de pensamento e ação.

      É um conhecimento totalmente racional, ainda que não seja matemático nem exato – até porquê razão não é matemática 😉

      Enfim. Compreendo o que você quer dizer, e me parece que você está falando da experiência do Êxtase Místico. É uma experiência realmente maravilhosa e, nas primeiras vezes que a temos, parece ser impossível de colocar em palavras. Contudo, ao repetir essa experiência e buscar de fato descrevê-la (de preferência para outras pessoas que também passaram por experiências de êxtase) você verá que naturalmente criará as palavras necessárias e conseguirá distinguir suas experiências umas das outras, perceber suas características e avançar nesse caminho além da “névoa mental” que se forma nesses momentos.

      Ao menos foi assim que aconteceu comigo 🙂

  25. Ola Desmond!
    Obrigada pelo artigo. Nao conhecia esse site. Estava só pesquisando sobre música e frequências curativa.
    Nao sou expert em música, nem em esoterismo/ ocultimo. Mas me interesso MUITO pela cura através da música e através de frequência. Ja li vários artigos, alguns publicados em veículos sérios, sobre pesquisas que demonstram a capacidade curativa de várias músicas clássicas. Sobre excelentes resultados obtidos em tratamentos realizados exclusivamente com a audição de determinadas músicas. Li sobre um estudo da UFRJ, no qual submeteram uma cultura de células MCF-7, ligadas ao câncer de mama, a 5ª Sinfonia de Beethoven e 30 horas após a única “aplicação”, 20% das células cancerígenas tinham morrido. Eu achava que essa “cura” vinha da frequência da música. Mas, parece que não tem nada a ver, certo?
    Tem um monte de canal no youtube com músicas em X ou Y frequências que ajudariam no sono, na superação de medos inconscientes e na ansiedade.
    O que vc acha sobre isso?
    Eu gostaria muito que isso fosse verdade. Mas tb não quero manter crenças infundadas. Por isso, pesquiso. Mas na internet é difícil achar coisas confiáveis, porque a maioria das infos é tendenciosa, para um lado ou para outro. Muito obrigada desde já

  26. Obrigada pelo artigo. Nao conhecia esse site. Estava só pesquisando sobre música e frequências curativas.
    Nao sou expert em música, nem em esoterismo/ ocultismo. Mas me interesso MUITO pela cura através da música e através de frequência. Ja li vários artigos, alguns publicados em veículos sérios, sobre pesquisas que demonstram a capacidade curativa de várias músicas clássicas. Sobre excelentes resultados obtidos em tratamentos realizados exclusivamente com a audição de determinadas músicas. Li sobre um estudo da UFRJ, no qual submeteram uma cultura de células MCF-7, ligadas ao câncer de mama, a 5ª Sinfonia de Beethoven e 30 horas após a única “aplicação”, 20% das células cancerígenas tinham morrido. Eu achava que essa “cura” vinha da frequência da música. Mas parece que não tem nada a ver, certo?
    Eu gostaria muito que isso – cura pela frequência – fosse verdade. Mas tb não quero manter crenças infundadas. Por isso, pesquiso. Mas na internet é difícil achar coisas confiáveis, porque a maioria das infos é tendenciosa, para um lado ou para outro.

    Tem um monte de canal no youtube com músicas em X ou Y frequências que teoricamente ajudariam no sono, na superação de medos inconscientes, na ansiedade and so on.
    O que vc acha sobre isso?
    Muito obrigada desde já

    1. Olha, só posso te dizer que minha opinião é a seguinte: Que as pesquisas continuem!

      A morte das células pode ter a ver com uma série de fatores, até mesmo com o impacto sonoro do som por sobre elas. Tem-se que pesquisar e descobrir qual o motivo 🙂

      Quanto às frequências musicais nos vídeos do YouTube, eu pessoalmente nunca parei para verificar a afinação deles, haha.

      Mas falando sério, eu recomendaria mais procurar por peças musicais com uma pegada esotérica para esse tipo de coisa – por exemplo, músicas de Mozart (maçom) ou músicas do Santo Daime.

      Eu sei por experiência própria que certas peças musicais possuem efeitos fortíssimos – certa vez fiz uma regressão com a ajuda de um psicólogo especialista em Gestalt que usou de uma peça de música clássica para me levar para regiões extremamente complexas do meu inconsciente.

      Agora, achar e classificar esse tipo de coisa é uma tarefa difícil. Vale a pena buscar a opinião especialistas, como terapeutas e psicólogos que se utilizem desse tipo de método 🙂

  27. Muito bom! Quer dizer, eu acho, rs. Eu não conheço nada sobre o assunto, acabei de vir do youtube, pois estava ouvindo uma música na 432Hz.
    Achei o texto bem humorado e interessante…mas fiquei com uma dúvida:
    Por que escrever uma publicação tão extensa sobre esse assunto? Por ser músico? Não estou querendo te confrontar, não entenda mal, rs. Gostei mesmo do artigo.Mas os temas abordados não são de fácil entendimento…achei peculiar tantos assuntos tratados.
    Enfim, fiquei curiosa em saber sobre tamanha motivaçao para desmistificar o 432.

    1. Olá Sabrina. O mito dos 432Hz é muito forte, e se tornou parte da memética do movimento Nova Era já. Então, tive que fazer um texto o mais bem estruturado e com a melhor argumentação o possível – de outra maneira, acredito que não teria surtido efeito algum.

      Fora disso, minha principal motivação vem de fato de eu já ter discutido diversas vezes com pessoas que acreditavam nesse mito e ter me cansado de repetir sempre a mesma coisa 😛

      Daí resolvi criar o texto. Desinformação é algo que afeta a todos nós, e, desmistificando-a, diminuímos os problemas de comunicação que temos com as pessoas ao nosso redor.

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