Demônios imaginados: A Mulher de Branco

Ela se chama Jeanette no Sul do Brasil. No Sudeste a conhecem como Janete. Um amigo, vindo do Nordeste, jura que ela se apresentou como Maria João. O pessoal do Norte conta que ela era casada com o boto e vem alertar os maridos nas estradas que as esposas correm risco de serem levadas pelo homem do chapéu branco. A gente do Pantanal diz que, se ela aparecer por lá, morre de novo.

É lenda urbana comum entre caminhoneiros. Pudera, se ela viaja na boleia Brasil a fora, procurando um novo pobre diabo para levar consigo. Deve ser fácil chegar aonde quiser.

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Platinorum Recomenda – Mágicka Visual

Mágicka Visual” é o livro mais conhecido do pesquisador e artista plástico alemão Jan Fries (contando inclusive com ilustrações feitas pelo mesmo). Embora seja frequentemente associado com magia do caos, o autor denomina seu sistema pessoal como “xamanismo freestyle“, sendo um grande compilado de práticas xamânicas e associações psicológicas obtidas em suas pesquisas. Porém, esse livro não se propõe a ensinar o “xamanismo freestyle“; no lugar disso, Fries se propõe a levar o leitor pelos métodos e exercícios que o fizeram criar o sistema.

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Demônios imaginados: os Shamashim

Em Chanuka, o costume judaico é acender um candelabro, chamado chanukiah, com oito velas. Chanuka é uma festividade de 8 dias. A cada noite acendem-se o número de velas do dia respectivo. Uma na primeira noite, duas na segunda noite, três na terceira… Mas, se você prestar atenção, verá que as representações da chanukiah têm 8 velas. A chanukiah de verdade tem 9 velas. A nona vela é chamada de shamash.

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Médium ou Adepto?

Se tem algo que me irrita no hermetismo é como ele desfaz daquilo que desconhece ou que pode potencialmente diminuir seu valor auto-percebido.

Por isso, tomei alguns minutos para, assim como fiz com Blavatsky (que, aliás, estava a toda nessa onda), comentar um pouco sobre a visão hermética da mediunidade.

Como estudante de hermetismo por um bom período, acupunturista e médium, tenho algumas coisas a falar a respeito – afinal, frequentei ambos os meios.

Vamos a isso.

 

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Destilando Ódio a Blavatsky

Boba! Feia! Yogi gorda! Adepta de olho inchado! Fumante que reclama que os espíritos só vêm nas suas sessões para fumar, beber e falar putaria!

No meio oculto, alguns personagens sempre têm destaque – especialmente no hermetismo. Papus, Eliphas Levi, Crowley, Agrippa…. e, porquê não, Helena Petrovna Blavatsky. Contudo, ainda que alguns tenham sido muito conhecidos em sua época e até mesmo pelos seus posteriores, é muito difícil vermos alguém que tenha uma opinião moderna sobre esses autores.

Claro, opiniões todos têm – mas poucos textos nos dão uma ideia de como é sua escrita e qual é a sensação de ler o que o autor escreve. Mais importante ainda, pouquíssimos textos discutem a filosofia básica do autor e suas influências.

Pois bem. Façamos isso, pois acho que vale a pena.

 

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É permitido fumar: o lugar do pecado na prática espiritual

Alguém perguntou sobre o cigarro no judaísmo. Sendo o suicídio condenado na religião judaica, alguém perguntou, não seria o fumo uma espécie de suicídio lento e portanto proibido? Nosso rabino respondeu que não, e acendeu seu cigarro.

Há uma questão (taxonômica talvez) aqui: quão devagar seria permitido causar mal a si mesmo e ainda não ser classificado como “suicídio”? Quero dizer, seria permitido pelo judaísmo, em algum grau, fazer mal a si mesmo? Aqui me parece que há a questão do ponto de partida e do caminho desejado.

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